segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Purgatório: revelações de Santa Francisca Romana



SUFRÁGIO
Editora da Divina Misericórdia
1996

REVELAÇÕES DE SANTA FRANCISCA ROMANA




Admirável é a luz que derramam sobre esta importante doutrina as revelações de Santa Francisca Romana. Na relação que delas fez, por ordem do seu confessor, a Santa diz que foi levada ao Purgatório pelo Arcanjo São Rafael, e que lhe foram mostradas as almas padecentes em três regiões ou esferas, uma acima da outra.

1º - NA REGIÃO INFERIOR viu as almas envolvidas em terríveis chamas de fogo menos tenebroso do que o Inferno: a Santa diz que nesta região são detidas as almas que cometeram pecados graves de que não fizeram suficiente penitência: o fogo é o mesmo para todas, umas porém sofrem mais do que as outras, conforme a gravidade dos pecados cometidos: cada pecado mortal pelo qual não se satisfez a Deus, depois da absolvição, é expiado no Purgatório por sete anos de suplícios nesta região inferior, conforme diz a mesma Santa.

2º - NA REGIÃO DO MEIO são detidas as almas que não cometeram tão graves culpas: as penas do fogo que sofrem são terríveis, mas não tão horríveis nem tão prolongadas como as da região inferior.

3º - NA REGIÃO SUPERIOR padecem as almas que caíram em pecados mais leves, ou que tendo já expiado culpas graves completam sua purificação, ou dão a Deus a última satisfação antes de serem admitidas à sua divina presença, e de entrarem no lugar do suavíssimo refrigério, na Região da Eterna Luz, no imenso oceano da Paz bem-aventurada.  (História de Rohrbacher, vol. II, p. 291)

4º - A mesma Santa refere que via muitos Anjos ocupados em levar as almas com muita caridade de um lugar do Purgatório para outro; são Anjos aos quais a Divina Misericórdia confiou este ofício, mas não são os Anjos da Guarda; estes, diz a Santa, apresentam à divina justiça os sufrágios oferecidos a Deus pelos parentes, ou amigos das almas, e Deus aceita e os entrega ao anjo da guarda, que os comunica à alma por quem foram oferecidos, e lhe alivia as penas que sofre.

5º - As Santas Missas, orações, esmolas, mortificações, ou indulgências que se aplicam a uma alma particular, aliviam principalmente, ou libertam primeiro a esta, mas, diz a Santa, todas as almas do purgatório também sentem alívio por causa da caridade que reina entre todas essas almas santas. As Missas oferecidas e mais sufrágios feitos pelas almas que não precisam, por estarem já no Céu, aproveitam aos que oferecem, e a todas as almas do purgatório.

6º - As Missas porém, ou sufrágios aplicados a uma alma que os parentes ou amigos julgam estar no Purgatório e que se acha no Inferno, nada aproveitam a esta alma desgraçada, nem às almas do purgatório, mas unicamente aos fiéis que rogaram por esta pobre alma, a não ser que na sua intenção quisessem aplicar seus sufrágios a todas as almas do purgatório, no caso de não servirem à alma por quem as aplicaram em particular.

Convém aqui nos aconselhar com Santo Anselmo, que aproveita mais assistir devotamente uma só Missa, ou dar espórtula para se celebrar, do que deixar mil Missas depois da morte.

Com efeito, assistindo à Missa durante a vida tiramos dela um proveito imediato e direto: se estamos em estado de graça, angariamos um novo grau de glória para o Céu; se estamos culpados de pecado mortal, podemos esperar que Deus nos concederá o benefício dum sincero arrependimento; estando a nossa hora fixada e prevendo Deus que, a executar o seu decreto, nós cairemos no Inferno, Ele retardará ou mudará, como seja melhor, esse momento decisivo, de maneira a não nos chamar ao seu Tribunal senão reconciliados com Ele pela penitência.

As Missas que rezamos ou mandamos rezar em vida, são pois de precioso valor; elas acompanhar-nos-ão até o Tribunal do Supremo Juiz, pedindo graças por nós; e, se não nos livram do Purgatório (levando-nos para o Céu), impedem-nos de lá cairmos muito profundamente.

Fonte:http://excerptos.blogspot.com.br/

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