segunda-feira, 6 de maio de 2019

OS DOIS ERROS MAIS COMUNS AO SE REZAR O TERÇO OU O ROSÁRIO



Para bem recitar o Rosário, após invocar o Espírito Santo, colocai-vos, por alguns instantes, diante da presença de Deus (…).

Antes de cada dezena, concentrai-vos por alguns momentos, segundo a vossa disponibilidade, para considerar o mistério que estais a celebrar naquela dezena e pedi, sempre, que, por esse mistério e pela intercessão da Virgem Santíssima, uma das virtudes que mais se destacam nesse mistério ou a virtude mais necessária para a vossa redenção.

Cuidai, principalmente, para não cairdes nos dois erros mais comuns cometidos por aqueles que rezam o Terço ou o Rosário.

O primeiro é o de rezar sem pensar numa intenção, de maneira que, se perguntardes qual a intenção pela qual rezam o Terço, não saberão responder. Assim, deveis sempre ter em vista, ao recitar o Rosário, o pedido de uma graça, uma virtude à qual desejais vos assemelhar, ou algum pecado que desejais destruir em vosso coração.

O segundo erro que habitualmente cometemos, ao rezar o santo Rosário, é o de não ter qualquer intenção ao recitá-lo, a não ser a de terminá-lo rapidamente. Isso decorre do fato de olharmos o Rosário como algo oneroso, que pesa sobre nossos ombros, quando não o rezamos e, mormente, quando dele fazemos um princípio de consciência, ou quando o recebemos como penitência e sem vontade própria.

  
São Luís Grignion de Monfort,
A eficácia maravilhosa do Santíssimo Rosário

domingo, 5 de maio de 2019

Leão XIII – Sapientiae Christianae, 10 de Janeiro de 1890. Sobre os deveres fundamentais dos cidadãos cristãos (Excertos)



21.Nesse enorme e geral delírio de opiniões que vai grassando, o cuidado de proteger a verdade e extirpar o erro dos entendimentos é missão da Igreja e missão de todo o tempo e de todo o empenho, como que à sua tutela foram confiadas a honra de Deus e a salvação dos homens. Mas quando a necessidade é tanta, já não são somente os prelados que hão de velar pela integridade da Fé, uma vez que: “cada um tem obrigação de propalar a todos a sua fé, seja para instruir e animar os outros fiéis, seja para reprimir a audácia dos que não são”(Summa II II, q3, a2, ad 2).

23.A primeira aplicação desse dever é professar, clara e constantemente a Doutrina Católica e propagá-la o mais que puder. Com efeito, como já se disse muitas vezes e com muita verdade: o que mais prejudica a Doutrina de Cristo é não ser conhecida. Ela só, bem compreendida, basta para triunfar do erro, nem há ai alma simples e livre de preconceitos que a razão não mova a abraçá-la. Ora a Fé , ainda que como virtude é um dom precioso da Divina Graça e Bondade; todavia, quanto ao objeto sobre que versa, não pode por via ordinária ser conhecida senão pela pregação: “Como crerão naquele que não ouviram? E como ouvirão sem pregador? ... a fé é pelo ouvido, e o ouvido pela palavra de Cristo” (Rm 10, 14-17). Por conseguinte, sendo necessária a fé para a salvação, segue-se que é inteiramente indispensável a pregação da palavra de Cristo. É certo que esse encargo de pregar ou de ensinar pertence por direito divino aos doutores, isto é, aos bispos que o Espírito Santo constituiu para governar a Igreja de Deus (At 20, 28) e de um modo especial ao pontífice romano, vigário de Cristo, preposto com poder supremo à Igreja Universal como mestre de quanto se há de crer e praticar. Mas não pense ninguém que ficou por isso proibido aos particulares cooperar com alguma diligencia nesse ministério, principalmente aos homens a quem Deus concedeu dotes de inteligência juntos com o desejo de serem úteis ao próximo. Esses, em caso de necessidade, podem muito bem, não já afetar a missão de doutores, mas comunicar aos outros o que eles mesmos aprenderam, e ser em certo modo o eco dos mestres. Até mesmo essa cooperação dos particulares pareceu aos Padres do Concilio Vaticano I tão oportuna e frutuosa, que não hesitaram em reclama-la nos termos seguintes: “A todos os fiéis cristãos, principalmente àqueles que tem superioridade e obrigação de ensino, suplicamos pelas entranhas de Jesus Cristo, e em virtude da autoridade deste mesmo Senhor e Salvador nosso lhes ordenamos, que apliquem todo o seu zelo e trabalho em desviar esses erros e elimina-los da luta da Igreja, e difundir a luz puríssima da nossa Fé” (Const. Dei Fillius ad fin).

