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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Missa Antiga vs Missa Nova



Compare
A Missa Tradicional em Latim
Com
A missa moderna da sua paróquia
Atmosfera de adoração reverente:
Ambiente pacífico, alheio ao mundo. Ênfase na elevação individual do coração e da mente em direção a Deus. Os membros da congregação dirigem atenção a Deus, não para um ao outro.
Atmosfera social, de aula, ou, por vezes, de entretenimento:
Constante sentar-se e levantar-se, barulho amplificado; Atmosfera de um encontro público. Ênfase na “instrução.” Socialização antes e depois do culto, e aperto de mãos durante.
Profunda reverência pela Presença Real (no sacrário):
Dezesseis genuflexões. Somente as mãos do padre tocam a hóstia consagrada. Comunhão dada apenas na boca.
Indiferença, Irreverência à presença Real:
Somente três genuflexões necessárias. Leigos homens e mulheres distribuem a comunhão. Comunhão dada nas mãos – uma prática que os protestantes introduziram para negar a presença Real.
Fidelidade à doutrina Católica:

Durante o ano todas os aspectos da doutrina católica são apresentados.
Sistemática omissão das doutrinas Católicas:
As novas orações sistematicamente omitem as referências ao inferno, julgamento, punição pelo pecado, méritos dos Santos, a única verdadeira Igreja, as almas dos falecidos e os milagres.
Antiguidade:
Os volumes das orações dominicais e sua organização remonta a pelo menos aos anos 300 e 400 da era Cristã. O Cânon é essencialmente o mesmo desde Santo Ambrósio (d. 397)
Novidade:
As antigas orações dominicais omitidas ou despojadas das doutrinas, e rearranjadas em 1960. Somente 17% das antigas orações permaneceram. Pedaços do antigo Cânon agora são opcionais. As palavras da Consagração, as palavras do próprio Cristo “Por vós e por muitos” foram mudadas. Três cânones substitutos foram inventados e introduzidos nos anos 60, e ainda outros posteriormente.
Estabilidade:
Tudo é regulado por leis precisas para proteger a pureza do culto e da doutrina.
Mudanças constantes:
Opções, opções e mais opções. Comissões individuais de padres e paróquias escolhem, retiram ou inventam textos para empurrar o que eles pensam que as pessoas deveriam acreditar.
Padre como Sacerdote:
O padre olha para o tabernáculo, a cruz e o altar (para Deus). Ele faz todas ações e recita todas as orações da Missa.


Fonte: https://catolicoromano.com.br
Padre como ”presidente”, Ator:
O padre olha para o povo, ao invés de para Deus. Senta-se de lado. Suas funções são dadas a leigos homens e mulheres.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Igrejas modernas, “feias como o pecado”

Em 1988 foi criada a Paróquia de Santo Antônio de Pádua (Caçapava SP). 
Na (foto) vemos a antiga igrejinha (que era linda, diga-se de passagem), que foi demolida para a construção do atual Santuário.

A Arte Moderna é iconoclasta, e, portanto, é herética.





segunda-feira, 10 de julho de 2017

A SUCESSÃO APOSTÓLICA DEPOIS DO CONCÍLIO VATICANO II


2.625 bispos do mundo inteiro marcaram presença no Concílio Vaticano II de 1962 a 1965. Contudo apenas alguns deles denunciaram publicamente seus erros e suas assim-chamadas reformas. Normalmente um Concílio é realizado para resolver problemas na Igreja, mas este foi feito justamente para causá-los. Desse fato singular se compreende o pasmo dos católicos perante tais problemas e a pluralidade de soluções propostas para resolvê-los. A princípio não discutiu-se nos círculos tradicionais sobre a Fé, mas sobre como preservá-la nessas circunstâncias anormais produzidas pelo cisma conciliar. Não obstante as divergências entre eles (algumas legítimas, outras não), temos como certo que o que moveu essa reação católica não foi outra coisa senão a Fé viva que corre nas veias da Igreja Militante.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O RITO DE CONSAGRAÇÃO EPISCOPAL DE 1968

ABSOLUTAMENTE NULO E TOTALMENTE VÃO

O Rito de Consagração Episcopal de 1968

Pe. Anthony Cekada
http://www.traditionalmass.org

Tradução do inglês por Diogo Rafael Moreira
Quando não houverem mais sacerdotes validamente ordenados, eles permitirão a Missa em Latim.
— Rev. Carl Pulvermacher OFM Cap
Antigo Editor da Revista The Angelus
Mantenha a casca, mas esvazie-a de sua substância.
— V. Lênin

sábado, 26 de novembro de 2016

Motu Proprio Praestantia Scripturae de Sua Santidade São Pio X



MOTU PROPRIO  
DE NOSSO SANTÍSSIMO PADRE, PELA DIVINA PROVIDÊNCIA, PAPA PIO X, TRATANDO DAS DECISÕES DA COMISSÃO PONTIFÍCIA ENCARREGADA DO DESENVOLVIMENTO DOS ESTUDOS BÍBLICOS, ASSIM COMO DAS CENSURAS E PENAS DECRETADAS CONTRA OS TRANSGREDIREM AS PRESCRIÇÕES PUBLICADAS CONTRA OS ERROS DOS MODERNISTAS

