terça-feira, 12 de maio de 2015

VÁRIOS MÉTODOS PARA ASSISTIR À SANTA MISSA



O desígnio exclusivo do presente opúsculo é levar aqueles que o quiserem ler, a adotar com fervor um método de assistir à Santa Missa, conforme vou expor.
Como, porém, muitas maneiras de assistir à Santa Missa, todas louváveis e santas, têm sido ensinadas até hoje, não tenho a intenção de impor-vos a minha.
Deixo-vos, portanto, a liberdade de escolher aquele modo que mais vos agradar e vos parecer mais conforme à vossa devoção e capacidade, e farei junto de vós apenas o ofício de Anjo da Guarda, propondo-vos o método mais frutuoso, quero dizer, o que, a meu humilde julgamento, poderá ser para vós mais vantajoso e fácil. Neste fim, distinguimos três classes de métodos.
PRIMEIRO é o das pessoas que, de livro na mão, seguem atentamente todas as ações do sacerdote, a cada uma recitam outra prece vocal que lêem no livro, e assim passam todo o tempo da Missa a ler. Não há dúvida que, se a essa leitura se junta a meditação dos grandes mistérios, é uma excelente maneira de assistir ao Santo Sacrifício e produz também grandes frutos.
Visto, porém, exigir atenção excessiva, pois é necessário seguir todas as cerimônias que o sacerdote efetua, e em seguida dirigir os olhos ao livro para aí ler a oração correspondente, torna-se uma prática fatigante, na qual poucas pessoas, creio, hão de persistir, dada a fraqueza do nosso espírito que se enfada facilmente de refletir sobre tantas ações diversas que o sacerdote executa no altar. Enfim, aquele que se acha bem assim e tira proveito espiritual, continue a seguir este sistema; pois à prática tão laboriosa não faltará uma recompensa da parte de DEUS.
SEGUNDA maneira de assistir à Santa Missa é a das pessoas que não se servem de livros e não lêem  absolutamente nada durante todo o tempo do santo Sacrifício, mas que, com viva fé, fixam os olhos da alma em JESUS crucificado, e, apoiadas na árvore da Cruz, dela recolhem os frutos por meio de doce contemplação. Passam todo esse tempo em piedoso recolhimento interior e na consideração dos sagrados mistérios da Paixão de JESUS CRISTO, que são, não somente representados, mas misticamente reproduzidos na Santa Missa. É certo que estas pessoas, mantendo suas almas assim recolhidas em DEUS, exercem atos heróicos de Fé, Esperança e  Caridade e de outras virtudes, e não há dúvida que esta maneira de assistir à Santa Missa é muito mais perfeita que a primeira, e também mais doce e mais suave, como o atesta a experiência de um bom irmão converso.
Costumava ele dizer que, ao assistir à Santa Missa, não lia mais que três letras: a primeira, negra, era a consideração de seus pecados que lhe produziam confusão e arrependimento, e ocupava-o desde o começo até ao ofertório.
A segunda era vermelha: a meditação da Paixão de CRISTO, na qual considerava o preciosíssimo Sangue que JESUS derramou por nós no Calvário, sofrendo morte tão cruel; nisto se entretinha até à Comunhão.
A terceira letra era branca, pois enquanto o sacerdote comungava, ele se unia a JESUS pela comunhão espiritual, ficando, em seguida, todo absorto em DEUS, contemplando a glória eterna que esperava como fruto do divino Sacrifício. Esse homem simples assistia à Santa Missa com grande perfeição; quisera eu que todos aprendessem dele tão alta sabedoria.
As Excelências da Santa Missa - São Leonardo de Porto Maurício

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA É AÇÃO SIMBÓLICA?



 Assim é anti-formação da CNBB que:

A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA É AÇÃO SIMBÓLICA
Formação Litúrgica em Mutirão
CNBB - rede celebra - revista de liturgia
Ficha 45
Então, podemos dizer que a liturgia é toda simbólica. Tudo que fazemos nela se refere e nos liga a Jesus Cristo e seu Reino.

 Ele mesmo nos deixou a refeição, uma ação simbólica, um rito para que a realizemos sempre de novo, fazendo memória dele. Reunir-se como irmãos, agradecer, comer e beber juntos e em seu Nome para participar da doação, da entrega de sua vida, morte e ressurreição até que seu Reino se estabeleça definitivamente entre nós. Esta é a celebração central de nossa vida cristã: a Eucaristia, a Missa como costumamos dizer. 
 