25. Desse modo nos deveres que nos ligam a Deus e com a Igreja está em primeiro lugar o zelo com que cada qual deve trabalhar segundo as suas forças em propagar a Doutrina Cristã e refutar os erros.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Pequeno Exorcismo de Santo Antônio



O S.S. Papa Sisto V, mandou esculpir a oração na base do obelisco que se encontra no centro da Praça de São Pedro, obelisco esse que foi trazido do Egito por Julio Cesar e que foi instalado no lugar onde Nero mais tarde iria construir o seu circo onde milhares de cristãos foram martirizados. É dito que São Pedro foi crucificado a sombra dele... Temos então uma poderosa oração, com ares de exorcismo, que nos liga tanto a Santo Antonio quanto aos incontáveis Mártires Santos que alimentaram aquela terra com seu sangue.

É comumente utilizada por padres de igrejas e santuários franciscanos e em paroquias diversas onde em um determinado dia da semana acontece a benção do pão de Santo Antonio para ser distribuído aos pobres. Nessa ocasião, após o fim da missa, o padre exibe um crucifixo aos fiéis no momento da récita da oração e os asperge com água benta.


Ecce Crucem Domini! +
Fugite partes adversae! +
Vicit Leo de tribu Juda, +
Radix David! Alleluia
  
Traduzido fica:

Eis a cruz do Senhor! +
Fugi forças inimigas! +
Venceu o Leão de Judá, +
A raiz de David! Aleluia

quinta-feira, 18 de abril de 2019

As doze Promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo!



Desde 1673, Nosso Senhor dignou-se em visitar Santa Margarida Maria Alacoque, com a finalidade de espalhar a devoção ao seu Sacratíssimo Coração.
Numa certa ocasião, aparecendo com o peito aberto e apontando com o dedo seu divino Coração, exclamou:

"Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demostrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles."

Em 1674, na Segunda Grande Aparição, em uma primeira sexta-feira, Nosso Senhor pede a HORA SANTA em reparação dos pecados cometidos contra seu Sacratíssimo Coração. A Hora Santa deveria ser nas quintas-feiras que antecedem a primeira sexta-feira de cada mês, durante nove meses consecutivos. Depois, faz a promessa que mais tarde terá a denominação de A GRANDE PROMESSA.
Nosso Senhor declara à Santa Margarida Maria, sua confidente:

"Eu te prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que meu Amor todo poderoso concederá a todos aqueles que comungarem em nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas, a Graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, nem sem receberem seus sacramentos e que o meu Divino Coração será o seu asilo seguro no último momento."

Eis as 12 promessas feitas por Nosso Senhor:

1. Eu lhes darei todas as graças necessárias para seu estado.
2. Eu darei paz às sua famílias.
3. Eu as consolarei em todas as suas aflições.
4. Eu lhes serei um refúgio seguro durante a vida, e sobretudo na hora da morte.
5. Eu lançarei abundantes bênçãos sobre todas as sua empresas.
6. Os pecadores acharão, em meu coração, a fonte e o oceano infinito de misericórdia.
7. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
8. As almas fervorosas se elevarão a uma grande perfeição.
9. Eu mesmo abençoarei as casas onde se achar exposta e honrada a imagem do meu coração.
10. Eu darei aos sacerdotes o poder de tocar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão para sempre seu nome inscrito no meu coração.
12. Darei a graça da penitência final e dos últimos sacramentos, aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos.

Desde então propagou-se pelo mundo o costume da Hora Santa durante às quinta-feiras, dia em que iniciou a Paixão de Nosso Senhor. 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores


Na quarta-feira santa, celebra-se a história do encontro do Nosso Senhor dos Passos com a Nossa Senhora das Dores.

A devoção à Nossa Senhora das Dores tem origem na Tradição, que conta o encontro de Maria com seu filho Jesus, a caminho do Calvário.