Nosso Predecessor, de imortal memória, Leão XIII, em sua encíclica Providentissimus Deus, publicada em 18 de Novembro de 1893, depois de ter mostrado a importância da Sagrada Escritura e de ter recomendado seu estudo, fixou as regras que deviam presidir um estudo sabiamente conduzido dos Livros sagrados. Ele proclamou a sua origem divina contra os erros e as calúnias dos racionalistas e ao mesmo tempo defendeu os livros divinos contra as opiniões desta falsa ciência, conhecida sob o nome de “alta crítica”: opiniões que, como escrevia muito sabiamente o mesmo Pontífice, não são manifestamente senão invenções do racionalismo penosamente retiradas da filologia e de ciências similares.

Para conjurar o perigo que a difusão das idéias temerárias e errôneas tornava cada dia mais ameaçador, esse Nosso mesmo predecessor, pela Carta Apostólica Vigilantiæ studiique memores, de 30 de Outubro de 1902, instituiu um Conselho pontifício ou Comissão bíblica, composta por um certo número de Cardeais da Santa Igreja Romana, ilustres por sua  doutrina e por sua prudência, aos quais foram associados, a título de consultores, um grande número de eclesiásticos escolhidos entre os sábios teólogos e biblistas de diferentes países e representando os métodos e opiniões exegéticas de diversos matizes. Com efeito, o Pontífice tinha em vista uma vantagem muito científica e apropriada ao tempo presente: ele queria que na Comissão se pudesse propor,explicar e discutir com toda liberdade as opiniões as mais diversas. Nos próprios termos desta Carta, os cardeais não se pronunciariam antes de tomado me consideração e pesado os argumentos pró e contra. Nada deveria ser negligenciado do que poderia colocar em plena luz o estado exato e verdadeiro das questões bíblicas propostas. Só depois destas várias etapas que de deveria submeter as conclusões à aprovação do Soberano Pontífice e em seguida publicá-las.

Denzinger 2113 - Após longas deliberações sobre as matérias e após consultas diligentíssimas, a Pontifícia Comissão Bíblica emitiu felizmente algumas sentenças sumamente úteis para promover genuinamente os estudos bíblicos e dirigí-los por uma norma certa. Porém, vimos que não faltam, de modo algum, pessoas  que, levados além da medida em direção a opiniões e métodos manchados por  novidades perniciosas, e arrastados pelo cuidado exagerado de uma assim chamada liberdade – que, na realidade, não é senão uma licença sem freio muito prejudicial às ciências sagradas e cheias de graves perigos para a pureza da Fé,– não receberam e nem recebem com a devida obediência tais decisões supracitadas, por mais que tenham sido aprovadas pelo Sumo Pontífice.

Por isso vemos que é preciso declararemandar, como com o presente o declaramos e expressamente mandamos, que todos, absolutamente,estão obrigados por dever de consciência asubmeter-se às setenças da Pontifícia Comissão Bíblica, quer as que já foram emitidas, quer as que doravente serão emitidas, do mesmo modo que aos Decretos das Sagradas Congregações referentes às questões doutrinárias e aprovadas pelo Sumo Pontífice; e não podem evitar a nota de desobediência e temeridade e, portanto, não estão livres de culpa grave todos aqueles que, por palavras ou por escrito, impugnem estas sentenças; isto à parte do escândalo com que desedificam, e tudo mais de que podem ser culpados diante de Deus, pelo que, sobre estas matérias, como costuma acontecer digam temerária e errôneamente.