Concílio Ecumênico de Trento condena tal ensinamento:
 Cânones sobre o Santíssimo Sacramento da Eucaristia

Cap. 1 — A presença real de Cristo na Santíssima Eucaristia
874. Ensina primeiramente o santo Concílio e confessa aberta e simplesmente que no augusto sacramento da Santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, debaixo das espécies destas coisas sensíveis, se encerra Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, verdadeira, real e substancialmente [cân. l ].

Nem repugnam entre si estas coisas: que o mesmo Nosso Senhor esteja sempre sentado à mão direita do Pai no céu, conforme o seu modo natural de existir, e assim a sua substância esteja presente entre nós em muitos outros lugares sacramentalmente com aquele modo de existir, que nós apenas podemos exprimir em palavras, e com a razão iluminada pela fé podemos conhecer e devemos firmemente crer ser possível a Deus.

sábado, 9 de maio de 2015

A MISSA DO FUTURO


Muito bom esse documentário intitulado "Reforma ou Revolta? O Movimento Litúrgico e a Missa de Paulo VI", onde é feita uma comparação entre a Missa Tradicional e o Rito de Paulo VI, a Missa Nova, as duas celebradas no mesmo local e no mesmo dia.
 Com informações históricas muito importantes, o vídeo pode auxiliar muito aos que buscam entender sobre o assunto. Assista:


terça-feira, 5 de maio de 2015

São Pio V, Papa e Confessor


Pio nasceu numa cidade chamada Bosco, na Lombardia, mas era descendente dos Ghisleri, uma família nobre da Bolonha. Aos quatorze anos, ingressou na ordem dos Fredes Pregadores (Dominicanos). Era um homem que se destacava pela maravilhosa paciência, profunda humildade, grande austeridade de vida, contínuo fervor na oração, e ardentíssimo zelo pela observação da regra e pela honra de Deus. Estudou Filosofia e Teologia, e de modo tão excelente que foi por muitos anos, com louvor, encarregado do magistério dessas ciências. Pregou publicamente em muitos lugares, com muito proveito dos ouvintes. Desempenhou o ofício de inquisidor com inviolável fortaleza de alma, e conservou muitas cidades imunes da heresia que então grassava, até arriscando a própria vida.

Paulo IV, a quem agradaram suas exímias virtudes, promoveu-o a Bispo de Nepi e Sutri, e, depois de dois anos, ele foi instrito entre os Cardeais da Igreja Romana. Pio IV transferiu-o para a Igreja de Mondovì, no Piemonte, onde, chegado, deparou-se com muitos abusos que haviam surgido na diocese. Ele reformou totalmente sua diocese, e, tendo cumprido seus afazeres, retornou a Roma, onde lhe chamaram a atenção matérias de gravíssimo interesse, para as quais usou da audácia e constância apostólicas. Após a morte de Pio IV, o quinto Pio, para a surpresa de todos, foi eleito para sucedê-lo. Tendo-se tornado Papa, ele não mudou seu modo de viver senão com relação ao hábito exterior. A Propagação da Religião lhe era objeto de cuidado constante; a restauração da Disciplina da Igreja, de trabalho indefectível; a extirpação dos erros, de vigilância assídua; o socorro às necessidades dos pobres, de beneficência infalível; a defesa dos direitos da Sé Apostólica, de firmeza invicta.

O sultão turco Selim se gloriava de muitas vitórias, e ajuntou uma grande frota no Golfo de Lepanto, mas Pio V o destruiu, não tanto pela força das armas quanto pelas orações que fazia a Deus. Na hora em que a vitória era ganha, Pio o soube por uma revelação interior de Deus, e manifestou o fato para seus serventes. Ele se ocupava com os preparativos para uma nova expedição contra os turcos, quando caiu em grave doença. Aturou acérrimas dores pacientemente em quando chegou o fim, recebeu os Sacramentos da maneira usual, e com grande paz entregou seu espírito a Deus no ano da graça de 1572, com 68 anos de idade e seis anos, três meses e vinte quatro dias de papado. Seu corpo está sepultado na Basílica de Santa Maria, onde o Presépio de Belém é mantido e muitíssimo venerado pelos fiéis, que obteram de Deus, pelas suas orações, muitos e evidentes milagres. Milagres esses que foram provados por investigação judicial pelo Papa Clemente XI, que inscreveu seu nome entre aqueles dos Santos.








