quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Carta Aberta aos Católicos

CONTRADIÇÕES E SEMELHANÇAS: O NEFASTO TRABALHO DE DOM RICHARD WILLIAMSON



Carta ao Padre Cardozo, 27/01/2016:

Querido Padre,
Paciencia. 
El chaos está para hacerse aún peor. Vamos a necessitar más paciencia todavia.
Le envio mi bendicción, In Christo,                  +Richard Williamson.


O caos parece não ter fim, e advertido por um fiel sacerdote (Padre Cardozo) a deixar as coisas polêmicas para o âmbito do privado e tratar de confirmar os fiéis no combate anti-modernista – o que é o seu dever como bispo - Dom Richard Williamson não se importa com as divisões e a confusão que ele mesmo criou com seus imprudentes ComentáriosEleisons, mas prevê que o caos seguirá ainda pior. E de fato segue-se. Necessitaremos de mais paciência, pois o bispo está determinado a continuar seu trabalho de destruição da chamada “Resistência” e a levá-la à mesma postura de Dom Fellay. Neste momento não há praticamente nenhuma diferença entre a “resistência” e a “neo-fsspx”. Dom Williamson e seus seguidores (Dom Faure, Dom Tomás, Padre Trincado, etc) mantêm posições muito semelhantes às de Dom Fellay, que contradizem às de Dom Lefebvre e as de Dom Antônio de Castro Mayer. Vejamos:

CONCÍLIO VATICANO II / IGREJA CONCILIAR:

-Dom Fellay: 95% do CVII é aceitável (entrevista à revista La Liberté, 11 de maio de 2001); 
       
-Dom Williamson: A neo-igreja possui algo de católico (CE 445). Católicos, sejam generosos! Reconheçam o objetivo de Deus, para salvar, fora da “Tradição”, muitas almas. (CE 438);

-Dominicanos de Avrillé: A Igreja Católica tem misteriosamente algo da igreja conciliar. É preciso distingui-las sem separá-las. (Revista“Le Sel de la terra”, edição de inverno de 2015);

-Dom Tomás: Não se pode dizer absolutamente que a igreja conciliar não é a Igreja Católica. (“Em defesa de D. Williamson I”);

-Dom Faure: Não é possível que Deus tenha abandonado 98% das almas.Temos que ler detidamente e entender o que quer dizer Monsenhor Williamson. Entre nós pode haver um perigo de radicalização. (Sermão 06/12/2015, Saltillo – México)

Do Catecismo da Doutrina Cristã:“Fora da Igreja, Católica, Apostólica, Romana, ninguém pode salvar-se, como ninguém pôde salvar-se do dilúvio fora da arca de Noé, que era figura desta Igreja.”

Dom Lefebvre: Foi o Concilio, e suas sequelas, que destruiu a Santa Missa, destruiu a nossa Fé, destruiu os catecismos e o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo na sociedade civil. Como podemos aceitá-lo?” (Homilia de 19 de novembro de 1989);       

“Que ninguém se engane, não se trata de uma contenda entre Dom Lefebvre e o Papa Paulo VI. Trata-se da incompatibilidade radical entre a Igreja Católica e a Igreja Conciliar.” (Sermão em Econe, 29 de junho de 1976) 
A Igreja Conciliar é uma Igrejacismática, porque rompe com a Igreja Católica qual sempre foi. Ela tem os seus novos dogmas, o seu novo sacerdócio, as suas novas instituições, o seu novo culto, todos já condenados pela Igreja em muitos documentos, oficiais e definitivos. (...) Esta Igreja Conciliar é, portanto, não católica.” (29 de junho de 1976) 

“Nós jamais quisemos pertencer a esse sistema que chama a si mesmo de Igreja Conciliar e que se identifica com o Novus Ordo Missae, com o ecumenismo indiferentista e com a laicização da sociedade. Sim, nós não temos nada a ver,nullam partem habemus, com o panteão de religiões de Assis. Nós não podemos pedir nada melhor do que ser declarados excomungados…”. (Carta aberta ao Cardeal Gantin).  
    
