sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Rezemos sempre pelas pobres almas que padecem no Purgatório



"Santa Brígida viu, um dia, ante o So­berano Juiz, uma alma do Purgatório, que estava trêmula e confusa e a quem era intimada que declarasse publicamente os pecados que não tinham sido seguidos de penitência suficiente e que lhe haviam me­recido a punição que sofria.
A alma exclamava com uma voz que cortava o coração: Infeliz de mim, infeliz! — e em soluços, fazia a enumeração de tudo o que a manchava e prendia tão longe do Céu.
Não reproduziremos essa visão, mas dela extrataremos a relação das principais faltas que, como vermes roedores, torturam uma pobre alma do Purgatório.
«Perdi meu tempo, esse tempo bem pre­cioso do qual todos os momentos podiam servir para expiar meus pecados, praticar uma virtude, merecer o Céu: eu o perdi em conversações fúteis, em ocupações banais e sem objeto, em leituras recrea­tivas demasiado prolongadas; — é por isso que sofro!
Esqueci por negligência minhas penitên­cias sacramentais: as fiz mal por dissipação, e aceitei-as sem espírito de fé: — é por isso que sofro!
Caí em murmurações contra meus supe­riores, meu confessor, meus parentes; mur­murações leves, sem dúvida, mas partidas do amor próprio magoado, da falta de res­peito, do ciúme; — é por isso que sofro!
Consenti em pensamentos de vaidade a respeito do trajar, sobre os acessórios da casa, acerca de predicados de família; vesti-me com orgulho, segui as modas com ostentação, afetei um asseio exagerado; — é por isso que sofro.
Eu me proporcionei, sem nenhuma necessidade, pequenas sensualidades durante minhas refeições e fora delas, num viver voluptuoso e descuidado, num zelo excessivo do bem estar, no abuso do descanso corporal, na fuga de tudo que natural­mente modificaria os sentidos;— é por isso que sofro!
Em conversação, atirei ditos espirituosos com o fim de ser elogiado, apreciado, distinguido, e para brilhar mais que os outros; — é por isso que sofro!
Faltei à caridade que me chamava em socorro do próximo: faltei à caridade, deixando de o consolar, de o defender, de o aconselhar ao bem; conservando volun­tariamente um pequeno pensamento de rancor, de inveja; — é por isso que sofro!
Omiti por negligência e incúria muitas comunhões que me eram permitidas: fui remisso em minhas devoções, pouco apli­cado em meu terço e na oração; — é por isso que sofro!»
Meu Deus! como estas confissões me instruem!"

Fonte:
http://alexandriacatolica.blogspot.com

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Céu, Inferno e Purgatório

São Nicolau de Tolentino, intercede pelas pobres almas do purgatório

Um príncipe russo, por motivos políticos, abandonou o seu país e estabeleceu-se na França onde comprou um belo palácio e uma propriedade extensa. Infelizmente tinha perdido a fé na sua infância, e no tempo de que falamos, ocupava-se escrevendo um livro contra Deus e os Dogmas da Religião.

Morreu-lhe o feitor e dias depois o príncipe encontrou a pobre viúva debulhada em lágrimas no seu jardim. Chorava amargamente. Em resposta á pergunta do príncipe, a mulher disse que havia gasto tudo quanto tinha com os médicos e remédios e agora não tinha o suficiente para mandar rezar algumas Missas pela alma do marido.
Comovido com a dor da pobre criatura o príncipe, homem bondoso, deu-lhe uma moeda de ouro para sufragar a alma do defunto e mandar rezar as Missas necessárias.

Dias depois, estava dele no seu escritório escrevendo o seu livro quando ouviu bater na porta.
Mandou entrar a visita e qual não foi o seu espanto ao ver diante de si o falecido feitor.

" Venho agradecer, príncipe, a generosa esmola que deu a minha mulher para sufragar a minha alma. Graças ao Sangue Precioso de Jesus que me foi aplicado na Missa, já saí do Purgatório e vou para o Céu.
Venho, porém, primeiro pagar a minha dívida de gratidão. Venho avisá-lo que mude quanto antes de ideias, pois creia bem, que há um Deus, há um Céu, há um Purgatório e há Inferno".

Desapareceu, deixando o príncipe profundamente impressionado. Este caiu em si tornou -se católico fervoroso.

Quantas e quantas almas não continuam a estar longos anos no Purgatório, unicamente porque os seus amigos não mandam rezar as Missas necessárias para as pôr em liberdade!

Fonte: Livro "Purgatório", por E.D.M. (4/3/1936) Aprovação e Recomendação de Sua Eminência D. Manuel II, Cardeal Patriarca de Lisboa.

domingo, 8 de setembro de 2019

CONSELHOS PARA EVITAR O INFERNO



1. Comece e termine o dia com uma oração, rezada com muita devoção e cordialidade. Junte às orações uma leitura atenta de uma ou duas páginas do Evangelho ou de bons livros devocionais, que enriquecem o espírito.