Ao ver o amado filho carregando a pesada Cruz, torturado e sofrido, coroado de espinhos e ensangüentado, a dor da Mãe de Deus foi tão profunda que nos faz refletir até hoje sobre as nossas próprias dores.

Nos primórdios da Igreja, a festa era celebrada com o nome de Nossa Senhora da Piedade e da Compaixão. No século XVIII, o papa Bento XIII determinou, então, que se passasse a chamar de Nossa Senhora das Dores.

A ordem dos servitas foi responsável por criar uma devoção especial conhecida como “As Sete Dores de Nossa Senhora”, que nos lembram os momentos de sofrimento e entrega de Maria ao seu Senhor.

As Sete Dores de Maria:

1 - A profecia de Simeão – Lc 2, 35
2 - A fuga com o Menino para o Egito – Mt 2, 14
3 - A perda do Menino no templo, em Jerusalém – Lc 2, 48
4 - O encontro com Jesus no caminho do calvário – Lc 23, 27
5 - A morte de Jesus na cruz – Jo 19, 25-27
6 - A lançada no coração e a descida de Jesus da cruz – Lc 23, 53
7 - O sepultamento de Jesus e a solidão de Nossa Senhora – Lc, 23, 55




DEVOÇÕES



Virgem Mãe, tão santa e pura,
vendo eu tua amargura,
possa contigo chorar.

Que do Cristo eu traga a morte,
sua paixão me conforte,
sua cruz possa abraçar!

Em sangue as chagas me lavem
e no meu peito se gravem,
para não mais se apagar.

No julgamento consegue
que às chamas não seja entregue
quem soube em ti se abrigar.

Que a Santa Cruz me proteja,
que eu vença a dura peleja,
possa do mal triunfar!

Vindo, ó Jesus, minha hora,
por essas dores de agora,
no céu mereça um lugar.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Entremos na maior de todas as semanas!



Avançamos mar adentro nas águas da Semana Santa. Mesmo que muitos não tenham feito mortificações, recordando com a Igreja o sofrimento dos primeiros Cristãos, ou se mortificando para alcançarem graças da época da Quaresma. E mesmo que, o nosso sacrifício seja tão fraco e pequeno, por outro lado, o Tempo da Paixão nos estabelece um novo parorama diante da Cruz do nosso Salvador. Ali então, se tivermos sido generosos nas quatro primeiras semanas, descobriremos maravilhados tantos reflexos luminosos do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. E esta palavra - Sacrifício - soará em nossos ouvidos e vibrará em nosso peito no seu significado profundo: Sacrum facere - fazer o sagrado. 

De fato, o Pai enviou o seu próprio Filho, Deus de Deus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não criado, com esta missão específica. Qual? Alguns dirão que Cristo veio ao mundo para pregar o Evangelho; outros que veio ensinar aos homens o caminho da paz. E têm razão. Mas nem a pregação do Evangelho nem a paz que lhe segue, podem manifestar o fundo da missão do Messias. Ele veio para oferecer um único Sacrifício agradável ao Pai, um Sacrifício Propiciatório e Perfeito. 

São Paulo não deixa de advertir aos hebreus que a doutrina sobre o Cristo Sacerdote e sobre o seu ÚNICO SACRIFÍCIO é elevada e exige do fiel já ter perseverado na vida de oração e de estudo das Escrituras. Não são os rudimentos, mas as coisas mais elevadas da doutrina. (Hebreus, 5) E como o Apóstolo se dirige aos Hebreus convertidos ao Cristianismo, adverte-os sobre o perigo de cairem na apostasia diante da elevação do seu ensinamento e reza para que aqueles seus filhos perseverem na fé. (Hebreus, cap. 6) E que doutrina! Deixo aos leitores buscarem no próprio texto da Epístola a descrição precisa, minuciosa, dessa lindíssima doutrina sobre o Sacerdócio de Cristo (Hebreus, cap. 5 a 7).

A idéia principal de S. Paulo é mostrar que o sacerdócio de Cristo e o Sacrifício próprio desse sacerdócio não é deste mundo. Se fosse um sacerdócio humano, como o da Antiga Lei, diz o Apóstolo, Cristo nem sacerdote seria, pois não era da tribo de Levi, mas sim da tribo real de Judá, da casa do rei Davi. E ele conclui dizendo:

"Mas Cristo recebeu um ministério tanto mais elevado quanto é mediador de melhor aliança, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas. Pois se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, não se procuraria uma segunda (Hebreus 8, 6-7).

