segunda-feira, 6 de maio de 2019

OS DOIS ERROS MAIS COMUNS AO SE REZAR O TERÇO OU O ROSÁRIO



Para bem recitar o Rosário, após invocar o Espírito Santo, colocai-vos, por alguns instantes, diante da presença de Deus (…).

Antes de cada dezena, concentrai-vos por alguns momentos, segundo a vossa disponibilidade, para considerar o mistério que estais a celebrar naquela dezena e pedi, sempre, que, por esse mistério e pela intercessão da Virgem Santíssima, uma das virtudes que mais se destacam nesse mistério ou a virtude mais necessária para a vossa redenção.

Cuidai, principalmente, para não cairdes nos dois erros mais comuns cometidos por aqueles que rezam o Terço ou o Rosário.

O primeiro é o de rezar sem pensar numa intenção, de maneira que, se perguntardes qual a intenção pela qual rezam o Terço, não saberão responder. Assim, deveis sempre ter em vista, ao recitar o Rosário, o pedido de uma graça, uma virtude à qual desejais vos assemelhar, ou algum pecado que desejais destruir em vosso coração.

O segundo erro que habitualmente cometemos, ao rezar o santo Rosário, é o de não ter qualquer intenção ao recitá-lo, a não ser a de terminá-lo rapidamente. Isso decorre do fato de olharmos o Rosário como algo oneroso, que pesa sobre nossos ombros, quando não o rezamos e, mormente, quando dele fazemos um princípio de consciência, ou quando o recebemos como penitência e sem vontade própria.

  
São Luís Grignion de Monfort,
A eficácia maravilhosa do Santíssimo Rosário

domingo, 5 de maio de 2019

Leão XIII – Sapientiae Christianae, 10 de Janeiro de 1890. Sobre os deveres fundamentais dos cidadãos cristãos (Excertos)



21.Nesse enorme e geral delírio de opiniões que vai grassando, o cuidado de proteger a verdade e extirpar o erro dos entendimentos é missão da Igreja e missão de todo o tempo e de todo o empenho, como que à sua tutela foram confiadas a honra de Deus e a salvação dos homens. Mas quando a necessidade é tanta, já não são somente os prelados que hão de velar pela integridade da Fé, uma vez que: “cada um tem obrigação de propalar a todos a sua fé, seja para instruir e animar os outros fiéis, seja para reprimir a audácia dos que não são”(Summa II II, q3, a2, ad 2).

23.A primeira aplicação desse dever é professar, clara e constantemente a Doutrina Católica e propagá-la o mais que puder. Com efeito, como já se disse muitas vezes e com muita verdade: o que mais prejudica a Doutrina de Cristo é não ser conhecida. Ela só, bem compreendida, basta para triunfar do erro, nem há ai alma simples e livre de preconceitos que a razão não mova a abraçá-la. Ora a Fé , ainda que como virtude é um dom precioso da Divina Graça e Bondade; todavia, quanto ao objeto sobre que versa, não pode por via ordinária ser conhecida senão pela pregação: “Como crerão naquele que não ouviram? E como ouvirão sem pregador? ... a fé é pelo ouvido, e o ouvido pela palavra de Cristo” (Rm 10, 14-17). Por conseguinte, sendo necessária a fé para a salvação, segue-se que é inteiramente indispensável a pregação da palavra de Cristo. É certo que esse encargo de pregar ou de ensinar pertence por direito divino aos doutores, isto é, aos bispos que o Espírito Santo constituiu para governar a Igreja de Deus (At 20, 28) e de um modo especial ao pontífice romano, vigário de Cristo, preposto com poder supremo à Igreja Universal como mestre de quanto se há de crer e praticar. Mas não pense ninguém que ficou por isso proibido aos particulares cooperar com alguma diligencia nesse ministério, principalmente aos homens a quem Deus concedeu dotes de inteligência juntos com o desejo de serem úteis ao próximo. Esses, em caso de necessidade, podem muito bem, não já afetar a missão de doutores, mas comunicar aos outros o que eles mesmos aprenderam, e ser em certo modo o eco dos mestres. Até mesmo essa cooperação dos particulares pareceu aos Padres do Concilio Vaticano I tão oportuna e frutuosa, que não hesitaram em reclama-la nos termos seguintes: “A todos os fiéis cristãos, principalmente àqueles que tem superioridade e obrigação de ensino, suplicamos pelas entranhas de Jesus Cristo, e em virtude da autoridade deste mesmo Senhor e Salvador nosso lhes ordenamos, que apliquem todo o seu zelo e trabalho em desviar esses erros e elimina-los da luta da Igreja, e difundir a luz puríssima da nossa Fé” (Const. Dei Fillius ad fin).