Denzinger 2214 - Além disso, com o fim de reprimir os espíritos cada vez mais audazes dos modernistas  que, com sofismas e artifícios de todo gênero, se empenham em tirar força e eficácia não só do decreto Lamentabili sane exitu  publicado, por Nossa ordem, no dia 08 de Julho do corrente ano, pela Santa  Romana e Universal Inquisição, como também a Nossa Carta EncíclicaPascendi Dominici gregis, datada de 8 de Setembro desse mesmo ano, – por Nossa Autoridade Apostólica, Nós reiteramos e confirmamos,  tanto o Decreto da Congregação da Sagrada Suprema Inquisição, como da dita Nossa Encíclica, acrescentando a pena de excomunhão contra os contraditores, e Nós declaramos e decretamos que, se alguém – o que Deus não permita – chegar a tanta audácia,  que defendesse qualquer das proposições, opiniões e doutrinas reprovadas em um ou outro dos documentos acima mencionados, fica, ipso facto, ferido pela censura decretada pelo capítulo Docentes, da Constituição Apostolicæ Sedis, que é a primeira das excomunhões latæ sententiæreservadassimplesmente ao Pontífice Romano. Esta excomunhão deve ser entendida como, sem suprimir as penas em que possam incorrer aqueles que faltem contra os citados documentos, como propagadores e defensores de heresias, se alguma vez suas proposições, opiniões ou doutrinas são heréticas, coisa que acontece mais de uma vez com os inimigos desses dois documentos e, sobretudo, quando propugnam os erros dos modernistas, isto é, a reunião de todas as heresias. (Denziger, Nº 2113-14)

Tomadas estas decisões, Nós recomendamos de novo com as mais vivas instâncias aos Ordinários das Dioceses e aos Superiores das Congregações Religiosas de exercerem a maior vigilância com relação aos professores, sobretudo em seus Seminários. Se encontrarem professores imbuídos dos erros modernistas, ávidos de novidades malsãs ou poucos dóceis às prescrições da Sé Apostólica, qualquer forme que elas tenham, que os proíbam de todo magistério, e que lhes recusem o próprio acesso às Ordens Sagradas aos jovens que forem objeto da menor suspeita de apego às doutrinas condenadas e às novidades perniciosas.

Nós os exortamos ao mesmo tempo que vigiem sem descanso e com zelo os livros e outros escritos – cujo número crescem desmedidamente - que contém opiniões e tendências da mesma natureza do que aquelas que foram condenadas pela Encíclicas e pelo Decreto acima citados. Que eles vigiem para quelivros desapareçam das livrarias católicas, e, com muito maior razão, que eles os afastem das mãos dos estudantes e do clero.

Se cumprirem com cuidado este dever, favorecerão a verdadeira e sólida formação dos espíritos, obra que deve ser o principal objeto da solicitude dos Superiores Religiosos. Queremos e ordenamos que todas estas prescrições sejam tidas como ratificadas e confirmadas por Nossa autoridade, não obstante todas determinações contrárias.

Dado em Roma, junto a São Pedro, em 18 de Novembro do ano de 1907, o quinto de Nosso Pontificado.

 Pio X, Papa.

sábado, 1 de outubro de 2016

E em Roma?




Quando voltamos os nossos olhares para a situação atual da Igreja podemos ter a grande tentação de trocar gato por lebre, ou seja, pelo fato de a grande maioria dos que se dizem católicos seguirem, inocentemente, as doutrinas da Nova Igreja, mesmo que sem conhecê-las a fundo, podemos pensar que estamos errados ou andando na contra-mão. Porém, para não cairmos em erro semelhante, vejamos quais são as razões que movem a nossa Fé, qual é a criteriologia da verdade pela qual nós católicos nos pautamos.

Hoje vemos uma grande corrente ecumênica que se forma em todo o mundo liderada pelos “papas” da Nova Igreja, e este fenômeno, temos que perceber, nunca fez parte da vida da Igreja. A Igreja nunca foi ecumênica e nem será!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Declarações do Cardeal Stickler sobre a Missa de S. Pio V




Declarações do Cardeal Stickler
prefeito emérito dos Arquivos do Vaticano
sobre a Missa de S. Pio V (revista The Latin Mass, 1995)


"O Papa João Paulo II fez duas perguntas, em 1986, a uma comissão de nove cardeais.


Primeira pergunta: "O Papa Paulo VI ou qualquer outra autoridade competente até o presente momento proibiram legalmente a livre celebração da Missa tridentina?"
"A resposta dada por oito destes cardeais em 1986 foi que não, a Missa de São Pio V jamais foi supressa. Posso afirmá-lo: eu era um destes cardeais. Um somente foi de parecer contrário. Todos os outros estavam a favor de uma livre permissão: que cada qual possa escolher a antiga Missa.


Houve uma outra pergunta muito interessante: Será que um bispo pode impedir qualquer sacerdote que seja, desde que em situação regular, de recomeçar a celebrar a Missa tridentina? Os nove cardeais responderam unanimemente que um bispo não podia impedir um sacerdote católico de celebrar a Missa Tridentina. Nós não temos uma proibição oficial e eu penso que o Papa jamais pronunciaria uma proibição oficial."


