terça-feira, 24 de maio de 2022

O Rei dos reis quer que sejamos felizes junto d'Ele

Jesus curando o leproso - Jean Marie Melchior Doze

 OH! SE NOS COMPENETRÁSSEMOS destas palavras: 


"Creio firmemente que estais presente em toda parte, que me vedes, que estou debaixo dos Vossos olhos, que um dia Vos verei claramente eu próprio, que desfrutarei de todos os bens que me haveis prometido!.. Meu Deus, espero que me recompenseis de tudo o que eu tiver feito para Vos agradar! Meu Deus, eu Vos amo! Tenho um coração para vos amar!..."


    Oh! Como este ato de fé, que é também um ato de amor, bastaria para tudo!... Se compreendêsseis a ventura que temos de poder amar a Deus, ficaríamos imóveis no êxtase... 


    Se um príncipe, um imperador, fizesse comparecer perante si um de seus súditos e lhe dissesse: "Quero fazer a tua felicidade; fica comigo, desfruta de todos os meus bens; mas cuida de não me desagradares em tudo o que for justo”; que cuidado, que ardor esse súdito não poria em satisfazer o seu príncipe! Pois bem! Deus faz-nos os mesmos oferecimentos... e nós não nos preocupamos com a Sua amizade; não fazemos nenhum caso das Suas promessas... Que pena!

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Fonte:
MONNIN, A. Abbé. O espírito do Cura d'Ars nos seus catecismos, homilias e conversação. Rio de Janeiro: Vozes,  1959, parte I, cap. II, Catecismo sobre o Amor de Deus.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

A pureza da intenção


                                                                  A pureza da intenção

Não basta trabalharmos muito, importa que nos esforcemos por bem fazer cada uma de nossas ações, pois é nisso principalmente, que consiste nosso mérito perante o Senhor. O que nos empobrece ou enriquece aos olhos do Senhor, não é a ação em si, mas o modo porque é feita.
Neste mundo todos somos semeadores. Uns semeiam mais, outros menos, mas no dia da safra, os mais ricos nem sempre serão os que semearam mais: há muitos que depois de incessante trabalhar acharão as mãos vazias no dia de juízo, porque suas ações não foram cheias diante de Deus.
E que é necessário para que uma ação seja cheia diante de Deus? Importa primeiro que seja moralmente boa, isto é, que nada tenha contrária à lei de Deus, e às inspirações da consciência. Importa também que seja feita em seu tempo e em seu lugar. Isto nos faz compreender as vantagens e a tranquillizadora certeza que nos garante a santa virtude da obediência.
Para que uma ação seja plena, cumpre que seja praticada em estado de graça; pois é uma verdade de fé que uma ação, feita em estado de pecado mortal, não terá mérito para a eternidade, com quanto possa dispôr sempre o Senhor a conceder-nos as graças de que necessitamos para sair desse estado deplorável.
Isto nos mostra quão previdentes são as almas que se confessam amiúde; porque a confissão torna sua vida mais fecunda, ainda que só as conserve na vida sobrenatural que aquilata em valor as boas obras. Enfim, para que uma ação seja plena, cumpre que seja praticada com intenção pura, isto é, que deva ter, senão por único motivo, ao menos por supremo móvel a glória e o agrado de Deus. A pureza de intenção!
📕Livro: A mulher como deveria sê-lo. Pe Marchal. 1872.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

A Forma do Batismo





 
A forma do batismo na Igreja Latina é  está: "Ego te baptizo in nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti" (Eu te batizo em nome do Pai e do Filho, e do Espírito Santo)

Deixa-se  a palavra Amém mas se for pronunciada não inválida o sacramento.

O Batismo é igualmente válido se se diz " Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo ", ou " Eu te batizo em nome do Pai onipotente e do Filho unigênito e do Espírito Santo ".

Tornam inválido o batismo, as formas: " Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo ", sem dizer " Eu te batizo", ou " Eu te batizo em nome do Padre maior, do Filho menor, etc, ou  "Eu te banho em nome do Padre... etc".

Tornam duvidoso o batismo as formas: " Eu te batismo em virtude do Pai etc... ou outros...

Teologia Moral ( Padre Del Greco)
 

domingo, 24 de abril de 2022

Por que crismar sob condição?


 

Na antiguidade, a palavra óleo (oleum) designava o líquido obtido pela pressão das olivas. Quando Nosso Senhor instituiu o Sacramento da Confirmação, Ele determinou que os ministros usassem óleo, ou seja, o óleo de oliva.



Foi assim, na Igreja, até dia 3 de dezembro 1970, quando  Paulo VI autorizou, por motivos meramente práticos, a utilização de óleo vegetal na administração do sacramento do Crisma. 

A validade de qualquer sacramento requer: ministro legítimo, forma correta e matéria própria do sacramento. Portanto, a Confirmação administrada sem o óleo de oliva é inválida.

O óleo de oliva é raro e caro no Brasil. Em razão disso, muitas dioceses pouco ortodoxas não consagram óleo de oliva na Quinta-Feira Santa . Quem paga o preço são os fiéis que ficam sem as indispensáveis graças provenientes do sacramento.