É no profeta Jeremias que São Paulo vai apoiar esta afirmação. Ele cita a passagem indicando que se trata de uma repreensão de Deus a seu povo:

"Eis virão dias, diz o Senhor, em que eu contrairei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança, não como a aliança que fiz com seus pais no dia em que lhes peguei pela mão para os tirar da terra do Egito; visto que eles não perseveraram na minha aliança... (Jeremias 31, 31-34).

Mas Cristo, vindo como Pontífice dos bens futuros, passando pelo meio de um tabernáculo mais excelente e perfeito, não feito por mão de homem, isto é, não desta criação, e não com sangue de bodes ou dos bezerros, mas com seu próprio sangue, entrou uma só vez no Santo dos Santos, depois de ter adquirido uma redenção eterna." (Hebreus 9, 9-12)

Eis que a doutrina santa, revelada, luminosa, do santo Apóstolo vem esclarecer para nós o Tempo da Paixão, vem elevar nossas almas para que não deixemos passar um só minuto desses dias santificados sem estarmos concentrados na Cruz do nosso Deus, do nosso Redentor. Só ela nos trouxe a salvação; só ela é sinal eficaz de uma Aliança verdadeira que nos liga para sempre com o Messias, anunciado com tanta precisão pelos profetas, realizado com toda perfeição pela vida, pela morte e pela ressurreição de Jesus Cristo. 

É neste espírito que entramos no Tempo da Paixão, meditando no único sacrifício, holocausto verdadeiro e eficaz que nos traz a salvação. 

NÓS VOS ADORAMOS E BENDIZEMOS, Ó JESUS!
QUE PELA VOSSA SANTA CRUZ REMISTES O MUNDO!


terça-feira, 19 de março de 2019

Da dignidade de São José, Esposo da Virgem Maria


Iacob autem genuit Ioseph, virum Mariae, de qua natus est Iesus ― «Jacob gerou a José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus» (Mat. 1, 16)
Sumário: Para formarmos uma ideia da dignidade de São José, basta ponderarmos que, na qualidade de esposo de Maria e chefe da sagrada Família, tinha verdadeiros direitos sobre a Mãe de Deus e seu divino Filho, que assumiram a obrigação de lhe obedecer, e lhe obedeceram em tudo. Quanto devemos, pois, honrar àquele a quem Deus honrou tanto! Quanto devemos confiar na eficácia de sua proteção! ― E tu, és-lhe realmente devoto?… Recorres prontamente a ele em tuas necessidades?
I. Considera em primeiro lugar a dignidade de São José por ser esposo de Maria. Nesta qualidade adquiriu o direito de lhe dar ordens, e Maria, na qualidade de esposa, assumiu a obrigação de obedecer a São José. O humílimo São José nunca se serviu de mandos para com a santa Virgem, mas somente de pedidos, por venerar nela a grande santidade e a dignidade de Mãe de Deus. A humílima Esposa, porém, entre todas as criaturas a mais humilde, considerava sempre aqueles pedidos como outras tantas ordens. ― Ó Maria, ó José, ó Esposos santíssimos, que por vossa grande humildade vos fizestes tão amados de Deus, suplico-vos que me alcanceis o perdão de todos os meus atos de soberba, e a graça de sofrer d’aqui por diante com paciência todos os desprezos e injúrias que me vierem da parte dos homens, porquanto hei merecido ser pisado aos pés dos demônios no inferno.

Diante as grandes provações e tentações ....

The Temptation of Christ c.1500/1505 ~ by Master LCz

Crux sancta sit mihi lux 
Non draco sit mihi dux

Vade retro satana 
Numquam suade mihi vana

Sunt mala quae libas 
Ipse venena bibas

segunda-feira, 18 de março de 2019

Alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo.


I São Pedro, 4
12. Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. 

13. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. 

14. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. 

15. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio. 

16. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome. 

17. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? 

18. E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador? 

19. Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem. 

quarta-feira, 6 de março de 2019

Memento, homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris - “Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.”