"Falar dos valores de "salvação" das outras religiões, é uma heresia. E "respeitar seus modos de agir e suas doutrinas", é uma afirmação que escandaliza aos verdadeiros cristãos. (Do Liberalismo à Apostasia, P. 191)

Dom Antônio de Castro Mayer: A Igreja que adere formalmente e totalmente ao Vaticano II, com as suas heresias, não é, nem poderia ser, a Igreja de Jesus Cristo. Para pertencer à Igreja Católica, à Igreja de Jesus Cristo, é necessário ter a Fé, isto é, não duvidar ou negar qualquer artigo da Revelação. Pois bem, a Igreja do Vaticano II aceita doutrinas que são heréticas.” (“The Roman Catholic”, agosto de 1985).

“Quem adere ao Vaticano II, sem restrição, só por esse fato, desliga-se da verdadeira Igreja de Cristo. Ninguém pode, ao mesmo tempo ser católico e subscrever tudo quanto estabeleceu o Concílio Vaticano II. Diríamos que a melhor maneira de abandonar a Igreja de Cristo, Católica Apostólica Romana, é aceitar, sem reservas o que ensinou e propôs o Concílio Vaticano II. Ele é a anti-Igreja. (Jornal dos Padres de Campos - nº 33)

RELAÇÃO COM ROMA MODERNISTA:

-Dom Fellay: Se o Papa me chama eu vou logo. Melhor dizendo, vou correndo (Entrevista à revista “30 Dias”, Nº 9, outubro de 2002);

-Dom Williamson: Se o Santo Padre me autoriza a fundar uma sociedade, eu estaria no próximo avião até Roma (Post Falls, Idaho, USA, 1º de junho de 2014);
-Dom Faure: Se no futuro fosse convidado a ir a Roma conversar com o Papa, iria com Mons. Williamson (Entrevista março, 2015);

-Dom Tomás: É falso que Mons. Williamson e Mons. Faure foram expulsos porque eram contra toda relação com Roma (Resposta a Menzingen, março/2015)

-Dom Lefebvre: Supondo que daqui a um determinado tempo Roma nos chame, que queira voltar a ver-nos, retomar o diálogo, nesse momento seria eu quem imporia condições. Já não aceitarei estar na situação em que nos encontramos durante os colóquios. Isso terminou. (...) Se não aceitais a Doutrina de seus antecessores, é inútil falarmos. (Entrevista concedida a Fideliter Nº 66, novembro-dezembro de 1988);       

De que igreja se fala? Se dessa igreja conciliar, seria necessário que nós, que lutamos contra ela há 20 anos, porque queremos ser a Igreja Católica, integremos a esta igreja conciliar para fazê-la católica? ISSO É UMA COMPLETA ILUSÃO! Não são os súditos os que fazem os superiores, mas os superiores os que fazem os súditos. Em toda esta Cúria Romana, entre todos os bispos do mundo, que são progressistas, eu teria sido completamente afogado, não poderia fazer nada, nem proteger os fiéis e os seminaristas. (Entrevista um ano depois das consagrações episcopais, revista Fideliter Nº 70, julho-agosto de 1989).
A MISSA NOVA:

-Dom Fellay: A missa nova foi promulgada legitimamente (Declaração doutrinal de 15 de Abril de 2012);

-Dom Williamson:  A missa nova pode e ainda é usada para edificar a fé. Há casos em que se pode assistir à missa nova. Isto é quase heresia mas é o que penso. Não vou dizer que todas as pessoas devam permanecer afastadas de toda missa nova. (conferência Mahopcac em Nova York28/06/2015);

Há elementos na missa nova que podem nutrir nossa fé (CE 445); 
Na missa nova pode-se conservar a fé (CE 447);   

Há milagres na missa nova (CE 438) Estes milagres – assumindo sempre que são autênticos – guardam lições para os católicos da tradição que têm, em parte,recuado em relação ao quadro do Novus Ordo. (CE 438);

        Desde os anos sessenta uma leva de ovelhas católicas se tornou mundana demais para merecer manter o novo rito da Missa, amou-a o suficiente para não perdê-la completamente. (CE 438);

