quinta-feira, 25 de julho de 2019

Fotos da Santa Missa Tridentina com Rev Padre Leandro Neves (06 á 15 de julho de 2019)


 Giro de fotos - Araguatins - TO e Imperatriz - MA
Capelania Nossa Senhora da Conceição e Capelania São Jorge de Araguatins TO







 





A confiança na misericórdia do Bom Deus


No Livro da Confiança escrito pelo R. P. Thomás de Saint Laurent somos instados a confiar na misericórdia do Bom Deus. “Voz de Cristo, vos misteriosa da Graça que ressoais no silêncio dos corações, vós murmurais no fundo das nossas consciências palavras de doçura e paz. Às nossas misérias presentes repetis o conselho que o Mestre dava, frequentemente, durante a sua vida mortal: “Confiança, confiança””!

Que os tempos presentes pareçam singularmente terríveis por causa da apostasia do clero não temos mais dúvidas. Muitas almas se encontram abandonadas por seus pastores e entregues a mercenários. Não podem contar com a direção segura de seus curas e muito menos com confessores santos e validamente ordenados para o Sagrado Ministério.

O que fazer diante de tanta miséria? Sabemos que o muito justo peca sete vezes ao dia e por isso nossas consciências vivem sob o peso dos nossos pecados e misérias.

Mas é preciso ter confiança na misericórdia do Bom Deus e não nos esquecer das lições do Catecismo: A contrição perfeita como remédio eficaz para as nossas faltas sob a condição de confissão futura tão logo a Providência possibilite a presença de um bom e verdadeiro sacerdote, além do propósito sincero de correção e emenda depois de cada queda. 

Confiança, confiança!

“A alma culpada, oprimida sob o peso de suas faltas, Jesus dizia: “Confiança, filha, teus pecados te serão perdoados”! “Confiança, dizia ainda à doente abandonada que só d’Ele esperava a cura, “tua fé te salvou”. Quando os Apóstolos tremiam de pavor vendo-O caminhar, de noite, sobre o lago de Genesaré, Ele os tranquilizava por esta expressão pacificadora: “Tende confiança! Sou Eu, nada temais”! ( Livro da Confiança, página 7).


quarta-feira, 24 de julho de 2019

Dez conselhos práticos de Santo Antônio Maria de Claret



1. Não deixes para ninguém o que tu mesmo podes fazer.
2. Não disponhas do dinheiro, antes de tê-lo em mãos.
3. Não compres coisa alguma, por mais barata que seja,se não a necessitares.
4. Evita o orgulho, porque é pior que a fome, a sede e o frio.
5. Nunca te arrependas de ter comido pouco.
6. Toma sempre as coisas pelo lado suave e seguro.
7. Se estiveres zangado, conta até dez antes de responder, e se estiveres ofendido, será melhor contar até 100.
8. Pensa bem antes de dar conselho e esteja pronto para servir.
9. Fale bem do teu amigo; e de teu inimigo não fales nem bem nem mal.
10. A resposta suave e humilde quebranta a ira, as palavras duras excitam o furor.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Devemos morrer

Statutum est hominibus semel mori, post hoc autem iudicium – “Está decretado aos homens que morram uma vez e que depois se siga o juízo” (Hb 9, 27)
Sumário. Meu irmão, por muitos anos que tenhas a viver, sabe que para todos os homens já está escrita a sentença de morte. O que sucedeu a nossos antecessores, suceder-nos-á também. Cedo ou tarde devemos morrer, e depois da morte espera-nos um juízo inexorável e uma eternidade ou de gozos infindos no paraíso, ou de tormentos indizíveis no inferno. Que insensatez seria, pois, a nossa, se para buscarmos uma fortuna que em breve se extingue, nos descuidarmos da eternidade!
I. Para todos os homens está escrita a sentença de morte: és homem, deves morrer. Dizia Santo Agostinho que toda a nossa sorte, quer boa, quer má, é incerta; mas que só a morte é indubitavelmente certa. Cetera nostra bona et mala incerta sunt; sola mors certa est. É incerto se tal menino recém nascido virá a ser pobre ou rico, se terá boa ou má saúde, se morrerá moço ou velho; tudo isto é incerto; só é certo que deve morrer.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

OS DOIS ERROS MAIS COMUNS AO SE REZAR O TERÇO OU O ROSÁRIO



Para bem recitar o Rosário, após invocar o Espírito Santo, colocai-vos, por alguns instantes, diante da presença de Deus (…).

Antes de cada dezena, concentrai-vos por alguns momentos, segundo a vossa disponibilidade, para considerar o mistério que estais a celebrar naquela dezena e pedi, sempre, que, por esse mistério e pela intercessão da Virgem Santíssima, uma das virtudes que mais se destacam nesse mistério ou a virtude mais necessária para a vossa redenção.

Cuidai, principalmente, para não cairdes nos dois erros mais comuns cometidos por aqueles que rezam o Terço ou o Rosário.

O primeiro é o de rezar sem pensar numa intenção, de maneira que, se perguntardes qual a intenção pela qual rezam o Terço, não saberão responder. Assim, deveis sempre ter em vista, ao recitar o Rosário, o pedido de uma graça, uma virtude à qual desejais vos assemelhar, ou algum pecado que desejais destruir em vosso coração.

