terça-feira, 20 de agosto de 2019

O significado do Barrete Eclesiástico



A Liturgia no Rito Romano Antigo tem uma dimensão simbólica e perfeitamente cuidada. Tudo tem uma referência mais além: o altar, os paramentos, o que porta o sacerdote.

O barrete, por exemplo, serve para que se entenda que o o sacerdote, quando o tira é para se inclinar humildemente diante do Senhor.

O barrete tem 4 ângulos para significar que o sacerdote deve pregar o Evangelhos nos 4 cantos da Terra. 

O barrete tem 3 palas que representam a Santíssima Trindade, que é o primeiro de todos os dogmas.

O clérigo deve pegar no barrete pela pala do meio que representa Cristo, Que nos deu a conhecer a Santíssima Trindade. 

A cor do tecido e da borla está de acordo com a dignidade eclesiástica de quem o usar, pois representa a autoridade de quem o usa. Os sacerdotes usam barrete todo preto; os monsenhores possuem barrete preto com a borla violeta; os bispos e arcebispos usam barrete todo violeta; já os cardeais usam barrete todo vermelho e sem a borla.

O barrete possui um significado especial quando usado pelo sacerdote na confissão porque demonstra que é um juiz quando ouve alguém em confissão, representando Cristo, o Bom Juiz. Este é o único tribunal em que a pessoa entre culpada e sai inocente.

Fonte: 
http://senzapagare.blogspot.com/

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Sermão do IX domingo depois de Pentecostes. (Rev. Padre Leandro Neves)



Consideramos as palavras de São Paulo, sobre os erros dos hebreus no deserto, para não os imitar no desterro desta vida e ficar privado de entrar na Terra prometida, o céu.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Assassino de Santa Maria Goretti conta como ela o converteu



Santa Maria Goretti tinha onze anos e era apaixonada por Deus e queria ser toda de Jesus professando os votos da castidade.
Seu vizinho, Alessandro Serenelli, queria casar-se com ela, no entanto, devido ao desejo de ser toda de Deus, Maria Goretti rejeitou-o diversas vezes. Enfurecido pela rejeição, Alessando tentou estuprá-la.
A jovem resistiu não permitindo que o agressor obtivesse o que queria. Ela disse que preferia morrer a submeter sua pureza a Alessandro, porque não era isso que Deus queria. Nesse momento foi golpeada com onze facadas. Antes de morrer, Maria Goretti disse que perdoava Alessandro, embora ele não estivesse arrependido.
Enquanto estava na prisão, Alessandro teve um sonho com Maria Goretti e isso o levou a conversão. E aos 80 anos de idade, ele escreveu uma carta falando sobre o ocorrido.

Carta de Alessandro Serenelli:

“Tenho agora quase 80 anos. Estou perto do fim dos meus dias. Olhando para o meu passado, reconheço que na minha juventude eu segui um mau caminho, um caminho que levou à minha ruína. Através das revistas, dos espectáculos imorais e dos maus exemplos na imprensa, eu vi a maioria dos jovens da minha idade seguir o caminho do mal sem pensar duas vezes. Despreocupado, eu fiz a mesma coisa.
Havia fiéis e cristãos verdadeiramente praticantes à minha volta, mas eu não lhes dava importância. Eu estava cego por um impulso bruto que me empurrava para uma forma errada de vida.
Com a idade de 20 anos, eu cometi um crime passional, cuja memória ainda hoje me horroriza. Maria Goretti, hoje uma santa, foi o bom anjo que Deus colocou no meu caminho para me salvar. As palavras dela, tanto de repreensão como de perdão, ainda hoje estão impressas no meu coração. Ela rezou por mim, intercedeu pelo seu assassino. Quase 30 anos de prisão se seguiram.
Se eu não fosse menor de idade, pela lei italiana eu teria sido condenado a prisão perpétua. No entanto, eu aceitei a pena como algo que eu merecia.
Resignado, eu expiei pelo meu pecado. A pequena Maria foi verdadeiramente a minha luz, a minha proteção. Com a ajuda dela, eu cumpri bem esses 27 anos na prisão. Quando a sociedade me aceitou de volta entre os seus membros, eu procurei viver de forma honesta. Com caridade angélica, os filhos de São Francisco, os frades capuchinhos menores, receberam-me entre eles, não como servo, mas como irmão. Tenho vivido com eles há 24 anos. Agora eu olho serenamente para o dia em que serei admitido à visão de Deus, para abraçar os meus entes queridos mais uma vez, e para ficar próximo do meu anjo da guarda, Maria Goretti, e a sua querida mãe, Assunta.
Que todos os que vierem a ler esta carta desejem seguir o santo ensinamento de fazer o bem e evitar o mal. Que todos possam acreditar, com a fé dos pequeninos, que a religião e os seus preceitos, não são algo que se possa prescindir. Pelo contrário, é o verdadeiro conforto e a única via segura em todas as circunstâncias mesmo nas mais dolorosas.”
Paz e bem.
Alessandro Serenelli
Macerata, Itália
5 de Maio de 1961