2. Tome o excelente hábito de fazer o sinal da Cruz todas as vezes que você sair e entrar em casa. Esta prática muito simples é santificante.

3. Tente, se os deveres lhe permitirem, ir à Missa todas as manhãs, bem cedo, para receber a cada dia a benção por excelência.

4. Preste igualmente todos os dias, com um coração de filho, à Bem Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe dos cristãos, alguma homenagem de piedade, amor e veneração. O amor da Santíssima Virgem, junto com o amor do Santíssimo Sacramento, é um penhor infalível de salvação.

5. Tenha o hábito - e jamais deixe-o - de se confessar e de comungar com frequência.

6. Ainda proponho, neste pequeno regulamento para a vida, perceber e combater incessantemente dois ou três defeitos, observados ou que se virão a ser observados em você. É evidente pelas suas fraquezas que, num momento ou noutro, o inimigo tentará atacar de surpresa.

7. Por fim, evite, como se evita o fogo, frequentar lugares e más leituras.

(Mons. Louis Gaston de Ségur, 1820 - 1881)

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Ensinamentos de São Francisco de Sales sobre o Purgatório


1 - As almas alí vivem uma contínua união com Deus.


2 - Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar-se no Inferno a apresentar-se manchadas diante de Deus.

3 - Purificam-se de forma voluntária, amorosa, porque assim o quer Deus.

4 - Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade d'Ele.

5 - São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer de impaciência, nem cometer qualquer imperfeição.

6 - Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.

7 - São consoladas pelos Anjos.

8 - Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.

9 - As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.

10 - Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama-lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o Inferno.

11 - O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as almas que lá existem são chamadas de amor.

(Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981)

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

ÁGUA BENTA EM FAVOR DAS ALMAS DO PURGATÓRIO



Usada com fé e confiança, a água benta tem grande valor para o corpo e alma, assim como constitui recurso eficiente em favor das almas do Purgatório.
Cada vez que o Sacerdote benze a água, ele o faz em nome da Igreja e na qualidade de seu representante, cujas orações nosso Divino Salvador sempre aceita com benevolência.
Por conseguinte, quando se toma água benta e com algumas gotas asperge a si ou um objeto, presente ou ausente, é como se de novo subissem ao Céu as orações da Igreja, para atrair as bênçãos divinas sobre o corpo e a alma, assim como sobre os objetos aspergidos com a água benta. É também a água benta uma poderosa arma para se dissipar os maus espíritos. São muitos os exemplos demonstrativos do temor e horror que Satanás e os demônios têm pela água benta.
Como, porém, se explica que também se possa aplicar a água benta em favor de pessoas distantes e até às almas do Purgatório?
Cada vez que se oferece, mesmo à distância, água benta, na intenção de um ente querido, sobe aos Céus a oração da Igreja anexa à mesma e induz o Coração Sacratíssimo de JESUS a tomar sob sua proteção no corpo e na alma esses teus entes queridos.
O mesmo acontece quando usamos a água benta em favor das almas do Purgatório.
Quanto alívio podemos nós concedermos a uma alma sofredora, por meio de uma gotinha de água benta!
O Venerável Padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelitana, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao ter aspergido essa caveira com água benta, a mesma começou a bradar em alta voz suplicando: mais água benta! porque ela alivia o ardor das chamas horrivelmente dolorosas.
E com efeito, uma gotinha de água benta tem muitas ve­zes maior eficácia do que uma longa oração porque nossa oração muitas vezes é feita com descuido e distraidamente. Diferente é a oração da Igreja intercedendo, por meio da água benta. Oração que agrada sempre a Nosso Senhor JESUS CRISTO, em qualquer lugar onde lhe for apresentada em nome da Santa Igreja.
Por isso, as almas do Purgatório tanto anseiam pelo uso da água benta e se pudéssemos ouvir as suas súplicas por uma gotinha de água benta, certamente nos aplicaríamos mais assiduamente em seu uso, ao menos de manhã e à noite e algumas vezes durante o dia.
Quantas vezes por dia entras e sais do quarto! Não te será difícil deixar cair nessas ocasiões uma gotinha de água benta no Purgatório.
Que alegria causarias com isso às almas do Purgatório e que mérito colherias por meio da prática desse ato de caridade para ti mesmo e os teus; pois as benditas almas não se mostram ingratas. No mesmo momento em que as favorecemos, levantam suas mãos ao céu e rezam com tal fervor por seus benfeitores como não poderão fazer as pessoas mais justas do mundo. E DEUS ouve-lhes com predileção a oração e envia suas graças abundantes sobre os benfeitores delas.
Há católicos que não saem de casa sem, antes, aspergirem três gotinhas de água benta; uma para si e seus entes queridos, a fim de que Nosso Senhor os proteja de todos os perigos no corpo e na alma; uma outra para os moribundos, especialmente para os pecadores moribundos, a fim de que DEUS, na última hora, ainda lhes conceda a graça da conversão; e uma terceira em favor das almas benditas. Quanto é meritório tal modo de proceder. Imitemo-lo!