sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A Tiara


A Tiara - também chamada de Regnum - é uma coroa tríplice que os papas usavam para indicar a Unidade da Igreja e a suprema suserania do Papa sobre toda a Cristandade, isto é, de que o Papa era Soberano Universal da Igreja Una, Soberano dos Estados Pontifícios, e Bispo de Roma. 
Numa cerimônia de coroação do papa no século XVI se lê que o Cardeal Diácono, ao impor a Tiara na cabeça de um novo Papa diz: 

“Recebe a Tiara ornada com três coroas e saiba que Tu és o Pai dos Príncipes e dos Reis, o reitor do Universo, o Vigário do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo na terra”. “As três coroas simbolizam, pois a universalidade do poder pontifício, o dominium sobre o mundo (a supremacia do papa) sobre os reis e sobre o Imperador), assim como sua soberania sacerdotal”

sábado, 1 de outubro de 2016

E em Roma?




Quando voltamos os nossos olhares para a situação atual da Igreja podemos ter a grande tentação de trocar gato por lebre, ou seja, pelo fato de a grande maioria dos que se dizem católicos seguirem, inocentemente, as doutrinas da Nova Igreja, mesmo que sem conhecê-las a fundo, podemos pensar que estamos errados ou andando na contra-mão. Porém, para não cairmos em erro semelhante, vejamos quais são as razões que movem a nossa Fé, qual é a criteriologia da verdade pela qual nós católicos nos pautamos.

Hoje vemos uma grande corrente ecumênica que se forma em todo o mundo liderada pelos “papas” da Nova Igreja, e este fenômeno, temos que perceber, nunca fez parte da vida da Igreja. A Igreja nunca foi ecumênica e nem será!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

DOUTRINA DA IGREJA CATÓLICA



BULA "QUO PRIMUM" DO SANTO PADRE O PAPA SÃO PIO V SOBRE O MISSAL ROMANO DA TRADIÇÃO MILENAR
— Trechos —

1) O Missal é Perpétuo

Nada jamais deverá ser acrescentado, subtraído ou alterado neste Missal... ("nihiI unquam addendum, detrahendum aut immutandum") sob pena de nossa indignação. Estabelecemos que seja válido perpetuamente ("perpétuo valitura").
2) O Indulto é Perpétuo

Pelo teor das presentes letras, por autoridade dos Apóstolos, concedemos e damos indulto perpétuo ("perpetuo concédimus et indulgemus") para que doravante este Missal seja integralmente seguido no cantar ou recitar da Missa, dando permissão (aos sacerdotes) para usá-lo livre e licitamente, sem qualquer escrúpulo de consciência, sem incorrer em penas, sentença ou censura.



3) A Bula é Perpétua


Os sacerdotes "não sejam obrigados a celebrar a Missa de outro modo ("áliter") que o estabelecido por nós. Não sejam coagidos por ninguém ("a quólibet") a mudar este Missal. Estabelecemos igualmente que as presentes letras em tempo algum poderão ser revogadas ou abrandadas ("ullo unquam tempore revocari aut moderari possint") mas que existam sempre firmes e válidas em sua força ("semper firmae et válidae in suo exsistant róbore").

4) Ninguém Pode Contrariá-la


A homem algum sem exceção ("nulli ergo omnino hóminum") seja lícito infringir esta página de nossa Permissão, Estatuto, Ordenação, Mandato, Preceito, Concessão, Indulto, Declaração, Vontade, Decreto e Proibição ou contrariá-la em temerária audácia. Se alguém tiver a presunção de cometer isto, ver-se-á incurso na indignação de Deus onipotente e de seus santos Apóstolos Pedro e Paulo.

"A mudança substancial com relação à forma torna o Sacramento inválido,
não entretanto a acidental, se bem que freqüentemente seja ILÍCITA..."

"Em coisa tão grave (Eucaristia) não parece matéria leve QUALQUER LEVE
MUTAÇÃO deliberadamente feita".

— S. Afonso Maria de Ligório — Compendium Theologiae Moralis, Lugduni, 1853, p. 209 e 245.


"Si aliquod desit non perfícitur sacramentam"
— Concílio de Florença —


LIÇÃO DO CATECISMO

"Se alguém conseguir provar que uma Igreja no decorrer dos tempos mudou suas
doutrinas, fica automaticamente provado que ela não é a verdadeira Igreja".

