Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral
Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da sua encíclica “Ubi Arcano,” promulgada em 23 de Dezembro de 1922:
«À Paz de Cristo, que filha da Caridade reside no mais íntimo da alma, é aplicável a Palavra de São Paulo sobre o Reino de Deus, porque é precisamente pela Caridade que Deus reina nas almas:”O Reino de Deus não é comida nem bebida”(Rom 14,17). Por outras palavras, a Paz de Cristo não se alimenta de bens perecíveis, e sim das realidades espirituais e eternas, cuja excelência e superioridade o mesmo Jesus Cristo revelou ao mundo, e não cessou de mostrar aos homens. Neste sentido é que Ele dizia:”Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma? Ou que dará o homem pelo resgate da sua alma? (Mt 16,26)
Desta maneira indicou ainda a perseverança e firmeza de que deve estar animado o cristão. “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes Aquele que pode perder o corpo e a alma na Gehena (Mt 10,28 // Lc 12,14).
Já mostramos que uma das principais causas do caos em que vivemos reside na diminuição da autoridade do Direito, provocada pela negação da origem Divina do Direito e do Poder. Este mal também encontrará o seu remédio na Paz cristã que se identifica com a Paz Divina e por isso prescreve o respeito à ordem, à lei, e à autoridade. Lemos, na verdade, na Escritura:”Conservai a disciplina na Paz”(Eclo 41,17). “A Paz cumula de bens àqueles que amam a Tua Lei, Senhor”(Sm 118,155). “O que respeita a Lei viverá em Paz” (Pr 13,13). Nosso Senhor Jesus Cristo não se limitou a dizer: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”(Mt 22,21), mas afirmou que reverenciava em Pilatos “o poder que lhe havia sido dado do Alto”(Jo 19,11), cumprindo assim o mandato que tinha dado aos discípulos de respeitar “os escribas e fariseus que se haviam sentado na Cátedra de Moisés”(Mt 23,2). Na Sua família, Nosso Senhor Jesus Cristo foi de uma deferência admirável para com a autoridade paterna, submetendo-se, como exemplo a Maria e a José (Lc 2,51). Foi, por fim, em Seu Nome que os Apóstolos proclamaram a Lei: “Seja todo o homem submetido às autoridades superiores, porque não há poder que não venha de Deus”(Rm 13,1).»
Desta maneira indicou ainda a perseverança e firmeza de que deve estar animado o cristão. “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes Aquele que pode perder o corpo e a alma na Gehena (Mt 10,28 // Lc 12,14).
Já mostramos que uma das principais causas do caos em que vivemos reside na diminuição da autoridade do Direito, provocada pela negação da origem Divina do Direito e do Poder. Este mal também encontrará o seu remédio na Paz cristã que se identifica com a Paz Divina e por isso prescreve o respeito à ordem, à lei, e à autoridade. Lemos, na verdade, na Escritura:”Conservai a disciplina na Paz”(Eclo 41,17). “A Paz cumula de bens àqueles que amam a Tua Lei, Senhor”(Sm 118,155). “O que respeita a Lei viverá em Paz” (Pr 13,13). Nosso Senhor Jesus Cristo não se limitou a dizer: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”(Mt 22,21), mas afirmou que reverenciava em Pilatos “o poder que lhe havia sido dado do Alto”(Jo 19,11), cumprindo assim o mandato que tinha dado aos discípulos de respeitar “os escribas e fariseus que se haviam sentado na Cátedra de Moisés”(Mt 23,2). Na Sua família, Nosso Senhor Jesus Cristo foi de uma deferência admirável para com a autoridade paterna, submetendo-se, como exemplo a Maria e a José (Lc 2,51). Foi, por fim, em Seu Nome que os Apóstolos proclamaram a Lei: “Seja todo o homem submetido às autoridades superiores, porque não há poder que não venha de Deus”(Rm 13,1).»
