A Santa Igreja vive, desde o advento do Vaticano II, a pior
crise de sua história. Muito já se disse e muito já se escreveu sobre isto,
tanto de um lado quanto do outro. Mas todos somos obrigados a ver e a conviver
com a heresia triunfando nos ambientes outrora católicos.
A FSSPX, dividida ao extremo, hoje possui várias correntes,
mais ou menos coerentes entre si na defesa, a todo custo, do papa herege
sentado no Trono de Pedro. De um lado Fellay, Tissier e Galarreta, do outro,
Williamson e meia dúzia de padres, entre eles, o Mosteiro da Santa Cruz de Nova
Friburgo, brigando entre si pelo domínio dos campos de apostolado.
Entre os sedevacantistas não é menor a divisão. Bispos e
padres se digladiam em torno de uma vacância perene e da necessidade da eleição
de um novo papa. Cada um querendo impor aos outros critérios e noções que vão
além daquilo a que estamos obrigados diante do Magistério Universal da Igreja
através dos seus 260 papas legítimos e dos 20 Concílios Ecumênicos plenamente
católicos e ortodoxos.
Neste panorama terrível Bento XVI renuncia o suposto
pontificado e entre em cena uma das figuras mais patéticas já vista desde o
Vaticano II: o Cardeal Bergoglio com o nome de Francisco.
Uma reviravolta é prometida e já nos primeiros dias ele faz
questão de chocar a comunidade católica adotando medidas polêmicas de franco
desprezo pelo pontificado e por sua suposta condição de papa da Igreja
Católica.
Faz questão de dizer ao mundo que os Cardeais o elegeram
para ser o Bispo de Roma. E desde essa alocução no pós conclave não tem feito
outra coisa senão diminuir o papado. As recentes entrevistas neste triste
espetáculo que foi a JMJ 2013 no Rio de Janeiro insistem neste aspecto colegial
e democrático de sua atuação frente à usurpação do Trono de Pedro.
Diante de temas polêmicos acerca de questões éticas e
morais, ele se retrai, não confirma os irmãos na Fé reafirmando a Doutrina
Católica sobre o aborto, a homossexualidade, a eutanásia e tantos outros
assuntos candentes e tão pertinentes a formação da juventude verdadeiramente
católica. Pelo contrário, suas palavras dúbias servem de pretexto para defesa
dos vícios e de toda sorte de erros na moral e nos costumes.
Como sedevacantista, observo que a divisão das águas se
aprofunda, e cada um, cada vez mais, vai sendo chamado pela Providência a dar
testemunho da Fé Católica contra os erros do Vaticano II, da Nova Missa, dos
Novos Sacramentos, do Novo Catecismo e do Novo Direito, eivados de uma
filosofia e uma teologia modernista e herética.
A hora é de um martírio moral impostergável. Temos que dizer
ao mundo que esse concílio é herético e maldito. Temos que dizer em alto e bom
som que está Missa Nova é inválida e blasfema. Temos que denunciar a invalidade
do Novo Rito de Sagração e por extensão, das novas ordenações sacerdotais.
Precisamos gritar contra esse Novo Catecismo e contra esse Novo Direito
Canônico que só favorece aos inimigos da Igreja e lançam a impiedade por toda
parte.
É preciso sim conservar a Fé Católica, testemunhá-la sem
medo, transmitir cada um de acordo com seu estado a verdadeira doutrina, o
ensinamento dos papas e dos concílios, contrários a toda esta enxurrada de
erros e heresias que clamam aos céus.
Não basta sagrar bispos, ordenar padres, dizer missas,
batizar, crismar, casar... Tudo isto é necessário, mas sem a confissão pública
da Fé contra todos os erros e heresias deste maldito concílio e desta maldita
igreja todo apostolado se torna estéril. Esta é a hora da Providência Divina.
Temos que render graças a Deus por nos ter conservado na verdadeira Fé Católica,
mas temos também que dar nossa confissão e nosso testemunho contra toda esta
destruição.
É preciso deixar de lado o comodismo, a vida sossegada e
tranqüila, porque os tempos são de perseguição e martírio, e não podemos nos
furtar a grave obrigação que temos de dar este testemunho inequívoco de que as
portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja.
Não se trata mais de discussões intermináveis de Teologia.
Uma moeda foi dada a cada um de nós e teremos de dar conta dela ao Senhor. Ou a
multiplicamos ou seremos julgados por nossa inércia e falta de zelo.
“Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão”... A
obrigação da hora presente é denunciar o lobo, não compactuar mais com o
impostor onde quer que ele esteja... dar nome aos bois e ficar preparados para,
se necessário, derramar o sangue no testemunho da verdade católica. Que o
martírio já começou sabemos bem porque temos desde o fim deste maldito
conciliábulo sofrido toda sorte infâmia, calúnia e difamação por parte dos
impostores que, contra nós, contam com o apoio e os louvores do Mundo!
Somente quem perseverar até o fim será salvo !
Fonte: http://portaeinferinonpraevalebunt.blogspot.com.br/
Fonte:
Nenhum comentário:
Postar um comentário