O mesmo Cardeal no Congresso de Christi Fideles, Nova York, maio de 1995

"A Missa nova deveria chamar-se "missa da comissão litúrgica pós-conciliar":
"Pela constituição do Vaticano II sobre a liturgia é evidente que a vontade do Concílio e a vontade da comissão litúrgica muitas vezes não coincidem, e até se opõem de maneira clara.
A missa de Paulo VI ... põe antes em evidência o aspecto geral da missa, a saber a Comunhão; o que resulta em transformar o Sacrifício naquilo que é permitido chamar um banquete.
O lugar importante dado às leituras e à pregação na nova missa, a possibilidade mesma deixada ao padre de acrescentar explicações e palavras pessoais é uma reflexão a mais sobre o que é legítimo chamar de uma adaptação à idéia protestante de culto..."


sábado, 16 de maio de 2015

Conferência de Dom Lefebvre

Florence - 15 de fevereiro de 1975


Esta noite, falarei da Missa de Lutero e da Missa do novo rito. Por que essa comparação entre a Nova Missa e a Missa de Lutero? Porque a história o diz; a história objetiva não é criação minha. (Sua Excia. mostra então um livro sobre Lutero, publicado em 1911, “DO LUTERANISMO AO PROTESTANTISMO” de Léon Cristiani) Ele fala sobre a reforma litúrgica de Lutero. Trata-se de um livro escrito em um tempo, em que o autor nem conhecia nossa crise, nem o novo rito; portanto não foi escrito com segundas intenções.
Primeiramente desejo fazer uma síntese dos princípios fundamentais da Missa, para trazer à nossa memória a beleza, a profunda grandeza espiritual de nossa Missa, o lugar que nossa Missa ocupa na Santa Igreja. Que coisa mais bela Nosso Senhor legou à humanidade, que coisa mais preciosa, mais santa concedeu à Sua Santa Igreja, à Igreja sua Esposa, no Calvário, quando morria na Cruz? Foi o Sacrifício de si mesmo.
O Sacrifício de si mesmo. Sua própria Pessoa, que continua seu Sacrifício. Ele o deu à Igreja, quando morreu na Cruz. A partir desse momento, esse Sacrifício estava destinado a continuar, a perseverar através dos séculos, como Ele o havia instituído, juntamente com o Sacerdócio.
Quando na Santa Ceia, Jesus instituiu o Sacerdócio, Ele o instituiu para o Sacrifício, o Sacrifício da Cruz, porque esse Sacrifício é a fonte de todos os méritos, de todas as graças, de todos os Sacramentos; a fonte de toda a riqueza da Igreja. Isso devemos recordar, ter sempre presente essa realidade, divina realidade.
Portanto, é o Sacrifício da Cruz que se renova sobre nossos altares, e o Sacerdócio está em relação com ele, em relação essencial com esse Sacrifício. Não se compreende o Sacerdócio sem o Sacrifício, porque o Sacerdócio foi feito para o Sacrifício. Poder-se-ia dizer também: é a Encarnação de Jesus Cristo, séculos a fora: usque ad finem temporum (1) , o Sacrifício da Missa será oferecido.
Se Jesus Cristo quis esse Sacrifício, quis também ser nele a vítima, uma vez que é o Sacrifício da Cruz que continua, Ele quis que a vítima fosse sempre a mesma, quis ser Ele próprio a vítima. Para ser a vítima, Ele tem que estar presente, verdadeiramente presente nos nossos altares. Se Ele não estiver presente, se não houver a Presença Real nos nossos altares, não haverá vítima, não haverá Sacerdócio. Tudo está ligado: Sacerdócio, Sacrifício, Vítima, Presença Real, portanto TRANSUBSTANCIAÇÃO.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A NOVA MISSA E A FÉ CATÓLICA