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Quem ama a Jesus, tudo sofre por Ele



Um cristão não deve pensar que já fez algum progresso, se não chegou a fixar no coração as dores, a pobreza, os desprezos sofridos por Jesus, a fim de padecê-los por amor a Jesus Cristo.

— Falemos das dores e doenças corporais que nos fazem ganhar muitos méritos quando suportados com paciência.

— S. Vicente Paulo: “Se conhecêssemos o precioso tesouro, contido nas doenças, recebíamos com a alegria com que se recebem os maiores presentes”. O santo, mesmo assaltado continuamente pela doença, muitas vezes não conseguia repousar nem de dia, nem de noite. Mas suportava com tanta paz e serenidade no rosto e sem se queixar, que parecia não ter nenhum mal.

Quanto edifica um enfermo que suporta a doença com o rosto tranquilo a semelhança de S. Francisco de Sales. Estando enfermo, expunha simplesmente ao médico o seu mal, obedecia-lhe pontualmente tomando todos os remédios, por desagradáveis que fossem, e depois ficava sossegado, sem se lastimar do sofrimento.

— Este procedimento contrasta com o de muitas pessoas. Por qualquer ligeiro incômodo não param de lastimar-se a todos; desejariam que todos os parentes e amigos estivessem a sua volta a lamentar os seus males.

— Sta. Tereza exortava as religiosas: “Irmãs, aprendei a sofrer alguma coisa por amor do senhor, sem que toda a gente o saiba”.

— Numa sexta-feira santa o Padre Luiz da Ponte foi presenteado por Jesus Cristo com tantas dores corporais, que não havia nenhuma parte do seu corpo sem um particular sofrimento. Contou então a  seu amigo esse grande padecimento. Depois de ter contado, ficou tão arrependido que fez uma promessa de nunca mais manifestar a ninguém os seus sofrimentos.

Eu disse “presenteado”. Sim, porque os santos consideram como presentes as doenças e as dores que Deus lhes manda.

— S. Francisco de Assis estava na cama muito atormentado de dores. Um companheiro que o assistia disse-lhe: “Francisco, peça a Deus que lhe alivie este sofrimento e não carregue tanto a sua mão”. Ao ouvir isso, num instante, saltou da cama e de joelhos se pôs a agradecer aquelas dores. Voltou-se depois para o companheiro: “Saiba que se eu não estivesse certo que falou por simplicidade, não queria mais vê-lo aqui”.

Vontade de Deus

Algum doente poderá dizer:

— O que me desagrada não é tanto suportar esta doença, mas não poder ir à Igreja fazer as minhas orações, comungar, participar da Missa. Não posso ir à capela rezar os salmos com os meus irmãos, não posso celebrar a Missa, não posso nem sequer rezar, porque me dói a cabeça e fico distraído.

— Mas, dizer-me, por favor, por que desejas ir à igreja ou a capela?

— Por que desejas comungar e celebrar ou participar da Missa?