Em razão disso, os bispos tradicionais confirmam os fieis “crismados” no modernismo - SOB CONDIÇÃO  - com o óleo de oliva, situação prevista na doutrina e no direito canônico. Trata-se de uma forma de afastar qualquer tipo de dúvidas em relação a validade do sacramento. No caso do Crisma, o bispo diz:

“  Se não estais confirmado, eu te marco com o Sinal da Cruz e te confirmo com o Crisma da Salvação, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”


domingo, 2 de janeiro de 2022

Meu irmão, quem sabe se ainda vereis o fim do ano que hoje começa? ( Santo Afonso Maria de Ligório)


 Sumário. A cerimônia da circuncisão era figura do sacramento do batismo. Podemos, por tanto, imaginar que Jesus Cristo, quando foi circuncidado, pensou em cada um de nós, e que oferecendo a seu divino Pai as primícias do seu sangue, desde então nos mereceu a graça de sermos regenerados pelo batismo. Oh, que dom inestimável é o do santo batismo! Como, porém, temos respondido a tamanho favor? Temos, por ventura, manchado a vestimenta branca da inocência?


I. Considera o Pai Eterno, que, tendo enviado seu Filho a fim de padecer e de morrer por nós, quer que no dia de hoje seja circuncidado e comece a derramar o seu sangue divino, para depois acabar de derramá-lo no dia da sua morte na cruz num, oceano de dores e desprezos. E porque? A fim de que esse Filho inocente pague assim as penas por nós merecidas. É, pois, com razão que a Igreja canta: Ó bondade admirável da misericórdia divina para conosco! Ó inestimável amor de compaixão! A fim de remires o homem entregaste teu Filho à morte! — Ó Deus eterno, quem seria capaz de fazer-nos esse dom infinito, senão Vós que sois a bondade infinita? E se, com o dom do vosso Filho, me destes o que mais caro possuíeis, justo é que eu miserável me dê todo a Vós.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

O PERDÃO DE MAMÃE ASSUNTA, MÃE DE SANTA MARIA GORETTI.


 O PERDÃO DE MAMÃE ASSUNTA, MÃE DE SANTA MARIA GORETTI.


Véspera de Natal do ano do Senhor de 1937.


Trinta e cinco anos são decorridos daquela tarde ensoalhada da Campanha Romana, em que uma camponezinha de doze anos escreveria para sempre o seu nome entre as virgens que acompanham o Cordeiro Divino. Santa Maria Goreti.


Dia gélido nas terras italianas. O coração do inverno. Em Corinaldo, assim como em todas as aldeias da Itália, as famílias dos lavradores recolhem-se nos estábulos, aquecendo-se com o calor dos animais. Raros transeuntes atravessam as ruas. Só um homem arrasta-se vagarosamente como que alheio a toda essa onda de frio. Cinquenta e cinco anos. Mal vestido. Um tanto curvo. Segue passo a passo para a casa de Assunta Carlini Goretti, mãe de Santa Maria Goretti.


— Quem quer falar com ela? perguntam-lhe.


— Alexandre Serenelli.


Assunta Carlini não tarda a aparecer. Forte ainda, apesar dos seus setenta anos, o cabelo branco a aureolar-lhe o rosto sulcado de rugas, o pobre homem a reconhece perfeitamente. A cena é rápida. Sem mesmo cumprimentá-la, atira-se-lhe aos pés e suplica:


— D. Assunta, perdoe! Pode perdoar-me?


Não imaginemos cenas romanescas, lutas íntimas a preceder a hora final, o coração a bater violentamente. O povo dos campos é o povo simples e a resposta é igualmente simples.


— Como não perdoar? Perdoou o Senhor. Perdoou-lhe minha filha. Como não hei de perdoar eu?


Na manhã seguinte dia de Natal Assunta Carlini e Alexandre Serenelli ajoelhavam-se um ao lado do outro, na mesma mesa da Santíssima Eucaristia.


Quando Assunta Carlini Goretti, mãe de Santa Maria Goretti era interrogada no Processo de Beatificação de sua filha se estava disposta a conceder o perdão ao assassino, não hesitou em responder afirmativamente. Mas· o público protestou: “Nós, porém, não lhe perdoaremos”. Retrucou, então aquela verdadeira cristã: “E se o Senhor não perdoasse a nós?”

Fonte: Valdemar Oporter Illum Regnare

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Murmurações


 

Queixumes e lamúrias não aliviam dores; ao contrário, duplicam-nas, pois me fazem colocar meus desejos em coisas que nem posso alcançar. Revesti-vos, revesti-vos de Jesus Cristo[Rm 13, 14], forte escudo que nenhum demônio e nenhuma criatura conseguirão tirar da vossa vontade.


[…]Tal pessoa começa a alegrar-se nas injúrias, maus tratos e ofensas e nada mais deseja senão configurar-se com Cristo na cruz. Nele, pôs seu amor e toda preocupação; alegra-se na proporção dos sofrimentos; [Carta 5, p.25].


A doença purifica o ser humano pelo pecado mortal cometido

Quero que sejais um soldado! Quero que, por Cristo, não rejeiteis a dureza da doença; Pensai como é grande a graça divina que, durante a doença, refreia os vícios e pecados, possíveis quando se tem saúde. 


A enfermidade desconta e purifica quanto aos pecados cometidos. Na doença, por um sofrimento passageiro, Deus misericordiosamente se satisfaz quanto a um castigo eterno, merecido. [Carta 5, p.26].


- Santa Catarina de Sena

Fonte: Dies Iraf