A Igreja de Cristo foi instituída para uma dupla missão: uma missão de fé e uma missão de evangelização dos homens redimidos pelo sangue do Salvador. A Igreja deve entregar aos homens a fé e a graça: a fé através de seu ensinamento, a graça através dos sacramentos que lhe confiou Nosso Senhor Jesus Cristo.
Sua missão de fé consiste em transmitir aos homens a Revelação, feita ao mundo por Deus, das realidades espirituais e sobrenaturais, assim como sua conservação, através do tempo e dos séculos, sem alterações. A Igreja Católica é, antes de tudo, a fé que não muda; é como – disse São Paulo – “A coluna de verdade”, a qual é sempre fiel a si mesma e inflexível testemunha de Deus – atravessa o tempo dentro de um mundo em perpétuas mudanças e contradições.
Através dos séculos, a Igreja Católica ensina e defende sua fé em nome de um só critério: “O que sempre acreditou e ensinou”. Todas as heresias, contra as quais a Igreja constantemente enfrentou, foram sempre julgadas e reprovadas em nome da não conformidade com este princípio. O primeiro princípio reflexo da hierarquia na Igreja, e especialmente da romana, foi manter sem mudanças a verdade recebida dos Apóstolos e do Senhor. A doutrina do Santo Sacrifício da Missa pertence a este tesouro de verdade da Igreja. E, se hoje em dia, nesta matéria em particular, aparece uma espécie de ruptura com o passado da Igreja, tal novidade deveria alertar qualquer consciência católica, como nos tempos de grandes heresias nos séculos passados, e provocar universalmente uma confrontação com a fé da Igreja que não muda.
O que é a Missa?
Desde logo, bem sabemos que a Missa antiga não nos foi dada toda pronta. Ela conservou o essencial das celebrações feitas pelos Apóstolos por ordem de Cristo; e se foram aderindo novas orações, louvores e precisões, para explicar melhor o mistério eucarístico e preservá-lo das negações heréticas.
Assim, a Missa foi elaborada progressivamente, em torno a um núcleo primitivo que nos legaram os Apóstolos, testemunhas da instituição de Cristo. Como uma moldura que sustenta uma pedra preciosa ou o tesouro confiado à Igreja, a santa Missa foi pensada, ajustada, ornada como uma música. O melhor foi escolhido, como na construção de uma catedral. Explicitou com arte o que tinha de implícito em seu mistério. Podemos dizer que, como a semente de mostarda, lançou ramos, porém já estava tudo contido na semente.
Esta progressiva elaboração ou explicação foi concluída, quanto ao essencial, na época do Papa São Gregório, no século VI. Só se acrescentou posteriormente alguns complementos secundários. Este trabalho dos primeiros séculos do cristianismo realizou assim uma obra de fé para pôr ao alcance da inteligência humana, a instituição de Cristo, na sua verdade reconhecida.
A Missa é, portanto, a explicitação do mistério eucarístico e sua celebração.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA É AÇÃO SIMBÓLICA?



 Assim é anti-formação da CNBB que:

A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA É AÇÃO SIMBÓLICA
Formação Litúrgica em Mutirão
CNBB - rede celebra - revista de liturgia
Ficha 45
Então, podemos dizer que a liturgia é toda simbólica. Tudo que fazemos nela se refere e nos liga a Jesus Cristo e seu Reino.

 Ele mesmo nos deixou a refeição, uma ação simbólica, um rito para que a realizemos sempre de novo, fazendo memória dele. Reunir-se como irmãos, agradecer, comer e beber juntos e em seu Nome para participar da doação, da entrega de sua vida, morte e ressurreição até que seu Reino se estabeleça definitivamente entre nós. Esta é a celebração central de nossa vida cristã: a Eucaristia, a Missa como costumamos dizer. 
 

Concílio Ecumênico de Trento condena tal ensinamento:
 Cânones sobre o Santíssimo Sacramento da Eucaristia

Cap. 1 — A presença real de Cristo na Santíssima Eucaristia
874. Ensina primeiramente o santo Concílio e confessa aberta e simplesmente que no augusto sacramento da Santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, debaixo das espécies destas coisas sensíveis, se encerra Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, verdadeira, real e substancialmente [cân. l ].

Nem repugnam entre si estas coisas: que o mesmo Nosso Senhor esteja sempre sentado à mão direita do Pai no céu, conforme o seu modo natural de existir, e assim a sua substância esteja presente entre nós em muitos outros lugares sacramentalmente com aquele modo de existir, que nós apenas podemos exprimir em palavras, e com a razão iluminada pela fé podemos conhecer e devemos firmemente crer ser possível a Deus.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

As Traduções da Missa Nova



Se os próprios textos latinos da Missa nova (Novus Ordo) já extenuam a pureza e integridade da fé nas sua traduções em vernáculo nas diversas línguas esse problema se agrava.

Vejamos alguns exemplos da tradução portuguesa:

1. “Semper Virginem Mariam” traduzido por “A Virgem Maria” (Notar que os protestantes toleram chamar Nossa Senhora de Virgem Maria, mas nunca de sempre Virgem Maria).

2. “Et cum spiritu tuo” traduzido por “Ele esta no meio de nós” (Além de ser infiel, essa tradução insinua uma autonomia dos fiéis com relação ao sacerdócio hierárquico do celebrante, justamente no momento em que se deve marcar que as graças nos são dadas em razão do sacrifício realizado pelo padre no altar).