        O N.O.M não exclui absolutamente a antiga religião (CE 438);

-Padre Trincado: A missa nova se dá dentro da Igreja Católica. (Carta ao Padre Ernesto Cardozo, 13/12/2015: “Pero, estimadísimo Padre: el punto relativo a la posibilidad del milagro fuera de la Iglesia católica no tiene relación con los 3 EC de MW, que tratan de posibles milagros en misas Novus Ordo, porque estas misas se dan dentro de la Iglesia.”);

-Dom Faure: Onde viu que Mons. Lefebvre disse que a missa nova está fora da Igreja? (Carta ao Padre Ernesto Cardozo, 06/01/2016: “Donde vio que Mgr Lefevbre dijo que la misa nueva esta fuera de la Iglesia? Ya lo se hay UNA cita en que uno podria pensar eso. Una sobre mil?”);

-Dom Tomás: Deve-se sim concluir que há algo de bom na nova missa. (“Em defesa de D. Williamson II”)
                                    
Não vejo nada demais nos escritos de Dom Williamson (Catequese Mosteiro Santa Cruz/RJ, dezembro/2015);

“Creio que Dom Williamson não escreveu nada de errado” (Carta ao Padre Cardozo, 27/01/2016);

        -Dom Lefebvre: Estamos convencidos de que este novo rito da missa exprime uma nova fé, uma fé que não é nossa, uma fé que não é a fé católica. Esta nova missa é um símbolo, uma expressão, uma imagem de uma nova fé, uma fé modernista“. (Sermão em Econe, 29 de junho de 1976);

Como esta reforma é fruto do liberalismo e do modernismo, está inteiramente envenenada; sai da heresia e acaba nela, ainda que todos os seus atos não sejam formalmente heréticos. (“A Missa de Sempre” p. 352);

Essa missa está envenenada, é má e faz perder pouco a pouco a fé, estamos claramente obrigados a rechaçá-la. (“A Missa de Sempre” p. 353);

Em relação à nova Missa,destruamos imediatamente esta ideia absurda: se a nova Missa é válida, se pode tomar parte nela. A Igreja sempre proibiu aos fiéis assistirem às missas dos cismáticos e dos hereges, mesmo que sejam válidas. É evidente que não se pode participar de Missas sacrílegas, nem de Missas que põem nossa fé em perigo.(Declaração sobre a Missa Nova e o Papa. 08/11/1979).

RELAÇÃO COM OS QUE DISCORDAM DE SUAS POSTURAS:

-Dom Fellay: Sedevacantistas!   

-Dom Wiliamson: Eclesiovacantistas! (CE 445)

-Dom Tomás: Eu não aconselho as pessoas a receberem-no. (...) Ouvi dizer que em Ipatinga tiraram o quadro de Dom Williamson da missão. Enquanto isto durar, fica difícil eu ter outra posição" (Carta ao Padre Ernesto Cardozo, 27/01/2016):

Prezado Padre Cardozo,

O senhor deve estranhar que eu não aconselhe as pessoas a receberem-no. A razão é a polêmica a respeito do que escreveu Dom Williamson.

Creio que Dom Williamson não escreveu nada de errado e esta polêmica é desnecessária e está fazendo mal a muitas pessoas que acabam se afastando de uma maneira ou de outra de Dom Williamson.

Penso que o melhor a se fazer é se entender com Dom Williamson para que eu possa novamente recomendar sua presença às pessoas que me pergutam o que fazer.

Ouvi dizer que em Ipatinga tiraram o quadro de Dom Williamson da missão. Enquanto isto durar eu fica difícil eu ter outra posição.

Depois lhe falo mais.
In Xto Rege.
ir. Tomás de Aquino

-Proibição de convidar ao Padre Cardozo para dizer as Missas para os fiéis de São Paulo - Mosteiro da Santa Cruz/RJ, janeiro/2016.

-Proibição de convidar ao Padre Cardozo para dizer as Missas para os fiéis de Santo André - Mosteiro da Santa Cruz/RJ, fevereiro/2016.