As Sagradas Relíquias de São Pio V


"Não paralisaremos o progresso da heresia senão movendo o coração de Deus. Corresponde a nós, luz do mundo e sal da terra, levar caridade aos espíritos e animar os corações com o exemplo de nossa santidade e de nossa virtude."

Discurso de São Pio V à Cúria Romana no primeiro consistório do seu pontificado, com o qual indica a reforma dos costumes que empreenderia.




domingo, 3 de maio de 2015

Calendário Litúrgico Maio 2015


MAIO 2015 

01
Sexta-feira
São José Operário (*) (festa de primeira classe)
02
Sábado
03
Domingo
4º Domingo depois da Páscoa. (*)  
Invenção da Santa Cruz (*) (festa de primeira classe)  
04
Segunda-feira
05
Terça-feira
São Pio V, Papa e Confessor (*) (Vide também tópicos mais abaixo).
06
Quarta-feira
07
Quinta-feira
08
Sexta-feira
09
Sábado
10
Domingo
5º Domingo depois da Páscoa
11
Segunda-feira
São Felipe e São Tiago, Apóstolos
12
Terça-feira
Ss. Nereu, Aquiles e Pancrácio, Mártires (*)
13
Quarta-feira
Festa de Nossa Senhora de Fátima
São Roberto Belarmino, Bispo, Confessor e Doutor
Vigília da Ascensão
14
Quinta-feira
Ascensão do Senhor (festa de primeira classe) 
15
Sexta-feira
São João Batista de Salles, Confessor
Começa a Novena ao Divino Espírito Santo (Preparatória para o Pentecostes)
16
Sábado
17
Domingo
Domingo depois da Ascensão
18
Segunda-feira
São Venâncio, Mártir
19
Terça-feira
São Pedro Celestino, Papa e Confessor
20
Quarta-feira
São Bernardino de Sena, Confessor
21
Quinta-feira
Féria
22
Sexta-feira
Féria
23
Sábado
Vigília de Pentecostes
24
Domingo
Domingo de Pentecostes (festa de primeira classe)
Nossa Senhora Auxiliadora (vide também: aqui).
25
Segunda-feira
Segunda-feira de Pentecostes (festa de primeira classe)
26
Terça-feira
Terça-feira de Pentecostes (festa de primeira classe)
27
Quarta-feira
TÊMPORAS (festa de primeira classe)
São Beda, o Venerável, Confessor e Doutor, e São João I, Papa e Mártir
28
Quinta-feira
Quinta-feira de Pentecostes (festa de primeira classe)
29
Sexta-feira
TÊMPORAS (festa de primeira classe)
Santa Maria Madalena de Pazzi, Virgem
30
Sábado
TÊMPORAS (festa de primeira classe)
31
Domingo
Festa da Santíssima Trindade (festa de primeira classe)
Santa Ângela de Merici, Virgem

Fonte:http://farfalline.blogspot.com.br/

sábado, 2 de maio de 2015

2 de maio: Santo Atanásio

02 DE MAIO

SANTO ATANÁSIO 

Santo Atanásio nasceu entre os anos 295 e 296, no seio de uma família humilde de Alexandria. Deus lhe concedeu muitas virtudes, entre elas, uma fé profunda e uma grande capacidade intelectual, demonstrada em seus estudos. 

Aos 25 anos foi ordenado diácono pelo Patriarca Alexandros, de Alexandria. Participou do Primeiro Concilio Ecumênico, em Nicéia que  tratou da heresia de Ário. 

Em 328, faleceu o Patriarca Alexandro, e Santo Atanásio foi eleito  pelo  clero e pelo povo como seu sucessor, contando com apenas 33 anos de idade. Iniciou um forte combate contra a heresia de Ário e, por causa disso, foi exilado cinco vezes por ordem do imperador Constantino, sofrendo toda espécie de penas. Sem dúvidas, com fé, valor e inesgotável paciência, saiu vencedor e destroçou os lobos de nosso ortodoxia. 