— "Catecismo Escolar" do Pe. Spirago — 4.ª edição, página 77. —


"QUEM COMER ESTE PÃO OU BEBER ESTE CÁLICE DO SENHOR INDIGNAMENTE, SERÁ RÉU DO CORPO E SANGUE DO SENHOR... COME E BEBE SUA CONDENAÇÃO, NÃO DISCERNINDO O CORPO DO SENHOR"


(1 Cor. 11,27-29)


— Textos da liturgia da Quinta-feira-santa e da festa de Corpus-Christi eliminados pela "reforma" litúrgica. —

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ou Penitência ou… Purgatório




I. Acerbidade das penas do Purgatório
Ouvindo Santo Agostinho alguns de seu tempo dizer que, se escapassem do inferno, do Purgatório não tinham tanto medo, encheu-se de zelo e lhes fez ver o grande erro em que estavam, pois as penas do Purgatório superam tudo o que há de mais penoso neste mundo.
E com razão, porque o fogo que atormenta as almas do Purgatório é o mesmo que o fogo que atormenta os condenados no inferno, somente com exceção da eternidade. E assim é que a Santa Igreja não duvida chamar às penas do Purgatório penas infernais [na Liturgia dos defuntos].
O fogo do Purgatório é aceso por um sopro infernal, e é tão ativo que não se chama simplesmente fogo, mas espírito de fogo (Is 4, 4), e derreteria num instante um monte de bronze, mais facilmente que uma de nossas fornalhas devoraria uma palha seca.
Tem ainda este fogo, além da atividade natural, uma potência superior, que lhe dá Deus, para servir de instrumento ao Seu furor.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

ORACIÓN DE ISABEL LA CATÓLICA

Oración de Isabel la Católica


Tengo miedo, Señor,
de tener miedo
y no saber luchar.
Tengo miedo, Señor,
de tener miedo
y poderte negar.
Yo te pido, Señor,
que en Tu grandeza
no te olvides de mí;
y me des con Tu amor
la fortaleza
para morir por Ti.

Fonte: radiocristiandad

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Aceitar a Cruz


NUNCA SE QUEIXE DAS CRIATURAS 

Nunca se queixe de qualquer pessoa ou coisa que Deus possa usar para afligi-lo. Há três tipos de queixas que nós podemos fazer em tempos de sofrimento. A primeira é a natural e espontânea, como quando o corpo geme e reclama, verte lágrimas e lamentos. Não há falha nisso, desde que, como eu disse, o coração esteja resignado ao desejo de Deus. O segundo tipo de queixa é aquele da mente, como quando nós reconhecemos nossas maldades a alguém que pode nos dar algum alívio, tal como um doutor ou um superior. Poderia haver alguma imperfeição nisso se nós estivéssemos também ávidos para contar nossos problemas, mas não há pecado nisso. O terceiro tipo é pecaminoso: quer dizer, quando nós criticamos nosso semelhante tanto para livrar-se de um mal que nos aflige ou nos vingarmos dele; ou quando nós nos queixamos deliberadamente do que nós sofremos com impaciência e resmungos.

ACEITE A CRUZ UNICAMENTE COM GRATIDÃO

Não importa quando você receber qualquer cruz, receba sempre com humildade e prazer. E quando Deus lhe favorece com uma cruz de alguma importância, mostre sua gratidão de um modo especial, peça a outros que façam o mesmo. Siga o exemplo da mulher pobre que havendo perdido tudo que ela tinha em um pleito injusto – com a única moeda que restava ofereceu para ter uma Missa em ação de graças pela boa fortuna.

CARREGAR ALGUMAS CRUZES VOLUNTÁRIAS

Se você quer se tornar merecedor dos melhores tipos de cruzes, isto é, aquelas que vêm até você sem escolher, então sob a direção de um diretor prudente, tome algumas delas por seu próprio consentimento. Por exemplo, suponha que você tenha uma peça de mobiliário que você seja apreciador, mas que não é de qualquer uso pra você. Você poderia distribuir a alguém que precisasse disso, dizendo para si, "Por que eu deveria ter coisas que não preciso quando Jesus é tão pobre?"

Ou se você tiver um desgosto por um certo tipo de comida, uma aversão a uma prática de alguma virtude particular, ou um desgosto por algum odor desagradável, poderia pegar a comida, praticar a virtude, aceitar o odor, e assim conquistar a si mesmo.

Ou novamente, sua ternura por uma certa pessoa ou coisa talvez seja repugnante. Por que não vê menos essa pessoa ou se mantém distante dessas coisas que lhes seduzem?

Se você tiver uma inclinação natural nunca se perca. Vocês têm uma aversão natural a certas pessoas ou coisas? Então as evite e as domine.

Se em verdade sois verdadeiros Amigos da Cruz, o amor, que é sempre engenhoso, fará vocês encontrarem milhares de pequenas cruzes para enriquecê-los. E vocês não precisarão ter qualquer medo de vanglória, que tão frequentemente corrompe a paciência que as pessoas exibem sobre cruzes espetaculares. E porque vocês têm sido fiéis nas coisas pequenas, o Senhor lhes estabelecerá um fardo maior, de acordo com Sua promessa. Isso quer dizer, fardos de maiores graças que Ele lhes proverá, das maiores cruzes que Ele lhes enviará, das maiores glórias que Ele lhes preparará. 

(São Luís Maria de Montfort)

Fonte: Diário de um Católico 

sábado, 16 de julho de 2016

A CRUZ DO CASAMENTO


Pense num mundo sem divórcio. Pense em famílias que não se separam. Pense na ausência de crianças machucadas ou corações dilacerados.

Traduzido do original por Rogério Schmitt.

O casamento é a vocação mais desafiadora que existe, e o divórcio está aumentando em toda parte. Mas há uma cidadezinha na Europa que é uma exceção – uma notável exceção – a esta estatística perturbadora.