— É para agradar a Deus?

— O que agrada a Deus agora não é comungar, participar da Missa, mas estar nessa cama e suportar os incômodos dessa doença. Se as minhas palavras não lhe agradam, é porque não procuras fazer o que é da vontade de Deus, mas sim o que é da tua vontade.

— S. João D’Ávila escreveu a um sacerdote que se lastimava justamente disso: “Amigo, não fiques calculando o que farias estando com saúde, mas fica contente com estar doente enquanto Deus quiser. Se procuras a vontade de Deus, que lhe importa estar são ou doente?”

Dizes que não podes até mesmo fazer oração porque a cabeça está fraca e distraída. Sim, senhor, não podes meditar; mas por que não podes fazer atos de conformidade com a vontade de Deus? Essa é a mais bela oração que podes fazer, aceitando com amor as dores que lhe afligem.

— S. Vicente Paulo quando estava gravemente enfermo, punha-se tranquilamente na presença de Deus, sem fazer violência em aplicar a sua mente em algum ponto particular. Apenas fazia de vez em quando, um ato de amor, de confiança, de agradecimento e, mais vezes, de resignação, quando aumentavam as suas dores.

— S. Francisco Sales: “As tribulações, consideradas em si mesmas, são espantosas; mas consideradas na vontade de Deus, são amor e alegria”.

— Não podes rezar? Que oração melhor do que olhar para o crucifixo de quando em quando e oferecer as dores que suportas, unindo o pouco que sofres as dores imensas de Jesus Cristo na cruz?

O Crucifixo

Uma piedosa mulher estava de cama, atormentada por muitos males. A empregada-lhe entregou o crucifixo e disse-lhe: pede a Cristo que lhe livre desses sofrimentos.

— Como queres que eu procure descer da cruz — respondeu ela — enquanto tenho nas mãos um Deus crucificado? Deus me livre! Quero sofrer por aquele que desejou sofrer por mim dores muito maiores do que as minhas.

— Sta. Tereza, estando doente e muito aflita, teve esse mesmo sentimento, contemplando jesus todo chagado, como a dizer-lhe:

“Vê filha, a gravidade das minhas dores e considera se as tuas podem se comparar com as minhas” por isso ela costumava dizer quando era atormentada pela doença: “Quando penso nos sofrimentos que o Senhor suportou sendo inteiramente inocente, não sei de onde me vem a cabeça lamentar-me dos meus sofrimento”

— S. Liduvina sofreu continuamente durante 38 anos muitas doenças, febres, gota nos pés e nas mãos, inflamação da garganta, feridas por todo o corpo. Mas tendo sempre diante dos olhos as dores de Jesus Cristo, estava sempre na sua cama, alegre e feliz.

— Do mesmo modo S. José Leonissa, capuchinho. Precisando o médico fazer-lhe um corte na carne, os seus companheiros queriam amarrá-lo com cordas para que não se mexesse pela intensidade da dor. Mas ele tomou as mãos um crucifixo e disse-lhes: “Que cordas, que nada! Aqui está aquele que me prende para sofrer em paz todas as dores por amor d’Ele. E assim suportou a operação sem se queixar.

— S. Jonas mártir, passou por ordem do imperador uma noite num tanque gelado. De manhã, ele disse não ter passado noite mais sossegada do que aquela, porque tinha imaginado ver Jesus pendente da cruz. Assim as suas dores, em comparação com as de Cristo, pareciam-lhe mais caricia de Deus do que sofrimentos.


Fonte: Facebook/Fernanda Maria 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Igrejas modernas, “feias como o pecado”

Em 1988 foi criada a Paróquia de Santo Antônio de Pádua (Caçapava SP). 
Na (foto) vemos a antiga igrejinha (que era linda, diga-se de passagem), que foi demolida para a construção do atual Santuário.