Todos os inimigos históricos da Santa Madre Igreja, todos aqueles que desde há cinco séculos conspiram, activamente, organizadamente para a destruírem como realidade social e cultural, prosseguiram tenazmente, diabolicamente, o objectivo, nestes últimos 50 anos plenamente conseguido, de fazer a Igreja contradizer-se, ou PARECER CONTRADIZER-SE (porque a Igreja conciliar não é a Santa Madre Igreja, mas sim uma sucursal da maçonaria); efectivamente os maçons bem sabem que UMA INSTITUIÇÃO QUE SE CONTRADIZ NÃO PODE SER DIVINA; consequentemente, no dia em que lograssem tal escopo, os maçons sabiam que conseguiriam (humanamente) tudo.
Todos os não-católicos odeiam o conceito de Imutabilidade; particularmente os modernistas, essencialmente limitados como estão por uma perspectiva humana e terrena das coisas, nutrem um verdadeiro horror pela Imutabilidade, que lhes provoca uma irreprimível sensação do mais angustiante tédio – AO QUE PODE CHEGAR O AFASTAMENTO DE DEUS NOSSO SENHOR!!!
Ora a Imutabilidade constitui um atributo de Deus; efectivamente, quanto mais uno, mais verdadeiro, mais bondoso for um ser, precisamente, mais imutável ele será. Os Anjos são relativamente imutáveis, no plano ontológico, pois enquanto durar o mundo visível possuem o ministério do seu governo, sob as ordens de Deus Uno e Trino, o que implica uma mutabilidade extrínseca. A Eternidade beatífica de Anjos e Homens é verdadeiramente imutável no plano ontológico, pois participa formalmente da Eternidade de Deus, mas só Este é METAFISICAMENTE IMUTÁVEL, pois não tem princípio nem fim, nem potencialidade alguma, pois É por Si mesmo (Asseidade).
Para o verdadeiro católico os conceitos de Imutabilidade, como de Eternidade, não só não devem constituir qualquer fonte de tédio, como devem ser ADORADOS como A INFINITA LUZ DONDE DEVE PROCEDER A NOSSA SALVAÇÃO, A NOSSA SANTIDADE. Só nos podemos santificar pela Verdade, pelo amor Sobrenatural à Verdade, que é a Caridade; ora se a Verdade é a Verdade, se a Bondade é a Bondade, se a Santidade é a Santidade, QUEM PODERÁ QUERER ALTERÁ-LAS? QUEM PODERÁ QUERER DIMINUÍ-LAS? QUEM PODERÁ QUERER PERDÊ-LAS? LOUCURA! ABSURDO! SUICÍDIO ESPIRITUAL E ATÉ FÍSICO!
Todavia também existe uma imutabilidade no mal; qual é? É O INFERNO. Neste quadro conceptual, tudo o que é definitivamente verdadeiro e bom é tendencialmente eterno e imutável. Mas o castigo escatológico do Mal é igualmente imutável – na suprema privação, no supremo sofrimento. O Inferno constitui a anti-beatitude, a estabilização definitiva, eterna, no Mal e respectivo castigo, pois que a Glória extrínseca de Deus não pode sofrer atenuação. Ora a Glória extrínseca de Deus é proclamada polo castigo eterno dos maus, logo esse castigo constitui um Bem objectivo, portanto, como Bem que é, deverá, necessariamente, ser imutável.
Todavia, neste mundo, a progressiva estabilização no Mal difere acentuadamente da estabilização no Bem.
A primeira consubstancia-se numa procura inveterada e diversificada de estímulos, PORTANTO NUMA CADA VEZ MAIOR MUTABILIDADE OPERATIVA, procedente da anarquia interior; a segunda procede segundo uma progressiva UNIFICAÇÃO, SOBRIEDADE E SIMPLICIDADE OPERATIVA, SEGUNDO UM SÓ PRINCÍPIO, IMUTÁVEL, QUE É A FÉ CATÓLICA.