Com diz a Sagrada Escritura: «Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas» (1Tim 6,12). 


Estas palavras se fizeram realidade na vida de Santo Atanásio que no dia 2 de maio de 373, quando estava com 75 ou 77 anos de idade, entregou sua alma a Deus. 

Santo Atanásio foi reconhecido com um dos grandes escritores eclesiásticos e um dos grandes Santos Padres da Igreja.

Quicumque vult
O Símbolo (ou Credo) Atanasiano (Quicumque vult) é um símbolo da fé que foi atribuído pela tradição cristã à Santo Atanásio (295-373), Arcebispo de Alexandria do Egito, contudo a teologia que transparece é a de Santo Ambrógio de Milão. O Símbolo Quicumque contém, em breves frases, a doutrina da fé na SS. Trindade e na Incarnação de Jesus Cristo, sobretudo visando combater o arianismo. Foi transmitido em grego e latim. Remonta ao século V ou VI, e é recitado no ofício da festa da SS. Trindade, desde o século IX, e no exorcismo contra o demônio. Na reforma de Pio X, se conservou o nome, por respeito à antiguidade do nome e em abono do “pai e regra da fé ortodoxa”, como os SS. Padres referiam-se a Santo Atanásio. (Piacenza, Regulaa, p. 134.) Por antonomásia, atanasiano é o mesmo que católico. Na liturgia da Igreja Católica Romana é recitado no ofício dominical de Prima. O Símbolo Atanasiano é uma Profissão de Fé, junto ao Símbolo (ou Credo) dos Apóstolos e ao Símbolo (ou Credo) Niceno-Constantinopolitano.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Maio, mês de Maria Santíssima - um exercício piedoso

UM MÊS COM MARIA 


Pe Stefano Maria Manelli
  
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Mês de maio, mês de Maria, afetuosíssima Mãe dos fiéis católicos. Assim como o mês de outubro, maio é um mês dedicado a Santíssima Virgem; tendo como centro as orações dedicadas a Ela, em especial o Santo Rosário, que nos faz meditar os Mistérios de nossa Redenção.

Trazemos as meditações do livro "Um mês com Maria", do padre Stefano Maria Manelli, um franciscano da Imaculada, nascido em 1933 e filho de filhos espirituais de Padre Pio, do qual o menino recebeu a primeira comunhão.

Uma meditação para cada dia, baseadas em escritos e histórias de santos, com pequenos votos ao final de cada uma.

Os dias ficam mais leves de serem vividos quando entregamos tudo a Ela, pois Ela entrega tudo a Cristo, como São Luís Maria Grignon de Montfort escreveu em seu Tratado de Devoção: Maria, conhecendo Seu Filho, sabe como melhor entregar nossos pedidos e agradecimentos a Cristo.  




1º DIA

O mês de Maria

"Eis que finalmente voltou o mês da linda Mãezinha!" Assim escreveu uma vez o padre Pio de Pietrelcina no começo do mês de Maio. É assim mesmo! Há séculos que o mês de maio é o mês de Maria por excelência, o mês da linda Mãezinha. É o mês mais lindo do ano pelo amor primaveril que o reveste; por isso é consagrado Àquela que a Igreja canta e louva como a "Toda Bela". É o mês que desabrocha perfumadas rosas no calor da ridente natureza; por isso é consagrado Àquela que a Igreja exalta como "Rosa Mística".

"Mês de maio - assim dizia o Papa Paulo VI - nós nos recordamos da alegria infantil com a qual, indo à escola, levávamos flores para o altar de Nossa Senhora; velas, cantos, orações e promessas, davam alegre expressão à nossa devoção à Maria Santíssima, que então nos aparecia como Rainha da Primavera, primavera da natureza e primavera das almas".


O mês das graças

Maio também é chamado o mês das graças e das glórias de Maria, porque nesse mês se recebem abundantes graças celebrando as glórias da Mãe e Rainha universal. Sobretudo pelos frutos espirituais que produz, o mês de maio canta as mais altas glórias de Maria, medianeira de todas as graças. São graças de todos os tipos que Ela doa amorosamente a quem celebra esse mês. Graças de progresso espiritual, de renovação de vida, de conversão; graças temporais para a saúde, para o trabalho, para os estudos, para o crescimento, para a família. Quantas graças nesse mês abençoado!