sexta-feira, 26 de maio de 2017

PADRE DONIZETTI E O “PESADELO DOS ALTARES” E O QUADRO DO PONTÍFICE JOÃO XXIII.


“Senhor Arcebispo, tive um pesadelo terrível! Vi o demônio entrando na Catedral de São Sebastião (em Ribeirão Preto), com alguns padres consigo, e, todos munidos de picaretas nas mãos, se dirigiam até os Altares laterais da Catedral, gritando em altas vozes. Ao chegar diante do altar de Santo Antônio, a imagem do Santo Frade lisboeta olhou com autoridade ao demônio e seus sequazes, saindo todos em disparada.
Por Amor a Deus, Senhor Arcebispo, NÃO DEIXE QUE DERRUBEM OS ALTARES DA CATEDRAL !”
Dizem que, neste momento, o Arcebispo saltou da cadeira na qual estava sentado e disse ao Padre que aquilo seria apenas um sonho, um pesadelo, que nunca ninguém iria destruir os altares, sendo interrompido pelo “Taumaturgo de Tambaú”, que lhe disse:
“Não, não, Senhor Arcebispo! Nós não veremos esta desgraça! (Prevendo que ambos iriam para o Céu antes da desgraça conciliar.) Mas ela virá! Não é um sonho, tampouco um pesadelo! Infelizmente virá este dia! As trevas cairão sobre o mundo! Por isso, lhe imploro: NÃO DEIXE DESTRUIREM OS ALTARES !”
O Arcebispo, todo amável, como era sua característica pessoal, sorriu-lhe e lhe disse:
“Padre Donizetti, prometo que não deixarei que ninguém destrua os altares de nossa Catedral!”
Esse episódio ocorreu em 1960, antes, portanto, da convocação do Concílio Vaticano II, que Padre Donizetti não presenciou, uma vez que faleceu em 16 de junho de 1961.
O mais interessante é que este fato foi presenciado pelo Padre Agmar de Paula Marques, que, após o Concílio, quando quiseram “retirar” os altares da Catedral de São Sebastião, conseguiu impedir este intento e contou este fato a alguns Sacerdotes, entre os quais o Cônego Horácio Longo e o Padre Savério Brugnara.
O Arcebispo Dom Luiz do Amaral Mousinho também não presenciou estes tristes acontecimentos da “retirada” dos altares e das imagens sacras das igrejas, já que foi para o Céu em 24 de abril de 1962.
Contava o saudoso Cônego Horácio Longo que, ao observar a “retirada” de dois dos altares laterais da Matriz da Franca, hoje Catedral da Nossa Senhora da Conceição, lembrou-se do “pesadelo dos altares”, contado pelo amigo Padre Agmar, profetizado pelo “Taumaturgo de Tambaú”.
Ademais, contava o Padre Savério Bruganara que o Padre Donizetti ganhara um quadro do Papa João XXIII, em 1959, e que, diante da alegria de seus coroinhas, ao desempacotar a “fotografia do Doce Cristo na Terra”, o “Taumaturgo de Tambaú” sorriu e olhou demoradamente no rosto do Papa, dizendo para seus coroinhas: “Rezemos muito pelo Papa e pela Igreja!”.
Nesse ínterim, um dos coroinhas dirigiu-se até o quadro com a foto do grande Papa Pio XII, para retirá-lo e substituí-lo pelo quadro recém-chegado do novo Papa. Então, Padre Donizetti, com a autoridade de sempre (Diziam que ele era “um santo, porém, um santo bravo”), disse ao coroinha:
“Não! Deixe aí o quadro do Papa Pio XII, que é um Santo! Deixe aí, meu filho! Em breve vou me encontrar com ele!
Quanto ao quadro do novo Papa, deixem aí onde está!”
Segundo Padre Brugnara, o quadro do Papa João XIII foi colocado sobre uma cômoda, e o quadro de Pio XII continuou na parede, no lugar “principal” da sacristia.
Ainda segundo Padre Brugnara, o “Taumaturgo de Tambaú” sempre pedia aos outros Sacerdotes que rezassem muito, muito pela Igreja, que estava chegando um período de grandes provações para Ela.
PADRE DONIZETTI: ORA PRO NOBIS.

Fonte:  https://materecclesiauna.wordpress.com/2014/04/06/padre-donizetti-e-o-pesadelo-dos-altares-e-o-quadro-do-pontifice-joao-xxiii/

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