3. “Offerimus” traduzido por “Apresentamos” (Reforça a nova concepção do ofertório, em que os dons não são propriamente oferecidos a Deus em espírito sacrifical, mas apenas apresentados ao altar).

4. “Meum ac vestrum sacrificium” traduzido por “O nosso sacrifício” (Insinua identificacão do sacerdócio do padre com o dos fiéis).

5. “Cum Angelis et Archangelis, cum Thronis et Dominationibus, cunque omnia militiae caelestis exercitus” traduzido por “Com todos os anjos e santos”.

6. “Vita aeterna” traduzido por “Vida”.

7. “Morte perpétua” traduzido por “Morte”.

8. “Pro Eclesia tua Sancta Catholica” traduzido por “Pela vossa Igreja dispersa pelo mundo inteiro”.

9. “Ab aeterna damnatione” traduzido por “Da condenação”.

10. “Pro multis” traduzido por “Por todos” A respeito dessa “tradução” que ocorre na Consagração do vinho, é oportuno lembrar o comentário autorizado do Catecismo Romano):

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A SANTA LITURGIA – RELATOS DO VATICANO II


Todos nós,  que  recebemos  a  formação  eclesiástica nos Seminários,  regidos  pelas  normas  ditadas  pelo  Concílio  Tridentino,  ou  fomos  para  Roma  a  fim  de  frequentar  as  faculdades de  Filosofia  e  de  Teologia  na  Pontifícia  Universidade Gregoriana,  ao sermos  ordenados  sacerdotes,  tínhamos nas  mãos  o  Ritual  Romano,  que  prescrevia  não  só  a  forma de  benzer  uma  simples  imagem  como  a  de  administrar  os sacramentos.
Encontrávamos igualmente  o  Missal  Romano,  aprova­do  por  São  Pio  V,  nas igrejas  e  capelas nas  quais  celebrávamos,  fazendo  com  que a Missa aqui  no  Brasil,  em  nada deferisse  da  celebrada  lá  no  fundo  da  África  ou  da  Oceania.
Os fiéis viam  nessa  uniformidade  uma das  notas  características  da  verdadeira  Igreja  fundada  por  Cristo: a  unidade.
De acordo com  as  preferências  de  poderosa  Aliança Europeia,  o  esquema  que,  em  primeiro  lugar,  deveria  ser  examinado  na  aula  do  Concílio,  seria  o  da  Liturgia.
O Boletim  do  Escritório  de  Imprensa  do  Concílio  anunciava  que,  em  22  de  outubro  de  1962:  “Houve  vinte  intervenções,  todas  elas  objetivando  o  conjunto  do  esquema  da liturgia;  certos  oradores  defenderam-no  e  outros  o  ataca­ram”.
O bispo  de  Linz  (Austria),  membro  da  Aliança  Europeia,  não  só  aprovava  o  conjunto  do  esquema,  como procurou  atrair  a  atenção  de  seus  pares  para  onze  passagens  do esquema .
Uma dessas  passagens  dizia  respeito  à  língua  litúrgica. Propwlha  ele  que  fosse  restabelecida  a  exposição  do  texto original ,  mediante  o  qual  as  Conferências  Episcopais  eram autorizadas  a  “fixar  as  condições  e  determinar  as  modali­dades  segundo  as  quais  a  língua  vernácula  pudesse ser  utilizada,  suposta  a  aprovação  da  Santa  Sé”.

