quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Tudo que me Acontece é para Meu Bem! (Rm 8,28)

 



Tudo que me Acontece é para Meu Bem! (Rm 8,28)


𝐃𝐞𝐮𝐬 𝐧ã𝐨 é 𝐏𝐚𝐢? (Mt 7,11) E 𝐮𝐦 𝐩𝐚𝐢 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐦𝐚𝐥 𝐚 𝐬𝐞𝐮 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐨? 


“Se vós, que sois maus, disse Nosso Senhor, se vosso filho pede um pão lhe dais pedra, ou, se quer um peixe, lhe dais um escorpião?” (Lc 11,11-12)

Quanto mais vosso Pai que está nos Céus! (Mt 7,11)


E essas graças, esses golpes doloridos e reveses da fortuna e calamidades, é tudo, tudo para nosso bem! (Rm 8,28)


𝐍e𝐦 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐛𝐞𝐦 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚𝐥, 𝐦𝐚𝐬 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐛𝐞𝐦 𝐞𝐭𝐞𝐫𝐧𝐨! (2Cor 4,17-18) Podemos dizer, cheios de confiança, e resignados, em todos os sofrimentos: Tudo que me acontece é para meu bem! (Tg 1,2-4) 𝐀 𝐃𝐢𝐯𝐢𝐧𝐚 𝐏𝐫𝐨𝐯𝐢𝐝ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐯𝐞𝐥𝐚 𝐩𝐨𝐫 𝐧ó𝐬. (1Pd 5,7)


Deus é Eterno e Misericordioso. (Sl 102,17) [𝐒𝐞𝐧𝐝𝐨] 𝐄𝐭𝐞𝐫𝐧𝐨, 𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐫𝐞𝐳𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐧ã𝐨 𝐧𝐨𝐬 𝐞𝐬𝐪𝐮𝐞ç𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝐛𝐞𝐧𝐬 𝐞𝐭𝐞𝐫𝐧𝐨𝐬. (Cl 3,1-2) [Sendo] Misericordioso, inclina-se até a fragilidade, a miséria de nossa vida, para nos socorrer, (Sl 102,13-14) não caindo um fio de cabelo de nossas cabeças sem a Sua Vontade Divina. (Lc 12,7)


Um piedoso fidalgo, conta o 𝐏𝐞. 𝐇𝐮𝐠𝐮𝐞𝐭 (1), tinha o costume de dizer sempre, em todos os acontecimentos da vida:


“𝐓𝐮𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐞 é 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐦𝐞𝐮 𝐛𝐞𝐦!” (Jó 1,21)


Um dia, no momento de embarcar em viagem para a Inglaterra, caiu e fraturou as pernas. Não deixou de exclamar:


“Tudo que me acontece é para meu bem” (Sl 39,2)


Os amigos, admirados dessa linguagem, disseram-lhe:


“Então será para teu bem quebrarem-se as duas pernas, além de ficar prejudicada a tua viagem de negócios sérios e importantes?”

– “Sim, replicou ele, 𝐃𝐞𝐮𝐬 𝐬𝐚𝐛𝐞 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐚𝐳! (Is 55,8-9) Creio que tudo aconteceu para meu bem” (Gn 50,20)


Poucos dias depois se soube que 𝐧𝐚𝐮𝐟𝐫𝐚𝐠𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐧𝐚𝐯𝐢𝐨 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐩𝐢𝐞𝐝𝐨𝐬𝐨 𝐟𝐢𝐝𝐚𝐥𝐠𝐨 𝐝𝐞𝐯𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐯𝐢𝐚𝐣𝐚𝐫. (Sl 120,7-8)



- Mons. Brandão, Ascânio. 𝘉𝘳𝘦𝘷𝘪á𝘳𝘪𝘰 𝘥𝘢 𝘊𝘰𝘯𝘧𝘪𝘢𝘯ç𝘢: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 50



Referências: (1) Huguet – La perfection Chrétienne en exemples, S. C. V.



É justamente por Deus ser Pai que Ele é Bom, dando-nos uma 𝕔𝕒𝕤𝕒 (a Santa Igreja Católica), uma 𝐌ã𝐞 (a Santíssima Virgem Maria), 𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐦𝐞𝐧𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐞 𝐯𝐢𝐜á𝐫𝐢𝐨𝐬 (o padre, o bispo e, principalmente, o Papa), 𝐢𝐫𝐦ã𝐨𝐬 (sendo Cristo o maior), 𝐩ã𝐨 (a Divina Eucaristia) e 𝐥𝐞𝐢 (a Fé e a Moral infalíveis).


Se o 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐞𝐬𝐬𝐨𝐫𝐚𝐝𝐨 é a profissão por excelência, a maior e a mais nobre e necessária das profissões, 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐠𝐞𝐫𝐚 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬, 𝐃𝐞𝐮𝐬 𝐧ã𝐨 𝐬𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐭ã𝐨 𝐛𝐨𝐦 𝐞 𝐧𝐞𝐦 𝐚 𝐁𝐨𝐧𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐫 𝐞𝐱𝐜𝐞𝐥ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐬𝐞, 𝐚𝐥é𝐦 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐝𝐞𝐫 𝐛𝐞𝐧𝐞𝐟í𝐜𝐢𝐨𝐬, 𝐧ã𝐨 𝐧𝐨𝐬 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚𝐬𝐬𝐞 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐧𝐬 𝐛𝐨𝐧𝐬. As mais das vezes, 𝐬ó 𝐧𝐨𝐬 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐜𝐫𝐢𝐬𝐭ã𝐨𝐬 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐬𝐨𝐛 𝐨 𝐚𝐦𝐚𝐫𝐠𝐨 𝐬𝐚𝐛𝐨𝐫 𝐝𝐨𝐬 𝐫𝐞𝐯𝐞𝐬𝐞𝐬 𝐞 𝐨 𝐝𝐨𝐥𝐨𝐫𝐨𝐬𝐨 𝐩𝐞𝐬𝐨 𝐝𝐨 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐢𝐯𝐚çã𝐨.


Um bom 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐞𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨, em grau de excelência, não é apenas aquele que faz bons móveis de madeira, mas 𝐚𝐪𝐮𝐞𝐥𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐚𝐳 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨 𝐛𝐨𝐦 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐞𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨.


Um bom 𝐩𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐨 não é aquele que somente faz bons pães e bolos, mas também aquele que faz outro bom 𝐩𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐨.


Deus, sendo a Bondade em 3 Pessoas, 𝐧ã𝐨 𝐬𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐠𝐞 𝐛𝐞𝐦, como também faz com que as criaturas dotadas de inteligência e vontade livre sejam 𝐛𝐨𝐧𝐬 𝐚𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬, 𝐩𝐫𝐚𝐭𝐢𝐜𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐚 𝐛𝐨𝐧𝐝𝐚𝐝𝐞.


Em suma, Deus é bom de uma forma excelente (em máximo grau de bondade), o que implica que Ele não apenas age bem como ainda cria agentes do bem. E nisso está a razão para que o mesmo Deus nos inflija 𝐠𝐨𝐥𝐩𝐞𝐬 e negue muito dos bens 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨𝐬 que imploramos, em vista do gozo do Bem 𝐚𝐛𝐬𝐨𝐥𝐮𝐭𝐨.


É cômodo pedir a Deus 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐛𝐨𝐚𝐬 quando, antes, deveríamos impetrar-lhe a graça de 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐞𝐫𝐭𝐞𝐫-𝐧𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐛𝐨𝐚𝐬.

Fonte: João Christian Franco


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