O modernismo combate o tédio com a evolução, com o relativismo, PORQUE FALHOU O SER. Porque o Mal não é uma natureza, o Mal consiste precisamente na corrosão do Ser pelo nada; tal resulta do facto da criatura espiritual operar sem o CONCURSO ILUSTRADOR da Lei Eterna; o Mal é pois uma PRIVAÇÃO QUALIFICADA DE SER. Porque mesmo quando a criatura espiritual transcura operativamente a sua finalidade fundamental, CONTINUA, ONTOLOGICAMENTE, SENDO CRIATURA, TENDENDO, METAFISICAMENTE, PARA O SEU CRIADOR. Aliás, é essa mesma dignidade ontológica, de ente criado por Deus, que EXIGE O CASTIGO ETERNO.
A Santa Madre Igreja, a Igreja Eterna, é imutável, é imutável na Sua Pessoa Moral de Direito Divino, no Santo Sacrifício da Missa, no Depósito da Fé, no Sagrado Magistério, nos santos Sacramentos… e nas prerrogativas funcionais da Cátedra de São Pedro. Como já se afirmou, este orgão supremo da Santa Madre Igreja goza duma assistência moral especial, de carácter não milagroso, que impede o Papa, enquanto Papa, de se obstinar na heresia, mesmo puramente interior, não directamente para salvaguardar a Fé e a santidade do homem Papa, mas sim para assegurar o Bem da Santa Madre Igreja, na integridade da função papal; essa assistência foi prometida, solene e formalmente, por Nosso Senhor Jesus Cristo, com carácter intrínseco, infalível e imutável, ou seja: QUEM FOI PAPA NUNCA PODE DEIXAR DE O SER POR HERESIA, EMBORA POSSA CONFUNDIR-SE E FRAQUEJAR NA DEFESA DA FÉ (Lc 22,32). Todavia nunca foi prometido por Nosso Senhor que a Cátedra de São Pedro estivesse imune A ATAQUES EXTRÍNSECOS que possuíssem como objectivo a introdução no redil de Nosso Senhor, de impostores, de usurpadores e de ladrões disfarçados de Papas. E FOI PRECISAMENTE O QUE SUCEDEU, PARA CASTIGO DOS NOSSOS PECADOS, APÓS A MORTE DE PIO XII: Roncalli, Montini, Wojtyla, Ratzinger, Bergoglio, não perderam o pontificado, PORQUE NUNCA O TIVERAM. (1)
Não menciono Albino Luciani (João Paulo I) porque constitui uma hipótese séria, o seu assassínio pela maçonaria vaticana quando esta lhe terá detectado as disposições necessárias para se comportar como um verdadeiro sucessor de São Pedro.
Ora a Imutabilidade constitui um atributo de Deus; efectivamente, quanto mais uno, mais verdadeiro, mais bondoso for um ser, precisamente, mais imutável ele será. Os Anjos são relativamente imutáveis, no plano ontológico, pois enquanto durar o mundo visível possuem o ministério do seu governo, sob as ordens de Deus Uno e Trino, o que implica uma mutabilidade extrínseca. A Eternidade beatífica de Anjos e Homens é verdadeiramente imutável no plano ontológico, pois participa formalmente da Eternidade de Deus, mas só Este é METAFISICAMENTE IMUTÁVEL, pois não tem princípio nem fim, nem potencialidade alguma, pois É por Si mesmo (Asseidade).
Para o verdadeiro católico os conceitos de Imutabilidade, como de Eternidade, não só não devem constituir qualquer fonte de tédio, como devem ser ADORADOS como A INFINITA LUZ DONDE DEVE PROCEDER A NOSSA SALVAÇÃO, A NOSSA SANTIDADE. Só nos podemos santificar pela Verdade, pelo amor Sobrenatural à Verdade, que é a Caridade; ora se a Verdade é a Verdade, se a Bondade é a Bondade, se a Santidade é a Santidade, QUEM PODERÁ QUERER ALTERÁ-LAS? QUEM PODERÁ QUERER DIMINUÍ-LAS? QUEM PODERÁ QUERER PERDÊ-LAS? LOUCURA! ABSURDO! SUICÍDIO ESPIRITUAL E ATÉ FÍSICO!