A Arte Moderna é iconoclasta, e, portanto, é herética.





sábado, 3 de agosto de 2019

A devoção de beijar as mãos dos sacerdotes



Sabemos que São Francisco de Assis não quis fazer-se sacerdote, porque se julgava muito indigno de tão excelsa vocação. Ele venerava os sacerdotes com tal devoção, que os considerava os seus "Senhores", pois neles via somente "o Filho de Deus", e o seu amor à Eucaristia fundia-se com o amor ao sacerdote, o qual consagra e administra o Corpo e o Sangue de Jesus. De modo particular ele venerava as mãos do sacerdote, e beijava-as sempre de joelhos com grande devoção; e beijava-lhes também os pés, e até os próprios rastos deixados por um sacerdote, que tivesse por ali passado. 

São João Bosco exorta a todos com estas palavras: "Eu recomendo-vos um grande respeito para com os sacerdotes, descobri a vossa cabeça em sinal de reverência, quando falardes com eles, ou quando passais por eles no caminho, e beijai-lhes obsequiosamente a mão. Tomai cuidado para não os desprezardes, com factos ou por palavras. Quem não respeita os Ministros Sagrados, deve temer um grande castigo do Senhor". 

A veneração pelas mãos consagradas do sacerdote, beijadas com reverência pelos fiéis, sempre existiu na Igreja. Baste-nos pensar que, durante as perseguições dos primeiros séculos, um dos maiores ultrajes contra os bispos e sacerdotes consistia em amputar-lhes as mãos, para que assim não pudessem mais nem consagrar, nem abençoar. Por isso, os cristãos recolhiam aquelas mãos amputadas e, mergulhadas em aromas as conservavam como relíquias. 

Além disso, o beijo das mãos do sacerdote é uma expressão delicada de fé e de amor a Jesus, que o sacerdote personifica. Quanto mais fé e amor se tem, tanto mais nos sentimos impelidos a prostar-nos diante do sacerdote e a beijar aquelas mãos "santas e veneráveis" (Cânon Romano) entre as quais Jesus se torna amorosamente presente entre nós cada dia. "Ó veneranda dignidade do sacerdote - exclama Santo Agostinho - em cujas mãos o Filho de Deus se encarna como no seio da Virgem!" E o Cura d'Ars dizia: "Dá-se um grande valor aos objetos que foram colocados, em Loreto, na tigela da Virgem Santa e do Menino Jesus. 

Mas os dedos do sacerdote, que tocaram na Carne adorável de Jesus Cristo e penetraram no cálice, onde esteve o seu Sangue, e na âmbula, onde esteve o seu Corpo, acaso não são muito mais preciosos?" Talvez nem tenhamos ainda pensado nisso. Mas é assim. E os exemplos dos Santos confirmam-no.

Pe. Stefano M. Manelli, FI in "Jesus, Nosso Amor Eucarístico"

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

SUMA TEOLÓGICA EM FORMA DE CATECISMO (XXXIV)

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DA SOBRIEDADE — VÍCIO OPOSTO: A EMBRIAGUEZ

Existe, além da abstinência, alguma outra virtude que ajude o homem a evitar tão desastrosos resultados?
Sim, Senhor; a virtude da sobriedade (CXLIX)*.

Que entendeis por sobriedade?
Uma virtude cujo fim é moderar o uso das bebidas alcoólicas (CXLIX, 1, 2).

Como se peca contra ela?
Excedendo-se no uso desta classe de bebidas até chegar ao estado de embriaguez (CL).

Que entendeis por estado de embriaguez?
O estado físico no qual, por abusar da bebida, se chega a perder o uso da razão (CL, 1).

Constitui sempre pecado?
Quando provém, como consequência de não se tomarem precauções, nem reparar nos resultados que podia trazer o excesso da bebida, sim, Senhor (CL, 2).

Quando será pecado mortal?
Quando, previsto o resultado, se prefere o estado de embriaguez ao de privar-se do prazer da bebida (CL, 2).

É a embriaguez um vício repugnante e embrutecedor?
Sim, Senhor; porque priva o homem do uso da razão e o rebaixa a um nível inferior ao dos animais que sempre conservam expedito o instinto para se governarem. (CL 3).