Causa: não obedecer cegamente a D. Williamson.

-Dom Faure: Não chamem o Padre Cardozo para dar a Missa. (Carta a fiéis de Santo André);

-Padre Trincado: Você usa en el sitio web que administra, una cruz que yo diseñé, puse el nombre de "Cruz de la Resistencia", e hice publicar en Non Possumus. Pues bien, sucede que yo no quiero que esa cruz sea usada por sitios que publiquen críticas a alguno de los dos Obispos de la Resistencia, y en el sitio que você administra lamentablemente se ha hecho eso. Por tanto, ruego a você suprimir de su sitio todas las imágenes de esa cruz.”  (Carta a um fiel de Ipatinga, 21/12/2015);

Expulsão de um fiel mexicano por uma publicação contra assistir à missa da neo-fsspx;

“Haga el favor de borrar mi nombre de su lista de contactos” (Carta a um fiel de Ipatinga, 10/01/2016);

-Carlos Nougué: Afastem-se desses 'puros'! Bravata! (Carta aos membros brasileiros da resistência, 18/12/2015)

ATAQUES A FRANCISCO

-Dom Fellay: (?);
-Dom Williamson: (?)
-Dom Faure: (?)
        -Dom Tomás: (?)

Dado o exposto, só é possível concluir que Dom Richard Williamson não é mais um defensor da Fé como muitos o pensam, mas sim um liberal absoluto queleva as almas em grave erro e que não se importa com as divisões que faz e com as ovelhas que ficam pelo caminho. A “Resistência” só o é pelo nome. Sua única finalidade é frear toda reação ao modernismo e criar situações para afastar e debilitar os católicos que todavia permanecem firmes. Observem como eles criam uma polêmica, veem quem os seguem cegamente e os promovem/recompensam (consagração episcopal de Dom Tomás, 19/03/16); criando assim uma estrutura contra os que não compartem da mesma postura que eles.

Não há maiores ataques ao modernismo nem ataques a Francisco, que diz uma heresia a cada dia. Ao contrário, Dom Williamson afirma que a Tradição necessita de um espírito generoso (CE 438) e se ocupa apenas em confundir e até defender temas que ele se recusa a condenar (ex.: CVII, igreja conciliar e missa nova). As consequências são padres que abaixam suas espadas em troca de uma mitra e muitos fiéis mornos e bajuladores, que mal sabem o catecismo elementar e acreditam cegamente em tudo o que seus maus superiores dizem, sem questionar, só por serem bispos e religiosos. Contentam-se com as aparências.

Nós, Católicos – não quero colocar-me mais adjetivo algum – não podemos seguir este caminho traçado por Dom Williamson e Dom Faure, poissão bispos não confiáveis e de doutrina no mínimo perigosa, caso contrário, se não terminarmos no modernismo ou na neo-fsspx, iremos pelo menos em uma via morta e morna, e poderemos incorrer em uma maldição divina: “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te” (Apocalipse III, 15-16).

Por todas estas razões, minha consciência se recusa a continuar seguindo estes bispos (agora três com Dom Tomás que sempre defende a D. Williamson e que proíbe seus fiéis de assistirem às Missas do P. Cardozo) e peço aos amigos e fiéis que também não sigam por este caminho e apartem-se desses maus pastores. É melhor não ter bispo algum do que ter bispos perigosos para nossa Fé. Vivemos o tempo de que fala a Irmã Lúcia onde não poderemos confiar em nenhum bispo e cada católico terá que atender por sua própria salvação. Devemos nos unir apenas com os padres que permanecem firmes e fiéis. Não tenham medo! Nosso Senhor controla tudo, e nós não precisamos nos preocupar. Ele nos dará as graças necessárias para essas circunstâncias excepcionais, através de Sua Santíssima Mãe. Quem ama a Nosso Senhor e Nossa Senhora, deve primeiro guardar a Fé e todo o restante nos será acrescentado. (Mat VI, 33)

-Thiago Maria, fiel da Missão Cristo Rei de Ipatinga/MG


Um comentário:

  1. Deplorável desunião. Parece coisa de seita protestante.

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