Todavia também existe uma imutabilidade no mal; qual é? É O INFERNO. Neste quadro conceptual, tudo o que é definitivamente verdadeiro e bom é tendencialmente eterno e imutável. Mas o castigo escatológico do Mal é igualmente imutável – na suprema privação, no supremo sofrimento. O Inferno constitui a anti-beatitude, a estabilização definitiva, eterna, no Mal e respectivo castigo, pois que a Glória extrínseca de Deus não pode sofrer atenuação. Ora a Glória extrínseca de Deus é proclamada polo castigo eterno dos maus, logo esse castigo constitui um Bem objectivo, portanto, como Bem que é, deverá, necessariamente, ser imutável.
Todavia, neste mundo, a progressiva estabilização no Mal difere acentuadamente da estabilização no Bem.
A primeira consubstancia-se numa procura inveterada e diversificada de estímulos, PORTANTO NUMA CADA VEZ MAIOR MUTABILIDADE OPERATIVA, procedente da anarquia interior; a segunda procede segundo uma progressiva UNIFICAÇÃO, SOBRIEDADE E SIMPLICIDADE OPERATIVA, SEGUNDO UM SÓ PRINCÍPIO, IMUTÁVEL, QUE É A FÉ CATÓLICA.
O modernismo combate o tédio com a evolução, com o relativismo, PORQUE FALHOU O SER. Porque o Mal não é uma natureza, o Mal consiste precisamente na corrosão do Ser pelo nada; tal resulta do facto da criatura espiritual operar sem o CONCURSO ILUSTRADOR da Lei Eterna; o Mal é pois uma PRIVAÇÃO QUALIFICADA DE SER. Porque mesmo quando a criatura espiritual transcura operativamente a sua finalidade fundamental, CONTINUA, ONTOLOGICAMENTE, SENDO CRIATURA, TENDENDO, METAFISICAMENTE, PARA O SEU CRIADOR. Aliás, é essa mesma dignidade ontológica, de ente criado por Deus, que EXIGE O CASTIGO ETERNO.
A Santa Madre Igreja, a Igreja Eterna, é imutável, é imutável na Sua Pessoa Moral de Direito Divino, no Santo Sacrifício da Missa, no Depósito da Fé, no Sagrado Magistério, nos santos Sacramentos… e nas prerrogativas funcionais da Cátedra de São Pedro. Como já se afirmou, este orgão supremo da Santa Madre Igreja goza duma assistência moral especial, de carácter não milagroso, que impede o Papa, enquanto Papa, de se obstinar na heresia, mesmo puramente interior, não directamente para salvaguardar a Fé e a santidade do homem Papa, mas sim para assegurar o Bem da Santa Madre Igreja, na integridade da função papal; essa assistência foi prometida, solene e formalmente, por Nosso Senhor Jesus Cristo, com carácter intrínseco, infalível e imutável, ou seja: QUEM FOI PAPA NUNCA PODE DEIXAR DE O SER POR HERESIA, EMBORA POSSA CONFUNDIR-SE E FRAQUEJAR NA DEFESA DA FÉ (Lc 22,32). Todavia nunca foi prometido por Nosso Senhor que a Cátedra de São Pedro estivesse imune A ATAQUES EXTRÍNSECOS que possuíssem como objectivo a introdução no redil de Nosso Senhor, de impostores, de usurpadores e de ladrões disfarçados de Papas. E FOI PRECISAMENTE O QUE SUCEDEU, PARA CASTIGO DOS NOSSOS PECADOS, APÓS A MORTE DE PIO XII: Roncalli, Montini, Wojtyla, Ratzinger, Bergoglio, não perderam o pontificado, PORQUE NUNCA O TIVERAM. (1)
Não menciono Albino Luciani (João Paulo I) porque constitui uma hipótese séria, o seu assassínio pela maçonaria vaticana quando esta lhe terá detectado as disposições necessárias para se comportar como um verdadeiro sucessor de São Pedro.






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