25. Desse modo nos deveres que nos ligam a Deus e com a Igreja está em primeiro lugar o zelo com que cada qual deve trabalhar segundo as suas forças em propagar a Doutrina Cristã e refutar os erros.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Pequeno Exorcismo de Santo Antônio



O S.S. Papa Sisto V, mandou esculpir a oração na base do obelisco que se encontra no centro da Praça de São Pedro, obelisco esse que foi trazido do Egito por Julio Cesar e que foi instalado no lugar onde Nero mais tarde iria construir o seu circo onde milhares de cristãos foram martirizados. É dito que São Pedro foi crucificado a sombra dele... Temos então uma poderosa oração, com ares de exorcismo, que nos liga tanto a Santo Antonio quanto aos incontáveis Mártires Santos que alimentaram aquela terra com seu sangue.

É comumente utilizada por padres de igrejas e santuários franciscanos e em paroquias diversas onde em um determinado dia da semana acontece a benção do pão de Santo Antonio para ser distribuído aos pobres. Nessa ocasião, após o fim da missa, o padre exibe um crucifixo aos fiéis no momento da récita da oração e os asperge com água benta.


Ecce Crucem Domini! +
Fugite partes adversae! +
Vicit Leo de tribu Juda, +
Radix David! Alleluia
  
Traduzido fica:

Eis a cruz do Senhor! +
Fugi forças inimigas! +
Venceu o Leão de Judá, +
A raiz de David! Aleluia

quinta-feira, 18 de abril de 2019

As doze Promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo!



Desde 1673, Nosso Senhor dignou-se em visitar Santa Margarida Maria Alacoque, com a finalidade de espalhar a devoção ao seu Sacratíssimo Coração.
Numa certa ocasião, aparecendo com o peito aberto e apontando com o dedo seu divino Coração, exclamou:

"Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demostrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles."

Em 1674, na Segunda Grande Aparição, em uma primeira sexta-feira, Nosso Senhor pede a HORA SANTA em reparação dos pecados cometidos contra seu Sacratíssimo Coração. A Hora Santa deveria ser nas quintas-feiras que antecedem a primeira sexta-feira de cada mês, durante nove meses consecutivos. Depois, faz a promessa que mais tarde terá a denominação de A GRANDE PROMESSA.
Nosso Senhor declara à Santa Margarida Maria, sua confidente:

"Eu te prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que meu Amor todo poderoso concederá a todos aqueles que comungarem em nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas, a Graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, nem sem receberem seus sacramentos e que o meu Divino Coração será o seu asilo seguro no último momento."

Eis as 12 promessas feitas por Nosso Senhor:

1. Eu lhes darei todas as graças necessárias para seu estado.
2. Eu darei paz às sua famílias.
3. Eu as consolarei em todas as suas aflições.
4. Eu lhes serei um refúgio seguro durante a vida, e sobretudo na hora da morte.
5. Eu lançarei abundantes bênçãos sobre todas as sua empresas.
6. Os pecadores acharão, em meu coração, a fonte e o oceano infinito de misericórdia.
7. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
8. As almas fervorosas se elevarão a uma grande perfeição.
9. Eu mesmo abençoarei as casas onde se achar exposta e honrada a imagem do meu coração.
10. Eu darei aos sacerdotes o poder de tocar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão para sempre seu nome inscrito no meu coração.
12. Darei a graça da penitência final e dos últimos sacramentos, aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos.

Desde então propagou-se pelo mundo o costume da Hora Santa durante às quinta-feiras, dia em que iniciou a Paixão de Nosso Senhor. 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores


Na quarta-feira santa, celebra-se a história do encontro do Nosso Senhor dos Passos com a Nossa Senhora das Dores.

A devoção à Nossa Senhora das Dores tem origem na Tradição, que conta o encontro de Maria com seu filho Jesus, a caminho do Calvário.

Ao ver o amado filho carregando a pesada Cruz, torturado e sofrido, coroado de espinhos e ensangüentado, a dor da Mãe de Deus foi tão profunda que nos faz refletir até hoje sobre as nossas próprias dores.

Nos primórdios da Igreja, a festa era celebrada com o nome de Nossa Senhora da Piedade e da Compaixão. No século XVIII, o papa Bento XIII determinou, então, que se passasse a chamar de Nossa Senhora das Dores.

A ordem dos servitas foi responsável por criar uma devoção especial conhecida como “As Sete Dores de Nossa Senhora”, que nos lembram os momentos de sofrimento e entrega de Maria ao seu Senhor.

As Sete Dores de Maria:

1 - A profecia de Simeão – Lc 2, 35
2 - A fuga com o Menino para o Egito – Mt 2, 14
3 - A perda do Menino no templo, em Jerusalém – Lc 2, 48
4 - O encontro com Jesus no caminho do calvário – Lc 23, 27
5 - A morte de Jesus na cruz – Jo 19, 25-27
6 - A lançada no coração e a descida de Jesus da cruz – Lc 23, 53
7 - O sepultamento de Jesus e a solidão de Nossa Senhora – Lc, 23, 55




DEVOÇÕES



Virgem Mãe, tão santa e pura,
vendo eu tua amargura,
possa contigo chorar.