domingo, 8 de março de 2015

A SACRÍLEGA COMUNHÃO NA MÃO

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Este trabalho do Sr. Francisco Lafayette de Moraes é um dos capítulos de uma grande compilação sobre a  Santa Missa, onde o autor recolhe de vasta bibliografia e organiza com inteligência, muitas explicações sobre a Missa Nova, seus erros, a comparação com a Missa de São Pio V etc. Nesta obra inédita são dadas exaustivas referências a todas as obras citadas. Essas notas  foram aqui retiradas para não tornar a leitura desagradável. 
Antecedentes - Sobre o Concílio Vaticano II e a Reforma Litúrgica 
O Papa Pio XII faleceu em 1958 e no início de 1959 foi dado o primeiro aviso oficial sobre o futuro Concílio; e a 25 de julho de 1960, João XXIII tornou pública a sua decisão de confiar aos Padres do Concílio a reforma litúrgica.
As comportas iam ser abertas; era preciso, então, acelerar as providências. O monge beneditino Dom Adrien Nocent, “neolitúrgico típico”, foi nomeado, em 1961, professor do Pontifício Instituto de Liturgia de Santo Anselmo em Roma, uma venerável universidade beneditina fundada por Leão XIII; e lá Dom Nocent preparava o Concílio. Naquele mesmo ano de 1961, em sua obra O Futuro da Liturgia, Dom Nocent definia os princípios e os fundamentos da nova missa que então preconizava. Seu propósito: influir direta e decisivamente na “revisão da liturgia” que poderia ser realizada durante o Concílio Vaticano II.
Veio o Concílio.
Pela vontade do Papa João XXIII, o Vaticano II quis ser um Concílio Ecumênico e, como disse um bispo não tradicionalista, aí esta palavra “ecumênico” deve ser entendida não no sentido tradicional de “universalidade” ou de “catolicidade”, mas “na acepção moderna (ou errônea?) de favorecer a unidade dos cristãos” 1.
Essa intenção de fazer do Concílio um instrumento de ecumenismo (aliás, falso) abriu as portas da Santa Sé e a cidadela foi ocupada pelos neolitúrgicos progressistas. 
Deixemos de lado o que nos separa, guardemos o que nos une; este bem conhecido programa de João XXIII foi o principio inspirador da nova liturgia.
Ora, uma reforma litúrgica inspirada em “motivos ecumênicos” é inconcebível, porque contradiz o princípio imutável da liturgia católica: cabe à regra de fé regular a oração. Uma tal reforma é, ao contrário, pôr em prática a “caridade sem fé” que São Pio X condenou no modernismo. Não é de espantar que a “reforma” (que ia ser implantada) tenha sacrificado a claridade e a exatidão doutrinal em troca de ambigüidade e compromisso.

terça-feira, 3 de março de 2015

A TRADIÇÃO PARA O MODERNISTA

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A verdade revelada vem até nós por dois canais, que frequentemente, ademais, se comunicam entre si: a Sagrada Escritura e a Tradição. O primeiro é a palavra de Deus escrita nos Livros santos do Antigo e do Novo Testamento; o segundo é a palavra de Deus não escrita na Bíblia, mas transmitida de viva voz pelos Apóstolos e que chegou, como de mão em mão, de boca em boca, até nós.

A Tradição é o ensino da Igreja a quem Jesus Cristo prometeu, no Evangelho, a infalibilidade. Ela éexpressa pelos decretos dos Concílios, os atos da Santa Sé, os livros litúrgicos, as obras da arte cristã, os escritos dos Padres e dos Doutores da Igreja, o pensamento comum dos teólogos. Os Padres são os escritores eclesiásticos que a Igreja, durante os doze primeiros séculos, reconheceu como testemunhas e representantes da Doutrina católica. Os Doutores são os homens eminentes em santidade e em ciência sagrada aos quais a Igreja concedeu publicamente este título.
Muitos dos dogmas de fé estão contidos somente de forma implícita nas Santas Escrituras, e nos foram transmitidos pela Tradição, que, contrariamente ao sentimento dos protestantes, tem a mesma autoridade que as Escrituras. A interpretação de ambas pertence à Igreja, guardiã da verdade revelada. 
Vejamos como o veneno modernista contaminou a noção da Tradição.
Vimos que a fé, para os modernistas, é apenas o resultado da experiência individual que o crente opera em si mesmo penetrando em seu sentimento religioso e daí descobrindo esta intuição do coração que lhe faz atingir a realidade própria de Deus. Ora, a Tradição, segundo eles, é tão somente a comunicação feita a outros de alguma experiência original com a ajuda de uma fórmula.
Esta fórmula, dizem eles, tem uma virtude sugestiva, agindo sobre o crente, em quem ela desperta o sentimento religioso, e sobre o incrédulo, em quem ela pode engendrar o sentimento religioso e conduzi-lo a fazer a experiência individual. 
A Tradição seria então a comunicação de experiências que se propagam de geração em geração pelo escrito ou a transmissão oral.
Porém, ora ela se enraíza e se fixa, ora ela morre e se apaga. Como, para os modernistas, vida e verdade são a mesma coisa, uma religião que vive é uma religião verdadeira; se ela não o fosse, ela não viveria.
Eis porque tantas pessoas têm, com respeito às tradições cristãs, do catolicismo em uma palavra, uma atitude muito respeitosa, que elas seriam tentadas a tomar por um tipo de fé. Esta deferência, elas a têm por todas as religiões que vivem, porém eles a têm mais profundamente pela Igreja, visto que ela viveu mais; não vos confundais com isso, isso não é a fé, essa não é a fé que salva.
E eis como o detestável erro modernista dá a uma multidão de homens a ilusão de crer. Então! da fé verdadeira, eles não têm nem tão grande como um grão de mostarda!
LENERT, G.. Moderniste sans le savoir. Paris, A. Tralin, éditeur, 1912, p.36-39.