Na cidade de Siroki-Brijeg, na Bósnia e Herzegovina, nenhum divórcio ou família separada jamais foi registrado entre os seus mais de 26 mil* habitantes! Qual seria o segredo do seu sucesso?

A resposta é a bela tradição matrimonial do povo croata de Siroki-Brijeg. Na verdade, a tradição croata de casamento está começando a chegar ao resto da Europa e aos Estados Unidos, especialmente entre católicos devotos que perceberam as bênçãos que ela confere!

O povo de Siroki-Brijeg sofreu cruelmente por séculos, pois a sua fé cristã sempre foi ameaçada, primeiro pelos turcos muçulmanos e depois pelos comunistas. Eles aprenderam, por experiência própria, que a fonte da salvação chega através da Cruz de Cristo! Ela não chega através da ajuda humanitária, dos tratados de paz ou dos planos de desarmamento – ainda que essas coisas possam trazer benefícios limitados.

Essas pessoas possuem uma sabedoria que não permite que elas sejam ludibriadas nas questões de vida e morte. É por isso que elas conectaram indissoluvelmente o casamento à Cruz de Cristo. Elas fundamentaram o casamento, que gera a vida humana, sobre a Cruz, que gera a vida divina.


Quando os noivos vão à igreja para se casar, carregam um Crucifixo com eles. O padre abençoa o Crucifixo e, em vez de dizer que os noivos encontraram o parceiro ideal com quem dividirão as suas vidas, ele diz: “Vocês encontraram a sua Cruz! É uma Cruz para ser amada, para ser carregada com vocês. Uma Cruz que não é para ser descartada, mas para ser guardada no coração”.

Quando o casal faz os votos matrimoniais, a noiva coloca a sua mão direita sobre o Crucifixo, e o noivo coloca a sua mão direita por cima da dela. Eles são unidos entre si e unidos à Cruz. O padre cobre as suas mãos com a estola, enquanto eles fazem as suas promessas de amar um ao outro na alegria e na tristeza, proclamando fielmente os seus votos de acordo com os ritos da Igreja.

Depois, os dois beijam primeiro a Cruz, e não um ao outro. Se um abandonar o outro, ele abandona o Cristo na Cruz. Eles perdem Jesus! Após a cerimônia, os recém-casados atravessam a porta de casa para entronizar aquele mesmo Crucifixo num lugar de honra. Ele se torna o ponto de referência de suas vidas, e o local de oração da família. O jovem casal crê firmemente que a família nasce da Cruz.

Nos tempos de dificuldade e de desentendimento, os quais surgem em todos os relacionamentos humanos em algum momento, não é ao astrólogo, ao advogado ou ao terapeuta de casal a quem eles imediatamente recorrem. Eles se voltam para a Cruz. Eles se ajoelham, choram lágrimas de arrependimento e abrem os seus corações, suplicando pela força de perdoar um ao outro, e implorando pela ajuda do Senhor. Essas práticas piedosas foram aprendidas desde a época da infância.

Aqui as crianças são ensinadas a beijar reverentemente o Crucifixo todos os dias, e a agradecer ao Senhor pelo seu dia antes de irem para a cama. Essas crianças vão dormir sabendo que Jesus as está segurando em Seus braços, e que não há nada a temer. Os seus medos e diferenças, às vezes tão comuns entre irmãos, desaparecem quando beijam Jesus na Cruz. Elas sonham em entronizar um Crucifixo na sua própria casa algum dia.

A família permanece indissoluvelmente unida à Cruz de Cristo. Seria essa simplesmente uma perspectiva mórbida para a vida conjugal e familiar? Ou seria isso um pedaço de sabedoria que poucos em nosso mundo moderno podem compreender?
O Catecismo ensina que o amor deve ser permanente, ou então não é amor verdadeiro. Ele não é um sentimento que vem e que vai, mas um poder de doação que sobrevive até mesmo ao término do sentimento.

No casamento, não podemos depender de nossas forças humanas. Se acharmos que podemos, nós fracassaremos. A tentação invade qualquer casamento, de um jeito ou de outro. No dia do nosso casamento, é difícil imaginar uma situação em que tudo não seja perfeito. Mal sabem os jovens corações que eles estão embarcando numa aventura que atingirá os picos mais elevados e os vales mais profundos. E é justamente nos momentos passados nestes vales que um esforço heróico será exigido do casal para manter-se no rumo. Às vezes, será preciso até que um dos esposos tenha disciplina mental para trazer o outro de volta para o casamento.

Aqueles que estão passando ou que já passaram por essa situação reconhecem a necessidade da graça para perseverar durante a tempestade ou o silêncio. Haverá dias em que tudo parecerá perdido. Mas, então, um momento de verdadeira graça pode renovar o amor e a vitalidade no relacionamento, renovando também o vínculo sacramental. E é nesses tempos de sérias dificuldades que os esposos podem praticar o real sentido daquelas palavras, aparentemente proféticas, que agora estão sendo adicionadas a algumas cerimônias de casamento: “Pode beijar a Cruz”.