Que do Cristo eu traga a morte,
sua paixão me conforte,
sua cruz possa abraçar!

Em sangue as chagas me lavem
e no meu peito se gravem,
para não mais se apagar.

No julgamento consegue
que às chamas não seja entregue
quem soube em ti se abrigar.

Que a Santa Cruz me proteja,
que eu vença a dura peleja,
possa do mal triunfar!

Vindo, ó Jesus, minha hora,
por essas dores de agora,
no céu mereça um lugar.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Entremos na maior de todas as semanas!



Avançamos mar adentro nas águas da Semana Santa. Mesmo que muitos não tenham feito mortificações, recordando com a Igreja o sofrimento dos primeiros Cristãos, ou se mortificando para alcançarem graças da época da Quaresma. E mesmo que, o nosso sacrifício seja tão fraco e pequeno, por outro lado, o Tempo da Paixão nos estabelece um novo parorama diante da Cruz do nosso Salvador. Ali então, se tivermos sido generosos nas quatro primeiras semanas, descobriremos maravilhados tantos reflexos luminosos do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. E esta palavra - Sacrifício - soará em nossos ouvidos e vibrará em nosso peito no seu significado profundo: Sacrum facere - fazer o sagrado. 

De fato, o Pai enviou o seu próprio Filho, Deus de Deus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não criado, com esta missão específica. Qual? Alguns dirão que Cristo veio ao mundo para pregar o Evangelho; outros que veio ensinar aos homens o caminho da paz. E têm razão. Mas nem a pregação do Evangelho nem a paz que lhe segue, podem manifestar o fundo da missão do Messias. Ele veio para oferecer um único Sacrifício agradável ao Pai, um Sacrifício Propiciatório e Perfeito. 

São Paulo não deixa de advertir aos hebreus que a doutrina sobre o Cristo Sacerdote e sobre o seu ÚNICO SACRIFÍCIO é elevada e exige do fiel já ter perseverado na vida de oração e de estudo das Escrituras. Não são os rudimentos, mas as coisas mais elevadas da doutrina. (Hebreus, 5) E como o Apóstolo se dirige aos Hebreus convertidos ao Cristianismo, adverte-os sobre o perigo de cairem na apostasia diante da elevação do seu ensinamento e reza para que aqueles seus filhos perseverem na fé. (Hebreus, cap. 6) E que doutrina! Deixo aos leitores buscarem no próprio texto da Epístola a descrição precisa, minuciosa, dessa lindíssima doutrina sobre o Sacerdócio de Cristo (Hebreus, cap. 5 a 7).

A idéia principal de S. Paulo é mostrar que o sacerdócio de Cristo e o Sacrifício próprio desse sacerdócio não é deste mundo. Se fosse um sacerdócio humano, como o da Antiga Lei, diz o Apóstolo, Cristo nem sacerdote seria, pois não era da tribo de Levi, mas sim da tribo real de Judá, da casa do rei Davi. E ele conclui dizendo:

"Mas Cristo recebeu um ministério tanto mais elevado quanto é mediador de melhor aliança, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas. Pois se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, não se procuraria uma segunda (Hebreus 8, 6-7).

É no profeta Jeremias que São Paulo vai apoiar esta afirmação. Ele cita a passagem indicando que se trata de uma repreensão de Deus a seu povo:

"Eis virão dias, diz o Senhor, em que eu contrairei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança, não como a aliança que fiz com seus pais no dia em que lhes peguei pela mão para os tirar da terra do Egito; visto que eles não perseveraram na minha aliança... (Jeremias 31, 31-34).

Mas Cristo, vindo como Pontífice dos bens futuros, passando pelo meio de um tabernáculo mais excelente e perfeito, não feito por mão de homem, isto é, não desta criação, e não com sangue de bodes ou dos bezerros, mas com seu próprio sangue, entrou uma só vez no Santo dos Santos, depois de ter adquirido uma redenção eterna." (Hebreus 9, 9-12)

Eis que a doutrina santa, revelada, luminosa, do santo Apóstolo vem esclarecer para nós o Tempo da Paixão, vem elevar nossas almas para que não deixemos passar um só minuto desses dias santificados sem estarmos concentrados na Cruz do nosso Deus, do nosso Redentor. Só ela nos trouxe a salvação; só ela é sinal eficaz de uma Aliança verdadeira que nos liga para sempre com o Messias, anunciado com tanta precisão pelos profetas, realizado com toda perfeição pela vida, pela morte e pela ressurreição de Jesus Cristo. 

É neste espírito que entramos no Tempo da Paixão, meditando no único sacrifício, holocausto verdadeiro e eficaz que nos traz a salvação. 

NÓS VOS ADORAMOS E BENDIZEMOS, Ó JESUS!
QUE PELA VOSSA SANTA CRUZ REMISTES O MUNDO!