Santo lugar é também o cemitério: 1) pela bênção solene do bispo; 2) pela presença dos restos mortais de muitos santos que gozam da visão beatifica ou ao menos estão certos de alcançá-la.
a) Cemitério deriva-se da palavra grega koimeterion = lugar de descanso, ou dormitório, de koimasthai = dormir. E' nome usado só pelos cristãos.
Pois Nosso Senhor chamou de sono a morte natural, tão temida pelos pagãos. Lembra, portanto, a vida futura.
No princípio do cristianismo os fiéis eram sepultados nos jazigos da família ou no cemitério público.
Mas já nos primeiros tempos havia cemitérios cristãos, e Tertuliano (De anima, c. 52) usa esta palavra.
Em Roma os cristãos eram sepultados em geral nas catacumbas; fora de Roma, em geral nos cemitérios. Mas ocorrem exceções. Desde o século IV se admitiram sepulturas nas igrejas ou próximo das igrejas. Agora só os bispos, abades, cardiais, prelados nullius e pessoas da família real podem ser sepultados na igreja.
(Cân. 1205.)
b) O nome polvandrum acha-se no rito da bênção do cemitério. Deriva-se de pollys = muitos e anér = homem. Designa o lugar onde muitos homens são sepultados.
c) O têrmo "mausoléu" no sentido do cemitério ocorre no rito da reconciliação do cemitério. Deriva-se do monumento do rei Mausolo da Cária (376-352 a. C.), admirável pela beleza, uma das "sete maravilhas do mundo". Em alguns lugares era costume dos fiéis visitar no domingo, em procissão, o cemitério colocado próximo da igreja. (Vigourel, p. 65.)
d) Nada obsta a que lâmpadas também elétricas ardam sôbre os túmulos, ou êstes estejam enfeitados com flores, contanto que não sejam prejudicadas as pias orações.
Fonte: Curso de Teologia (Padre João Batista Reus S.J)