domingo, 25 de janeiro de 2015

LOUCURAS PÓS-CONCILIARES

No “espírito” do Vaticano II, um padre usa sua “criatividade” para recrutar coroinhas…afinal, para esse tipo de gente, vale tudo!
Escrevemos criatividade, mas a vontade era dizer outra coisa!!

sábado, 17 de janeiro de 2015

ERROS CONCERNENTES AO SACERDÓCIO



4.0 Uma concepção errônea do sacerdote, rebaixado a uma função do “povo de Deus’’ com a qual se quer, arbitrariamente, identificar a Igreja (cf. supra, n. 2.4).
Com efeito, diz a Lumen Gentium que “… o povo de Deus não só reúne as gentes de diversos povos, mas também está integrado em si mesmo por funções distintas (ex variis ordinibus confletur). Isto porque há uma diversidade em seus membros (membra), seja segundo os ofícios(oficia), pois alguns desempenham o ministério sagrado(sacro ministério)para o bem de seus irmãos; seja segundo a condição e modo de vida, pois muitos no estado religioso, tendendo à santidade pelo caminho mais árduo, estimulam a seus irmãos com seu exemplo.” ( LG , 13)
O “ministério sagrado” é concebido como uma ordo do “Povo de Deus”, termo que expressa, literalmente, a idéia de uma classe, ordem ou estado, no seio de uma entidade mais vasta, constituindo não apenas uma de suas partes (segundo a mens que se impôs no concílio), mas também se identificando com uma de suas funções (termo sem equivalente em latim). A “função” de outrora, ao contrário, é desempenhada mediante oficia ou munera diferentes (Presbit. Ord., 2, 4 )Trata-se de officium (ofício) e, por conseguinte, de munus (função), e não de potestas (poder, potestade) (este conceito é mencionado em várias passagens, porém fica ausente a noção específica de “função” sacerdotal). Na nova concepção, o padre já não é mais o sacerdote de Deus; em vez disto, tornou-se sacerdote do povo de Deus, que o legitima na qualidade de “função” sua. Isso contraria toda a Tradição e a constituição divina da Igreja (cf. S. E. Mons. Bernad Fellay, La crisi del sacerdozio, bilancio del Concilio Vaticano II ( A crise do sacerdócio, balanço do Concílio Vaticano II ) : conferência feita no IV Congresso Internacional de Si Si No No, Roma, 3-5 de agosto, 2000. ) .
4.1 A afirmação, contrária à verdade histórica testemunhada pela Tradição e pelo Novo Testamento, segundo os quais Nosso Senhor elegeu como ministros, no princípio, alguns dentre os fiéis: “Mas o próprio Senhor, querendo fazer dos cristãos um só corpo, no qual todos os membros não exercem a mesma função (Rom. 12, 4) …, constituiu alguns deles ministros, e estes, (inter fideles… quosdam instituit ministros) receberam o poder sagrado da ordem, para oferecer o sacrifício e perdoar os pecados, e desempenharam publicamente, em nome de Cristo, a função sacerdotal em favor dos homens (PO, 2 cit.).

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Será preciso falar nele também?

Corintiano, padre Marcelo Rossi abençoa taça do Mundial e diz: 'É nóis!
Por incrível que pareça, sinto-me na obrigação de dizer algumas palavras sobre o Padre Marcelo Rossi. Normalmente não deveria me preocupar com mais um padre progressista, com mais um "carismático". Ele não deveria impressionar aos nossos fiéis, que há tantos anos aprendem o que seja a verdadeira fé, a verdadeira missa. Mas constato que entre nós, algumas pessoas não estão sabendo analisar este fenômeno com os princípios da Fé Católica. Por isso resolvi dizer algumas palavras. 

O que mais se ouve nas ruas é que este padre:
1) levantou a Igreja Católica que estava entregue às moscas
2) traz alegria a todos
3) está tirando gente da Igreja Universal e dos protestantes em geral.
Por outro lado, o Cardeal do Rio pediu cautela e algumas pessoas acham exagerado tudo isso.
O que nós temos a dizer?
A primeira coisa a ser lembrada é qual deva ser a atitude de alguém que se propõe a assistir à Missa. Deve procurar um lugar divertido, alegre, entusiasta? A resposta só poderá ser dada se compreendermos que a Missa é o Sacrifício da Cruz de Nosso Senhor, renovado sobre nossos altares, com o intuito de trazer para nossas almas a Redenção, ou seja, o perdão dos nossos pecados, a mudança de vida necessária para perseverarmos na Fé e alcançarmos a vida eterna.
Concluiremos que a Missa deve ser triste? Não.
Então ela deve ser alegre, e o Pe. Rossi tem razão de querer divertir a todos na Missa? Também não.