  A Quarta-Feira de Cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário Cristão Ocidental. As Cinzas que os cristãos católicos recebem na cabeça neste dia, é um símbolo para a reflexão sobre o dever de fazermos penitência, sobre arrependimento e conversão, sobre a mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

Segundo o estudo da escatologia a morte não vem de Deus, a morte acontece proveniente de nossos atos perante a sociedade. O tempo Quaresmal é um momento reflexivo de cada um, momento no qual fazemos o nosso exame de consciência e procuramos melhorar diante de Deus e do próximo. Deveríamos ser assim durante todo o ano, não só no período quaresmal. É preciso lutar pela santidade, e não esperar que ela chegue até nós.

*A quarta-feira de cinzas ocorre quarenta dias antes da Páscoa, dando início então, ao tempo mais importante da igreja, tempo que nos lembra do verdadeiro sentido da fé em Cristo, que se entregou a cruz por nós ao Pai. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.

Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que a reza. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). Ao impor as cinzas o padre diz: “Lembra-Te homem que és pó e ao pó retornarás”.

No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.
Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia após do carnaval.                                    

terça-feira, 5 de março de 2019

EXAME DE CONSCIÊNCIA para o tempo Quaresmal


Mandamentos da Lei de Deus



 O QUE DEUS NOS ORDENA: Que abracemos a fé, que devemos alimentar pela oração, atos de piedade e comunhão freqüente. Tenhamos esperança de que Ele nos dará o Céu e as graças para o merecermos. Que O amemos acima de tudo, Lhe porventura mande para nos purificar. Que em cada um dos nossos irmãos vejamos o próprio Cristo, e os amemos como Ele nos amou ao ponto de morrer por nós. Que façamos da nossa vida uma oração agradável a Deus, atribuindo-Lhe tudo o que somos e fazemos.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: Que omitamos ou sejamos negligentes em fazer as nossas orações da manhã e da noite e em receber os sacramentos. Confissões e comunhões sacrílegas. Práticas supersticiosas. Dúvidas voluntárias contra a fé. Porem perigo a fé por leituras inconvenientes. Indiferença religiosa. Respeitos humanos, fonte de covardias. Falta de confiança na Providência ou confiança presunçosa nas próprias forças. Falta de coragem, desespero. Resistência à graça. Oração sem alma, maquinal e rotineira.


 O QUE DEUS NOS ORDENA: Compenetrar-se bem da grandeza e santidade divinas. Respeitar as pessoas e as coisas consagradas ao seu culto. Cumprir os votos que se fizeram.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: Blasfêmias, isto é, injúrias para com Deus. Uso vão do seu Santo nome. Juramentos falsos ou inúteis. Desejar o mal ao próximo, ou a si mesmo.


 O QUE DEUS NOS ORDENA: Consagração do domingo a Deus, pela assistência à Santa Missa (ou a santificação do domingo quando a Missa não está disponível) e a abstenção de ocupações servis.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Sereis vós AMIGOS DA CRUZ???


Neste tempo perverso de Carnaval, onde o demônio servirá suas fezes como alimento a muitas almas, eu me atrevo a perguntar primeiramente a mim e seguidamente a todos que possam ler este artigo:

SEREIS VÓS AMIGOS DA CRUZ???

Para reflexão deixarei excertos da CARTA CIRCULAR AOS AMIGOS DA CRUZ escrita pelo grande Santo Mariano São Luís Maria G. de Montfort:


Estais reunidos, Amigos da Cruz, como outros tantos soldados crucificados, para combater o mundo; não fugindo (...); mas como valorosos e bravos guerreiros no campo de batalha, sem largar o pé e sem voltar as costas. Coragem! Combatei valentemente! Uni-vos fortemente pela união dos espíritos e dos corações, infinitamente mais forte e mais temível ao mundo e ao inferno (...). Os demônios se unem para perder-vos; uni-vos para derrotá-los. Os avarentos se unem para traficar e ganhar ouro e prata; uni vossos trabalhos para conquistar os tesouros da eternidade, encerrados na Cruz. Os libertinos se unem para divertir-se; uni-vos pra sofrer. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Excomunhão ipso facto para os que favoreçam a hereges ou cismáticos.