O segundo erro que habitualmente cometemos, ao rezar o santo Rosário, é o de não ter qualquer intenção ao recitá-lo, a não ser a de terminá-lo rapidamente. Isso decorre do fato de olharmos o Rosário como algo oneroso, que pesa sobre nossos ombros, quando não o rezamos e, mormente, quando dele fazemos um princípio de consciência, ou quando o recebemos como penitência e sem vontade própria.

  
São Luís Grignion de Monfort,
A eficácia maravilhosa do Santíssimo Rosário

domingo, 5 de maio de 2019

Leão XIII – Sapientiae Christianae, 10 de Janeiro de 1890. Sobre os deveres fundamentais dos cidadãos cristãos (Excertos)



21.Nesse enorme e geral delírio de opiniões que vai grassando, o cuidado de proteger a verdade e extirpar o erro dos entendimentos é missão da Igreja e missão de todo o tempo e de todo o empenho, como que à sua tutela foram confiadas a honra de Deus e a salvação dos homens. Mas quando a necessidade é tanta, já não são somente os prelados que hão de velar pela integridade da Fé, uma vez que: “cada um tem obrigação de propalar a todos a sua fé, seja para instruir e animar os outros fiéis, seja para reprimir a audácia dos que não são”(Summa II II, q3, a2, ad 2).

23.A primeira aplicação desse dever é professar, clara e constantemente a Doutrina Católica e propagá-la o mais que puder. Com efeito, como já se disse muitas vezes e com muita verdade: o que mais prejudica a Doutrina de Cristo é não ser conhecida. Ela só, bem compreendida, basta para triunfar do erro, nem há ai alma simples e livre de preconceitos que a razão não mova a abraçá-la. Ora a Fé , ainda que como virtude é um dom precioso da Divina Graça e Bondade; todavia, quanto ao objeto sobre que versa, não pode por via ordinária ser conhecida senão pela pregação: “Como crerão naquele que não ouviram? E como ouvirão sem pregador? ... a fé é pelo ouvido, e o ouvido pela palavra de Cristo” (Rm 10, 14-17). Por conseguinte, sendo necessária a fé para a salvação, segue-se que é inteiramente indispensável a pregação da palavra de Cristo. É certo que esse encargo de pregar ou de ensinar pertence por direito divino aos doutores, isto é, aos bispos que o Espírito Santo constituiu para governar a Igreja de Deus (At 20, 28) e de um modo especial ao pontífice romano, vigário de Cristo, preposto com poder supremo à Igreja Universal como mestre de quanto se há de crer e praticar. Mas não pense ninguém que ficou por isso proibido aos particulares cooperar com alguma diligencia nesse ministério, principalmente aos homens a quem Deus concedeu dotes de inteligência juntos com o desejo de serem úteis ao próximo. Esses, em caso de necessidade, podem muito bem, não já afetar a missão de doutores, mas comunicar aos outros o que eles mesmos aprenderam, e ser em certo modo o eco dos mestres. Até mesmo essa cooperação dos particulares pareceu aos Padres do Concilio Vaticano I tão oportuna e frutuosa, que não hesitaram em reclama-la nos termos seguintes: “A todos os fiéis cristãos, principalmente àqueles que tem superioridade e obrigação de ensino, suplicamos pelas entranhas de Jesus Cristo, e em virtude da autoridade deste mesmo Senhor e Salvador nosso lhes ordenamos, que apliquem todo o seu zelo e trabalho em desviar esses erros e elimina-los da luta da Igreja, e difundir a luz puríssima da nossa Fé” (Const. Dei Fillius ad fin).

25. Desse modo nos deveres que nos ligam a Deus e com a Igreja está em primeiro lugar o zelo com que cada qual deve trabalhar segundo as suas forças em propagar a Doutrina Cristã e refutar os erros.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Pequeno Exorcismo de Santo Antônio



O S.S. Papa Sisto V, mandou esculpir a oração na base do obelisco que se encontra no centro da Praça de São Pedro, obelisco esse que foi trazido do Egito por Julio Cesar e que foi instalado no lugar onde Nero mais tarde iria construir o seu circo onde milhares de cristãos foram martirizados. É dito que São Pedro foi crucificado a sombra dele... Temos então uma poderosa oração, com ares de exorcismo, que nos liga tanto a Santo Antonio quanto aos incontáveis Mártires Santos que alimentaram aquela terra com seu sangue.

É comumente utilizada por padres de igrejas e santuários franciscanos e em paroquias diversas onde em um determinado dia da semana acontece a benção do pão de Santo Antonio para ser distribuído aos pobres. Nessa ocasião, após o fim da missa, o padre exibe um crucifixo aos fiéis no momento da récita da oração e os asperge com água benta.


Ecce Crucem Domini! +
Fugite partes adversae! +
Vicit Leo de tribu Juda, +
Radix David! Alleluia
  
Traduzido fica:

Eis a cruz do Senhor! +
Fugi forças inimigas! +
Venceu o Leão de Judá, +
A raiz de David! Aleluia