Bula Cum ex Apostolatus Officio
PAPA PAULO IV (Ano 1559)
SOBRE AS AUTORIDADES HERÉTICAS




(...)Incorrem em excomunhão ipso facto todos os que conscientemente ousem acolher, defender ou favorecer aos desviados ou lhes der crédito, ou divulguem suas doutrinas; sejam considerados infames, e não sejam admitidos a funções públicas ou privadas, nem nos Conselhos ou Sínodos, nem nos Concílios Gerais ou Provinciais, nem no Conclave de Cardeais, ou em qualquer reunião de fiéis ou em qualquer outra eleição.(...)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Fora da Igreja não há salvação



Nestes tempos de sincretismo religioso, muito se tem falado sobre liberdade religiosa, de culto, de crença, de salvação fora da Igreja. É o ecumenismo, palavra dita em todos os lugares. Mas, vejamos o que a Igreja Católica tem a dizer sobre isso, por meio de seu magistério infalível. Porque muito se tem falado, mas pouco se tem estudado.
Comecemos pela Bíblia:
Êxodo 20,3: "Não terás outros deuses diante de mim."
Êxodo 22, 20: "Aquele que sacrificar aos deuses, à exceção do Senhor, será morto".
Êxodo 22,18: "Não deixarás viver os feiticeiros".
Salmo XCV,5: "Todos os deuses dos gentios são demônios".
Isaías 44, 6: "Eis o que diz o Senhor , rei de Israel, e seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro e sou o último, e fora de mim não há Deus."
Isaías 45,21-22: "... Deus justo e salvador não o há fora de mim. Convertei-vos a mim, e sereis salvos, vós todos os povos da terra, porque eu sou Deus e não há outro."

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

COMO DEVEM SER NOSSAS ORAÇÕES – ENSINA-NOS SÃO TOMÁS



Oração Dominical, entre todas, é a oração por excelência, pois possui as cinco qualidades requeridas para qualquer oração. A oração deve ser: confiante, reta, ordenada, devota e humilde.

Em primeiro lugar, a oração deve ser confiante.

Como São Paulo escreve aos Hebreus (4, 16): “Aproximemo-nos com confiança do trono da graça, a fim de alcançar a misericórdia e achar graça para sermos socorridos no tempo oportuno”.
A oração deve ser feita com fé e sem hesitação, segundo São Tiago (Tg 1,6): “Se algum de vós necessita de 
sabedoria, peça-a a Deus… Mas peça-a com fé e sem hesitação”.
Por diversas razões, o Pai Nosso é a mais segura e confiante das orações. A Oração Dominical é obra de nosso advogado, do mais sábio dos pedintes, do possuidor de todos os tesouros de sabedoria (cf. Cl 2, 3), daquele de quem diz São João (I, 2, 1): Temos um advogado junto ao pai: Jesus Cristo, o Justo. São Cipriano escreveu em seu Tratado da Oração Dominical: “Já que temos o Cristo como advogado junto ao Pai, por nossos pecados, em nossos pedidos de perdão, por nossas faltas, apresentemos em nosso favor, as palavras de nosso advogado”.
Oração Dominical parece-nos também que deve ser a mais ouvida porque aquele que com o Pai a escuta é o mesmo que no-la ensinou; como afirma o Salmo 90 (15): “Ele clamará por mim e eu o escutarei”“É rezar uma prece amiga, familiar e piedosa dirigir-se ao Senhor com suas próprias palavras”, diz São Cipriano. Nunca se deixa de tirar algum fruto desta oração que, segundo Santo Agostinho, apaga os pecados veniais.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Regulamento de Vida para uma pessoa se santificar no meio do mundo

Extraído e adaptado das obras de Santo Afonso Maria de Ligório

De manhã:
1) Levantar-se a uma hora certa, como por exemplo, às 5 horas ou às 5:30, e nunca alterar a hora sem causa justa;
2) Oferecer, logo que acordar, o coração a Deus, fazer o sinal da cruz e vestir-se prontamente e com modéstia; depois rezar de joelhos três Ave-Marias em honra do Coração Imaculado da Santíssima Virgem Maria para obter uma grande pureza de coração, de corpo e espírito;
3) Fazer a oração e meditação da manhã durante meia hora, ou ao menos por espaço de um quarto de hora.
4) Assistir à Santa Missa todas as vezes que puder.

Durante o Dia:
5) Fazer pelo menos um quarto de hora de leitura espiritual;
6) Recitar o terço meditando em seus mistérios, sendo possível reze-o em família;
7) Fazer a visita ao Santíssimo Sacramento e à Santíssima Virgem, na Igreja caso possível;
     N.B. Para estes três exercícios, se fixa a hora em que as ocupações de cada um permita: